TERRAS DE PENAGOYÃ:

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Francisco da Cunha Coutinho - Santa Comba

"Casa de Travassinhos"

segunda-feira, setembro 03, 2007


A Casa de Travassinhos, uma construção dos finais do século XVII e princípios do século XVIII, no lugar da Cruz de Baixo, freguesia de Arnóia, tem um portal senhorial dos mais imponentes do país, com uma pedra de armas que mede aproximadamente sete metros quadrados.


Jerónimo Pimenta Ramos foi sucessor e o impulsionador da traça desta casa senhorial. Nasceu em S. João de Arnóia, Celorico de Basto, onde foi baptizado a 11.02.1695 era filho de António Pimenta Ramos, que foi senhor da Casa de Travassinhos e de sua mulher D. Maria Gonçalves Ribeiro senhora da Quinta de Cerqueda. Casou a 23.09.1738 com D. Margarida de Faria e Magalhães, natural de Braga, era filha de João Gomes Ribeiro, vereador da Câmara de Braga, natural da freguesia de S. Miguel de Carvalho, Celorico de Basto e de sua mulher D. Maria de Faria e Magalhães da Casa de Gondivau, em Moure, Vila Verde.


Jerónimo Pimenta Ramos, familiar do Santo Ofício por carta de 09.01.1731, edificou a Capela dedicada a Santo António, “que está junto às Casas de Travassinhos” segundo o jornal “A Palavra” edição de 3 de Março de 1882, tendo justificado a sua nobreza, obteve brasão de armas dos Pimentas Ramos, cuja carta tem a data de 08.03.1747. Jerónimo de Pimenta Ramos faleceu a 19.12.1765 e a sua mulher D. Margarida Gonçalves Ribeiro em 20.07.1786.


Do seu casamento teve sete filhos, e foi a sua filha Margarida Clara Pimenta Ramos de Faria e Magalhães, nascida a 19.01.1748, que veio a casar na Capela da Casa de Travassinhos a 22.07.1772 com Francisco Lopes Picado Coutinho da Cunha, nascido em 11.03.1734 na Casa de Arnóia, Celorico de Basto, e que foi seu sucessor.


Assim se uniram as duas casas, a de Travassinhos e a de Arnóia e resultante do casamento, o casal teve sete filhos.


Foi o seu filho mais novo, Salvador Francisco da Cunha Coutinho de Faria Magalhães, nascido na casa de Arnóia em 10.03.1788 que veio a ser o sucessor das casas de Arnóia e de Travassinhos.


Seguiu a carreira das armas, tomou parte na Guerra Peninsular, foi galardoado com a Medalha de Ouro das Cinco Campanhas Peninsulares. Foi Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real.


Em 25.02.1823 casou em Santa Marta de Penaguião com D. Brizida Amália de Azevedo, filha mais nova do grande proprietário e senhor da Quinta da Santa Comba, António Rodrigues de Azevedo, e de sua mulher D. Ana Dinis. Foi efémero o casamento, pois em 11.04.1826 já estava viúvo por acidente puerperal de D. Brizida.


Salvador Faria Magalhães morreu tragicamente como Coronel, Comandante da Coluna Miguelista de S. Cosme, no assalto aos sitiados do Porto em 29.09.1832 (Cerco do Porto), deixando seu único filho Francisco com 6 anos de idade.


Francisco Lopes Picado da Cunha Coutinho, nasceu em Santa Comba em 31.03.1826 e ali também faleceu, solteiro a 23.02.1882. Foi sucessor das casas de Arnóia, Travassinhos, das Quintas de Santa Comba e Quintã e deixou seu herdeiro universal, seu parente Carlos Maria da Cunha Coutinho, natural de Santa Marinha de Zêzere, nascido a 31.10.1835 e que veio a ser Moço-Fidalgo da Casa Real.


Em 08.02.1877 desposa Maria da Boa Nova de Carvalho e Azeredo Pinto de Melo e Faro, nascida na Casa da Soenga, em S. Martinho de Mouros em 11.11.1857, e deste casamento nasceram seis filhos.


O erudito historiador medievista Carlos Cândido de Melo e Faro da Cunha Coutinho, nascido em 29.03.1885 nas Casas Novas em Santa Marinha do Zêzere, Eng. Agrónomo e licenciado em Ciências Histórico-Naturais foi senhor da Casa e Quinta de Cabeceiras e casas e quintas de Arnóia, Travassinhos e Santa Comba.


Casou em Lisboa a 30.05.1918 com D. Maria Olímpia de Montalvão Sarmento Guedes de Andrade, nascida a 26.07.1894 em Guíde, Mirandela. Deste casamento chegaram à idade adulta quatro filhos.


Foi sucessora da Casa e Quinta de Travassinhos D. Maria Emília Guedes de Andrade da Cunha Coutinho, nascida em Lisboa a 05.10.1926.


Casou em 07.07.1949 com José Sebastião de Azevedo e Menezes, licenciado em Ciências Económicas e Financeiras, nascido a 31.08.1912 em Vila do Conde. Era filho do Dr. José Sebastião Cardoso de Menezes Pinheiro de Azevedo e Bourbon, bacharel formado em Direito, oriundo da Casa do Vinhal em Vila Nova de Famalicão, que foi Moço-Fidalgo da Casa Real e deputado, e de sua mulher D. Emília Maria de Castro Falcão Pinto Guedes Corte-Real, filha dos primeiros Conde de Fijô.


Do casamento tiveram dois filhos: José Sebastião da Cunha Coutinho de Azevedo e Menezes, nascido em Lisboa a 13.04.1950, licenciado em Finanças, casado com D. Maria José de Neves Branco e do casamento nasceram três filhos, Maria Carolina (22.11.1993), Maria Inês (05.07.1996) e Maria do Carmo (22.10.2002), e Emília Maria da Cunha Coutinho de Azevedo e Menezes, nascida em Lisboa a 24.07.1955, diplomada com o curso de Secretariado, casada com Sebastião Manuel Pinto Cardoso do Canto e Castro Albers.


No que concerne à Capela de Santo António, esta já não se encontra no seu local primitivo, tendo sido transferida, pedra a pedra, para onde se encontra actualmente.


A Casa de Travassinhos conservou o portal armoriado e a capela, que constituíam na época, dois atributos importantes do senhor, definidos de acordo com a legislação em uso.


O monumental brasão, obra de cantaria, de rara beleza nesta região minhota, evidência todas as técnicas escultóricas.


Como refere Anne de Stoop, na sua obra “Palácios e Casas Senhoriais do Minho”, temos duas volutas em alto-relevo que se desenvolvem “ao longo de dois metros e meio de altura, formando uma Cartela que debrua o brasão e harmonizando-se com o arco de volta inteira do vasto portão”.


Ao centro está o brasão trabalhado em baixo-relevo em que “o escudo partido com as armas dos Pimentas e as dos Ramos é rodeado por um lambrequim com volutas de feição naturalista”. “Não faltam nem o elmo, nem o virol onde assenta o timbre dos Pimentas, aqui um guerreiro pronto para o combate”.


Saliente-se ainda que nesta Casa de Travassinhos nasceram o célebre violinista Acácio Pimenta Ramos de Faria (11.05.1891 – 04.04.1959) que pertenceu à Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto e o Frei Hipólito Luís da Cunha Coutinho de Faria Magalhães (11.01.1778 – 30.01.1851) que foi Prior de Alcobaça e depois Procurador Geral da Ordem dos Cistercienses."


Publicada em Celorico de Basto - Digital - www.celoricodigital.pt, por Orlando Silva em 2007.09.03; 12:10 a.m. 


Transcrição na íntegra de https://www.celoricodigital.pt/2007/09/casa-de-travassinhos.html


[r.2026.02.09 - #porMdQ], Godim, Monteiro deQueiroz

Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro & Maria Meneses Taveira

Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro & Maria Meneses Taveira


Francisco Cândido da Cunha Coutinho de Melo e Faro; da Casa Grande / Casa de Santa Comba, Santa Comba de Lobrigos

* 15 de out de 1879  Portugal

  4 de mar de 1939 (com a idade de 59)


1879 : Nascimento : 15 de out de 1879 : Portugal

1901 : 21 de idade : Casamento com : Maria da Cunha Coutinho de Melo e Faro : 29 de mai de 1901 : Porto, Cedofeita

1939 : 59 de idade : Morte : 4 de mar de 1939


https://www.myheritage.com.pt/family-trees/da-cunha-coutinho/OYYV675CAUNZ4FNGVORAR4B7KVL676I?srsltid=AfmBOoqsZnfqwOYDjW_B8AvPex3JGf33opXoKbc4gC2MkJYtkEykV8c6


_____


Maria da Cunha Coutinho de Melo e Faro | Maria Meneses Taveira; da Casa dos Correios, Amarante; da Casa do Salgueiral, Santa Comba de Lobrigos

* 17 de jan de 1876 (Amarante)

  23 de abr de 1953 (com a idade de 77)


1876 : Nascimento : 17 de jan de 1876

1901 : 25 de idade : Casamento com : Francisco Cândido da Cunha da Cunha Coutinho de Melo e Faro : 29 de mai de 1901 : Porto, Cedofeita

1939 : 63 de idade : Morte de marido : Francisco Cândido da Cunha da Cunha Coutinho de Melo e Faro : 4 de mar de 1939

1953 : 77 de idade : Morte : 23 de abr de 1953


https://www.myheritage.com.pt/family-trees/da-cunha-coutinho/OYYV675CAUNZ4FNGVORAR4B7KVL676I?srsltid=AfmBOoqsZnfqwOYDjW_B8AvPex3JGf33opXoKbc4gC2MkJYtkEykV8c6


[r.2026.02.09 - #porMdQ] Godim, Monteiro deQueiroz



Casa do Salgueiral - Santa Comba de Lobrigos

CASA DO SALGUEIRAL

"A nossa história

A Casa do Salgueiral está na família desde meados do século XIX. Por essa altura, José Taveira de Carvalho Pinto de Meneses (1844-1908), bisavô materno do atual proprietário, adquiriu-a a um professor local.

A casa era muito pequena, mas servia-lhe para curtas estadias, nomeadamente, para se instalar quando partia para caçadas com um grande amigo, proprietário da Quinta de Santa Comba, vizinha do Salgueiral.

Em finais do século XIX, Francisco de Melo e Faro da Cunha Coutinho (1879-1939), então dono da Quinta de Santa Comba, casa com Maria de Meneses Taveira (1876-1953), filha do proprietário da Casa do Salgueiral. A quinta foi o seu dote e o jovem casal passou, assim, a administrar duas casas, duas quintas, como se de uma só se tratasse.

O casal realizou várias obras na Casa do Salgueiral, onde Maria de Meneses passou a viver depois da morte do marido. Com ela esteve quase sempre uma sobrinha, Maria Angélica Sarmento de Queiroz Taveira (1916-2016), que, curiosamente, viria a casar com um sobrinho de Francisco da Cunha Coutinho.

No início dos anos 50, Maria Angélica herdou a quinta. Ela e o marido, Carlos Maria da Cunha Coutinho Leite Pereira (1903-1968), pais do atual proprietário, cuidaram da casa, sem necessidade de grandes obras. Ocuparam-se, essencialmente, da renovação das vinhas e do olival, usufruindo deste espaço sobretudo nas férias escolares.

Ao herdar a casa em 2016, José Taveira Leite Pereira, e a mulher, Helena Mendonça, decidiram mantê-la, adaptando-a para turismo.

Durante muitos anos, a casa produziu o seu próprio vinho. Na garrafeira do Salgueiral repousam garrafas de Porto produzidas por José Taveira de Carvalho, algumas com o seu rótulo e a data de 1849. O pai do atual proprietário continuou a produzir e a vender o vinho a negociantes e exportadores. Paralelamente, engarrafou para uso da família algum vinho fino, de que ainda restam garrafas dos anos 50 e 60 do século passado. Com a sua morte, a produção foi entregue às Caves de Santa Marta, uma cooperativa que mantém uma excelente reputação no mercado interno e externo. Hoje, a situação mantém-se: nos quase sete hectares de vinha, com excelentes castas, produzem-se uvas que são entregues nas Caves, umas para a produção de vinho de consumo e outras para vinho generoso – o chamado Porto. Existe também um pequeno olival que permite produzir um azeite de qualidade."

in https://www.casadosalgueiral.com/historia

[r.2026.02.09 - #porMdQ] 
Monteiro deQueiroz