TERRAS DE PENAGOYÃ:

”Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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Quinta do Lodeiro - Godim

«Situa-se em Godim, Peso da Régua e foi também da família Ferreira. Esta quinta foi constituída pela junção de dois casais, adquiridos por D. Antónia Ferreira, tendo-se mantido as suas identidades e mais tarde voltaram a constituir propriedades distintas (Lodeiro com capela e Lodeiro sem capela) [*]. 

Em ambos os edifícios principais o piso térreo é usado para acesso à habitação e para apoio na produção, enquanto o piso superior é destinado à habitação. Apenas o conjunto edificado mais a Norte possui capela. Todos os edifícios apresentam fachadas rebocadas, sendo que se supõe que as paredes sejam de granito, com plantas retangulares simples. Os vãos são todos semelhantes, distribuídos organizadamente de um modo geométrico, tendo todos janelas em guilhotina, com portadas, ou sem portadas, exteriores.»

[*] Liddell, Alex; Price, Janet, Douro: As quintas do Vinho do Porto. Quetzal Editores, Lisboa, 1995, ISBN 972-564-123-X, através de AGUIAR DE PINHO, MARIA CAROLINA GUEDES OSÓRIO (JANEIRO DE 2012), "CASAS DE QUINTA NO DOURO – PROPOSTA PARA UM MANUAL DE INTERVENÇÃO", Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL - ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES, FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO, pág. 27. Disponível em https://paginas.fe.up.pt/~jmfaria/TesesOrientadas/MIEC/Teses20121s/CarolinaOsorio/Tese_CarolinaOsorio.pdf

Venda da Quinta de Lodeiro, em 1810 - Vários topónimos de Godim

«RE: Manuel Caetano Pereira
#345915 | tmacedo | 06 Mai 2014 18:33 | Em resposta a: #345910

Caro confrade,

Poderei saber a razão do seu interesse em Manuel Caetano Pereira ?

O pai, Faustino Pereira, era filho de Manuel Teixeira e de Úrsula Pereira, do Lodeiro. Manuel Teixeira, avô paterno, era filho de outro Manuel Teixeira e de sua mulher Isabel Pereira do Lodeiro. A mãe, Ana Pereira de Figueiredo (irmã de Cecília Pereira casada com Lourenço Pereira irmão de Faustino Pereira e pais de Joana Teresa Pereira casada com Miguel Borges e do padre Faustino Pereira), era filha de António Alves e de sua mulher Isabel Martins.

A quinta do Lodeiro veio a ser vendida em 1810 a José António Taveira de Magalhães, cavaleiro da Ordem de Cristo, fidalgo de cota de armas, membro da junta da Companhia das Vinhas do Alto Douro, da vizinha quinta das Nogueiras. Muitos anos mais tarde os seus bens viriam a ser vendidos a D. Antónia Adelaide Ferreira, a célebre Ferreirinha. D. Antónia foi herdeira de outros bens lá confinantes, que tinham sido de seus avós paternos Bernardo Ferreira e Ana Josefa, de Godim. Esta Ana Josefa era natural de Godim, onde casara em 7 de Fevereiro de 1779, sendo filha de Manuel Caetano e de Mariana Josefa, de Ariz, Godim. Neta paterna de Manuel da Fonseca e de Maria Roiz. Neta materna de Miguel Pereira e de Maria de Mesquita, de Godim.

A venda já referida foi feita por Flórido Teles de Menezes e sua mulher D. Maria Escolática de Magalhães Leite e Sousa, da quinta das Gordas, em Paço de Sousa. D. Maria Escolástica [neta paterna de Manuel Caetano Pereira] era quarta neta de Manuel Teixeira e de sua mulher Isabel Pereira moradores no Lodeiro no terceiro quartel do século XVII. Fizera procuração a seu marido em 16 de Julho de 1810 nas notas de Jerónimo de Lemos Coelho Ferraz, de S. Romão de Mouriz para a citada venda. A escritura de venda foi feita em 28 de Agosto do mesmo ano no 8.º cartório notarial do Porto (liv. 428, fls. 111 a 113). Flórido Teles recebeu 2.640.000 reis, “livres e forros”, dos quais já recebera em 18 de Julho 1.200.000 para pagar as legítimas de seus “irmãos e cunhados”. A quinta é descrita como composta de casas, campos, vinhas, olivais e mais pertenças, que são todos os bens que tem na freguesia de S. José de Godim, no termo da vila de Santa Marta de Penaguião, de vários prazos foreiros a diversos senhorios, a saber, à comenda de Moura Morta, ao Paço das Cans dos religiosos de Santa Cruz de Lamego, a Gonçalo Monteiro de Vila Marim, à Misericórdia de Mesão Frio e a José Pinto de Godim. Os bens foreiros à comenda por 1.150.000 reis. Os foreiros a Santa Cruz por 300.000 reis. A vinha dos Pardieiros, no Maurício, foreira a Gonçalo Monteiro, por 500.000 reis. A vinha no Maurício, chamada “o olival do senhor” à Misericórdia, por 100.000 reis. E a vinha no Maurício, acima da estrada, e as outras foreiras a José Pinto 590.000 reis. José António Taveira de Magalhães, dito morador na casa da Boavista de Baixo, pagara a sisa (264.000 reis) em 24 de Julho de 1810 em Penaguião. A descrição dos bens vendidos é a seguinte:

# Umas casas sitas no Lodeiro com suas árvores que confinam do nascente com a estrada e do poente com o comprador.

# Um pedaço de vinha no Lodeiro, abaixo do caminho, que confina do nascente com o comprador e do poente com ribeiro que vai para o Lodeiro.

# Uma vinha nos Arcos que confina do nascente com o caminho que vai para o ribeiro e do poente com Luis de Azevedo.

# Uma vinha nos Pardieiros que confina do nascente com Domingos José Osório e do poente com D. Maria Isabel.

# Uma vinha no Maurício, acima da estrada, que confina do nascente com a estrada das farcas e do poente com José Alexandre Dinis.

# Uma vinha nas Farcas que confina do nascente e poente com os filhos que ficaram de Bernardo Ferreira.

# Uma vinha no Maurício, abaixo da estrada, que confina do nascente com a estrada que vai para a Régua e do poente com Caetano Manuel.

# Outra vinha no Maurício que confina do nascente com José António Gonçalves e do poente com João Carlos.

# Outra vinha no Maurício que confina do nascente com José António Gonçalves e do poente com Manuel José de Brito.

# Um pedaço (de vinha?) no tapado “doris...?” que confina de nascente com o doutor José Joaquim e do poente e norte com D. Raimunda.

# Outro bocado de vinha no mesmo sítio, mais abaixo, que confina do nascente com o atalho que vai para Fontelas (?) e do poente com Ana Joaquina, do Salgueiral.

# Leira de campo no Olival Roto que confina do nascente com o Dr. Francisco José do Vale e do poente com o carreiro que vai para o rio.

# Outra leira no mesmo sítio que confina de nascente com o dr. José Joaquim Vaz Pinto e do poente com o carreiro.

# Bocado de campo no Lodeiro que confina do nascente e norte com o padre Manuel Borges de Lousada, do poente com o padre António Caetano Guedes e do sul com Raimunda Angélica.

# E todos os foros, não descritos, que pertencem aos citados bens.

Cumprimentos,
António Taveira»

TAVEIRA, António (2014.mai.06), “Forum de Genealogia - geneall.net: André Borges de Mesquita (*c.1700, Peso da Regua) / RE: Manuel Caetano Pereira”. Disponível em https://geneall.net/pt/forum/159618/andre-borges-de-mesquita-c-1700-peso-da-regua/, data de [c.29.set.2020]

Se não nos defendermos...

QUEM É QUE NOS DEFENDE?


"Se não defendermos o que é nosso quem é que o defende? Os nossos povos e culturas de matriz grego-romano-judaico-cristã, perante a investida cada vez mais agressiva do marxismo cultural, estão sujeitos à erosão, senão mesmo à extinção. Ou aceitamos sentados no sofá que tal aconteça, ou então teremos que ir para a luta em sua defesa."  
7.jul.2020 Monteiro deQueiroz

Afinal não sou democrata!...

E EU QUE PENSAVA QUE ERA DEMOCRATA!...


Eu, que me imaginava um democrata, sou afinal de extrema-direita e não sabia! Foi preciso um cidadão exemplar, de boas famílias, doutrinado por professores doutores de extrema-esquerda de uma quaisquer faculdade, dizer-me na rede que eu era fascista, só e apenas porque tinha a minha ideia que discordava da dele!  
11.jun.2020 Monteiro deQueiroz

A Importância do Pensar!

O NOSSO DEVER DE PENSAR


Se por preguiça não nos dermos ao trabalho de pensar, outros o farão por nós! E para que assim não seja, teremos nós de o fazer sob pena de passarmos ao lado do que, normalmente oculto e manipulado, ocorre à nossa volta, nos envolve e nos domina, escravizando-nos!  
27.mai.2020 Monteiro deQueiroz

Há quem desfrute de...

“PROBLEMAS POR RESOLVER COMIGO”!


Há quem desfrute de “problemas por resolver comigo”, alguns “deles” com mais de 20 anos! Aconselho a que os resolvam rapidamente… sob pena de ficarem “engasgados” para toda a vida! Esses problemas já começam a ser crónicos, denunciadores de uma qualquer patologia intelectual! 
Eduardo deQueiroz, Vila Nova de Gaia, Carvalhos, 26 de Maio de 2011

Caminhando!...

PELOS TRILHOS E LOCAIS DA NOSSA PAIXÃO!


Temos que fazer a nossa caminhada
caminhando pelos trilhos e locais da nossa paixão!
Caso contrário,
a nossa 'caminhada da vida'
não possui qualquer valor!
24.mai.2020 - Monteiro deQueiroz

Afinal de contas de que lado estou?

DE QUE LADO ESTOU AFINAL DE CONTAS?!...


Alguém me perguntou um dia destes 'de que lado político eu estava afinal'. Eu não estou em 'lado político' algum - na esquerda, no centro ou na direita. Eu estou onde a minha consciência e sentidos de justiça e verdade mo indicarem: à esquerda, ao centro ou à direita, repito, conforme a minha consciência e sentidos de justiça e verdade mo indicarem! Sou carneiro de signo, mas não um carneirinho seguidista de quaisquer 'pretenso pastor de rebanho de carneiros'. 
2020.maio - Monteiro deQueiroz