TERRAS DE PENAGOYÃ:

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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Quinta das Gregoças & Gregossas


Gregoças, Gregossas, Gorgoça e Gorgoço: Estudo Etimológico, Fonético e Toponímico

Palavras‑chave

Toponímia portuguesa; etimologia; fonética histórica; hidronímia pré‑romana; antroponímia medieval; gorgo; grego; linguística histórica; onomástica; Portugal.

Introdução

A toponímia portuguesa preserva testemunhos linguísticos de diferentes épocas, desde estratos pré‑romanos até formações medievais e modernas. Entre esses testemunhos encontram‑se os topónimos Gregoças, Gregossas, Gorgoça e Gorgoço, cuja semelhança gráfica e fonética tem suscitado interpretações populares que sugerem uma possível relação etimológica. No entanto, uma análise rigorosa — fonética, morfológica, etimológica e histórica — revela que estes nomes pertencem a famílias lexicais distintas, formadas em contextos culturais e cronológicos diferentes.

O presente estudo examina detalhadamente a origem de cada grupo, descreve a evolução fonética das formas, analisa a morfologia toponímica envolvida e demonstra que a proximidade formal entre Gregoças/Gregossas e Gorgoça/Gorgoço resulta apenas de convergência gráfica, e não de parentesco etimológico. Para tal, recorre‑se a fontes clássicas da linguística histórica portuguesa, à hidronímia pré‑romana e à antroponímia medieval, bem como a repertórios toponímicos ibéricos.

2. A família toponímica gorgo- (origem pré‑romana)

O elemento gorgo é amplamente documentado na toponímia portuguesa e ibérica, com o significado de “poça funda”, “remoinho”, “lagoa pequena”, “sumidouro” ou “buraco com água”. A forma portuguesa gorgo apresenta a pronúncia /ˈɡoɾ.ɡu/. As derivações toponímicas incluem Gorgoça (/ɡoɾ.ˈɡɔ.sɐ/), Gorgoço (/ɡoɾ.ˈɡo.su/), Gorga (/ˈɡoɾ.ɡɐ/) e Gorgal/Gorgalha (/ɡoɾ.ˈɡaɫ/; /ɡoɾ.ˈɡa.ʎɐ/).

A etimologia de gorgo é geralmente considerada pré‑latina, possivelmente celta ou lígure¹. O Etimo.it confirma a origem pré‑latina do termo², enquanto Adolpho Coelho reconhece a sua antiguidade e opacidade³. A presença de gorg- em topónimos portugueses é particularmente forte em zonas de hidrografia acidentada, reforçando a interpretação semântica ligada a depressões naturais e águas estagnadas.

Os sufixos mais comuns associados a gorgo são ‑a, ‑oço, ‑al / ‑alha e ‑ão, todos típicos da formação toponímica medieval portuguesa.

Conclui‑se que a família gorgo- constitui um conjunto lexical coeso, com semântica hidrológica e origem pré‑romana, sem relação com grego ou com antropónimos gregos.

3. A família toponímica grego- (românica e medieval)

O termo grego teve, na Idade Média, significados muito mais amplos do que o atual. Além de designar o natural da Grécia, podia significar “estrangeiro”, “forasteiro” ou “alguém que fala de modo incompreensível”⁴. A forma portuguesa grego apresenta a pronúncia /ˈɡɾe.ɡu/.

É frequente encontrar apelidos como Grego, Grega, Gregos e Gregório. A toponímia portuguesa regista inúmeros casos em que um apelido familiar origina um topónimo pluralizado: Cardosas, Ferreiras, Pereiras, etc. Assim, Gregoças pode derivar de “os Gregos”, com plural coletivo e sufixo diminutivo‑afetivo.

As formas Gregoças (/ɡɾe.ˈɡo.sɐʃ/) e Gregossas (/ɡɾe.ˈɡɔ.sɐʃ/) apresentam sufixos ‑oças / ‑ossas, típicos de coletivos familiares. A família grego- é, portanto, românica, medieval e antropónima, sem ligação à raiz pré‑romana gorgo-.

4. Comparação fonética e morfológica

A comparação entre os topónimos Gorgoça, Gorgoço, Gregoças e Gregossas revela que a semelhança gráfica entre os dois grupos é apenas superficial. Do ponto de vista fonético, observa‑se que as formas derivadas de gorgo- apresentam o ataque consonantal /ɡoɾ‑/, enquanto as formas derivadas de grego- exibem /ɡɾe‑/, o que desde logo indica origens distintas. Além disso, a vogal tónica difere sistematicamente entre os dois conjuntos: em Gorgoça ocorre /ˈɡɔ/, ao passo que em Gregoças se regista /ˈɡo/ ou /ˈɡɔ/ dependendo da variante, mas sempre precedida de /ɡɾe‑/, que não encontra paralelo na família gorgo-. Também a estrutura morfológica diverge: Gorgoça e Gorgoço resultam da adição de sufixos toponímicos típicos (‑a, ‑oço) a um radical pré‑romano hidronímico, enquanto Gregoças e Gregossas derivam de um antropónimo ou apelido medieval (Grego, Gregos), pluralizado e dotado de sufixos coletivos (‑oças, ‑ossas). Assim, tanto a fonética como a morfologia confirmam que os dois grupos pertencem a tradições lexicais independentes, sem relação etimológica entre si.

5. Exclusão da hipótese “Górgona” (grego Γοργώ)

Alguns autores populares sugerem ligação entre gorgo e Górgona, mas a linguística histórica rejeita essa hipótese: gorgo é pré‑romano ibérico, Gorgó é grego clássico, e não há pontes fonéticas nem históricas entre os dois. A semelhança é acidental.

6. Conclusão

A análise conjunta dos dados fonéticos, morfológicos, etimológicos e toponímicos permite concluir que os topónimos Gorgoça e Gorgoço pertencem inequivocamente à família pré‑romana gorgo, associada a acidentes hidrológicos e a formas como gorga, gorgal e gorgalha. Já Gregoças e Gregossas derivam de um processo toponímico completamente distinto, ligado ao uso medieval do termo grego como apelido, alcunha ou designação de forasteiros.

Cada grupo apresenta coerência interna e evolução própria, mas não existe qualquer relação etimológica entre eles. A semelhança gráfica e sonora é superficial e não corresponde a uma origem comum. Assim, estes topónimos constituem testemunhos independentes de diferentes camadas linguísticas da história portuguesa: uma pré‑romana, de base hidronímica, e outra medieval, de base antroponímica.

Notas de rodapé

  1. Jürgen Untermann, Elementos prelatinos en la toponimia hispánica, Madrid: CSIC, 1965.

  2. Etimo.it, “gorgo”, https://www.etimo.it/?cmd=id&id=8059..

  3. Adolpho Coelho, Diccionario Manual Etymologico da Lingua Portugueza, Lisboa: Imprensa Nacional, 1890.

  4. José Pedro Machado, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, Lisboa: Confluência, 1952–1967.

Bibliografia (Chicago)

Coelho, Adolpho. Diccionario Manual Etymologico da Lingua Portugueza. Lisboa: Imprensa Nacional, 1890.

Corominas, Joan. Diccionario Crítico Etimológico Castellano e Hispánico. Madrid: Gredos, 1980–1991.

Hubschmid, Johannes. Toponimia prerromana de la Península Ibérica. Madrid: CSIC, 1960.

Leite de Vasconcelos, José. Opúsculos. 8 vols. Lisboa: Imprensa Nacional, 1928–1941.

Machado, José Pedro. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Lisboa: Confluência, 1952–1967.

Toponomasticon Hispaniae. Madrid: CSIC.

Untermann, Jürgen. Elementos prelatinos en la toponimia hispánica. Madrid: CSIC, 1965.

Etimo.it. . Entrada “gorgo”. https://www.etimo.it/?cmd=id&id=8059..

Hashtags académicas

#ToponímiaPortuguesa #Etimologia #FonéticaHistórica #Onomástica #Hidronímia #Antroponímia #LinguísticaHistórica #Gorgo #Grego #Portugal #EstudosMedievais #PréRomano


Monteiro deQueiroz, Eduardo José. Gregoças, Gregossas, Gorgoça e Gorgoço: Estudo Etimológico, Fonético e Toponímico. Documento não publicado. Godim, 2026. Com apoio de Web, Google & Microsoft Copilot.

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A BANDEIRA GALAICO-LUSITANA


A BANDEIRA GALAICO-LUSITANA

Símbolo de União Ibero-Ocidental-Atlântica

Apresenta-se a GALAICO-LUSITANA, bandeira simbólica de inspiração ancestral que funde, numa composição visual tripartida, os grandes conceitos identitários da Gallaecia et Lvsitania. Esta insígnia afirma uma união ibero-ocidental-atlântica profundamente enraizada na memória comum, na geografia partilhada, na ancestralidade que nos define, na história que nos moldou, na cultura que nos une, nas tradições que atravessam gerações e na relação indissociável entre a terra que nos sustenta e o mar que nos expande.

Importa esclarecer, de forma inequívoca, o seu carácter exclusivamente cultural e histórico. Esta bandeira não possui dimensão autonomista, independentista ou político-administrativa. Não questiona fronteiras, não propõe alterações de soberania, nem configura qualquer projeto político. Trata-se de um símbolo de celebração identitária, de reconhecimento da herança comum e de afirmação da profunda ligação histórica e cultural entre galaicos e lusitanos. É bandeira da memória, da cultura e da fraternidade - nunca da divisão.


A ESTRUTURA TRIPARTIDA: CÉU, ENCONTRO E TERRA

A bandeira organiza-se em três faixas horizontais cuidadosamente proporcionadas, refletindo uma cosmologia territorial completa:

AZUL superior - evoca a Gallaecia setentrional, assim como o céu infinito, os rios caudalosos e o oceano Atlântico que envolvem a Gallaecia et Lvsitania. Representa a imensidão do horizonte marítimo, a vocação atlântica que nos caracteriza e a abertura cosmopolita que nos projetou no mundo.

BRANCO central (mais estreito) - simboliza o espaço sagrado de união entre a Gallaecia et Lvsitania, o diálogo permanente entre ambas. Representa simultaneamente a língua comum, o galego-português, idioma-mãe que nos identifica e une através dos séculos. É a linha de encontro onde se reconhece a fraternidade essencial.

VERDE inferior - evoca a Lvsitânia meridional, assim como a terra fértil de toda a Gallaecia et Lvsitania. Representa a exuberância dos campos, a permanência telúrica, o enraizamento nas comunidades e a continuidade das tradições agrárias que sustentaram e sustentam estes povos.

Esta estrutura não estabelece hierarquias, mas antes uma complementaridade essencial. As grandes dimensões do mar e da terra encontram-se através de uma linha de união deliberadamente mais contida, sublinhando o carácter precioso, delicado e singular desse espaço de convergência.


AS CORES: AZUL E VERDE - GEOGRAFIA E IDENTIDADE PARTILHADAS

O azul da Gallaecia e o verde da Lvsitania não são cores excludentes, mas tonalidades comuns a ambos os espaços, reflexo de uma paisagem verdadeiramente partilhada.

A Vocação Atlântica: Do Oceano ao Mundo

O azul evoca a imensidão do céu que nos cobre, o Atlântico que banha as costas de norte a sul, e os rios que estruturam o território ocidental da Península - Minho, Lima, Cávado, Douro, Mondego, Tejo, Guadiana. É a cor da água que nos dá identidade, da navegação que nos define, do horizonte infinito que sempre nos chamou.

Este azul não representa apenas geografia, mas uma vocação histórica. Dos portos atlânticos galaico-lusitanos partiram embarcações que abriram rotas para novos continentes. O Atlântico foi estrada líquida que conduziu à América, África, Ásia e Oceania. Esta bandeira celebra a herança marítima comum: pescadores, construtores navais, cartógrafos, mercadores e navegadores que transformaram o oceano em ponte entre civilizações. Celebra tanto figuras históricas marcantes como os inúmeros marinheiros anónimos galegos e portugueses que fizeram do mar o seu destino.

O azul é, assim, o azul dos horizontes sem fim, das rotas que expandiram o conhecimento humano, da coragem marítima e de uma identidade atlântica profunda e partilhada.

A Vocação Telúrica: Da Terra ao Futuro

O verde simboliza a terra fértil, a exuberância atlântica, a vitalidade agrícola e o enraizamento secular das comunidades humanas. É a cor da permanência, da continuidade, do trabalho honesto que sustenta gerações.

Este verde não representa apenas paisagem, mas uma vocação ancestral. Dos campos férteis da Galécia e Lusitânia brotaram culturas, tradições e modos de vida profundamente ligados à terra. Entre montes, vales e rios, formou-se uma identidade moldada pelo trabalho agrícola, pela pastorícia e pelo respeito pelos ciclos naturais. Esta bandeira celebra a herança rural comum: lavradores, viticultores, pastores, artesãos e comunidades que fizeram da terra sustento e continuidade. Celebra tanto figuras emblemáticas da cultura agrária como os inúmeros homens e mulheres anónimos galegos e portugueses que, geração após geração, cultivaram o solo e preservaram saberes transmitidos ao longo dos séculos.

O verde é, assim, o verde dos campos que alimentam, das florestas que protegem, das vinhas que florescem e dos caminhos que ligam aldeias e cidades. É a cor da renovação, da esperança e da ligação profunda a uma paisagem partilhada que continua a inspirar um futuro comum.

Juntas, estas cores representam a complementaridade entre litoral e interior, vocação marítima e permanência telúrica, abertura cosmopolita e estabilidade territorial - dimensões que definem tanto galaicos como lusitanos.


AS DOZE ESTRELAS: CONSTELAÇÃO DE UNIDADE E MEMÓRIA

A bandeira apresenta doze estrelas - dez douradas, uma verde e uma azul - dispostas de forma harmoniosa e simétrica, formando uma constelação simbólica de significado profundo.

Na faixa azul superior, cinco estrelas douradas formam um arco celestial que evoca a abóbada celeste que guiou povos e navegadores atlânticos ao longo dos séculos. Representam também a nossa história e cultura comuns - as conquistas, as lutas, os momentos de glória e de sacrifício que forjaram a identidade galaico-lusitana.

Na faixa verde inferior, cinco estrelas douradas dispõem-se em padrão semicircular, como sementes lançadas à terra fértil, símbolo de continuidade e prosperidade. Representam também a nossa ancestralidade comum - as raízes pré-romanas, a herança celta, a romanização que nos nomeou, a formação medieval que nos estruturou.

Estas estrelas evocam também as constelações que orientaram travessias oceânicas - a Estrela Polar, o Cruzeiro do Sul e os astros que permitiram calcular latitudes e traçar rotas. São símbolos da sabedoria náutica, da coragem dos que se lançaram ao desconhecido guiados apenas pelas estrelas.

Na faixa branca central surgem duas estrelas cromáticas, criando um eixo visual de reciprocidade e reconhecimento mútuo:

Estrela verde (à esquerda) - representa a Lvsitania no espaço de união, afirmando a sua presença e contributo no território partilhado.

Estrela azul (à direita) - simboliza a Gallaecia igualmente presente nesse território comum, reconhecendo e celebrando a identidade irmã.

O conjunto das doze estrelas simboliza unidade humana e continuidade histórica, galaico-lusitanas, galego-portuguesas - não fronteiras políticas. O dourado predominante evoca dignidade ancestral, memória coletiva e permanência civilizacional. É a cor do sol que ilumina, do ouro que perdura, da herança que atravessa séculos.


A FAIXA BRANCA CENTRAL: LINHA DE UNIÃO ESSENCIAL

A faixa branca central, embora mais estreita que as faixas azul e verde, ocupa a posição crucial na composição: é o coração da bandeira, o espaço onde se concretiza o encontro. A sua dimensão contida não diminui, antes reforça, o carácter precioso e sagrado deste lugar simbólico.

O branco evoca paz duradoura, clareza de propósitos, transparência nas relações e diálogo permanente. É espaço de entendimento cultural, de celebração da herança comum, de fraternidade genuína. Nunca de contestação política, nunca de reivindicação territorial, nunca de divisão.

As duas estrelas cromáticas colocadas neste campo reforçam a ideia de que cada identidade reconhece a outra no espaço partilhado. Não há absorção, não há dominação - há reconhecimento mútuo, respeito e celebração da diversidade que enriquece a unidade.

Esta faixa representa também a língua comum - o galego-português, idioma-mãe que nos une através dos séculos. É a língua dos trovadores, dos cantares, das narrativas épicas, da poesia lírica. É o código partilhado que permite o diálogo, a transmissão da memória, a expressão da alma coletiva.


SIMETRIA E EQUILÍBRIO: IGUALDADE SEM HIERARQUIAS

A disposição das estrelas revela rigor compositivo e profunda intencionalidade simbólica. Os arcos superiores e inferiores espelham-se perfeitamente, transmitindo estabilidade e igualdade. As faixas azul e verde possuem dimensão equivalente, reconhecendo igual importância simbólica a Gallaecia e Lvsitania.

A faixa branca, embora mais estreita, concentra o significado essencial da união. A sua posição central e o seu papel de ponte entre azul e verde conferem-lhe um protagonismo simbólico que transcende a dimensão física.

Não há dominação, apenas complementaridade. Não há hierarquia, apenas diversidade. Não há subordinação, apenas fraternidade.


SÍNTESE: IDENTIDADE CULTURAL E HORIZONTE PARTILHADO

No seu conjunto harmonioso, esta bandeira afirma uma identidade histórica e cultural profundamente enraizada - ibero-ocidental-atlântica, ancestralmente galaico-lusitana e essencialmente galego-portuguesa.

Olha para trás com orgulho e gratidão, reconhecendo a herança pré-romana que nos deu os primeiros alicerces, a romanização que nos nomeou Gallaecia e Lvsitania, a formação medieval do Reino da Galiza e do Condado Portucalense, a epopeia marítima que projetou estes povos pelo mundo e a consolidação das identidades modernas que hoje conhecemos.

Mas projeta-se também para o futuro com confiança e esperança: não como projeto político, mas como património cultural; não como reivindicação territorial, mas como celebração identitária; não como proposta administrativa, mas como memória viva e partilhada que inspira e orienta.

É, em suma, o estandarte simbólico de uma comunidade humana que soube fazer da diversidade riqueza e da proximidade geográfica destino comum. Entre serras e oceano, entre campos férteis e portos atlânticos, reconhece-se uma origem partilhada e uma herança marítima que nos define.

É a celebração da fraternidade ibero-ocidental-atlântica - cultural, histórica e profundamente humana. Jamais política ou contestatária.

Gallaecia et Lvsitania

15 de fevereiro de 2026

#porMdQ - Monteiro de Queiroz

CHEIAS NO DOURO - Recursos

Imagem: Paulo Pimenta | Arquivo Público

CHEIAS NO DOURO 1962 – 2001

Recursos em arquivo

 

1962

 

CHEIAS NO RIO DOURO - Vídeo RTP

Peso da Régua, subida das águas do Rio Douro, derivada de chuvas intensas e mau tempo, provoca cheias e inundações em várias localidades, onde várias casas evidenciam estragos, sendo a maior cheia registada de[sde] 1909.

1962-01-03 00:04:46

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheia-no-peso-da-regua/]

 

2001

 

PESO DA RÉGUA, RESCALDO DAS CHEIAS - Vídeo RTP

Balanço dos danos provocados pelas cheias no Peso da Régua.

2001-01-07 00:01:42

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/peso-da-regua-rescaldo-das-cheias/]

 

CHEIAS NA RÉGUA - Vídeo RTP

Régua, marginal, anúncio da ocorrência de uma possível cheia, levou várias dezenas de pessoas a deslocarem-se até às margens do rio Douro.

2010-01-28 00:01:00

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheias-na-regua/]

 

CHEIAS NA REGIÃO DO DOURO  - Vídeo RTP

Fundo de emergência da Protecção Civil foi já disponibilizado para fazer face aos danos provocados pelas cheias na região do Douro.

2001-01-29 00:01:53

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheias-na-regiao-do-douro/]

 

BALANÇO DAS CHEIAS EM PORTUGAL - Vídeo RTP

Retrospetiva dos últimos dois dias de cheias em Portugal. [Sobre Ariz, no início do vídeo]

2001-01-29 00:02:02

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/balanco-das-cheias-em-portugal/]

 

INUNDAÇÕES EM PESO DA RÉGUA - Vídeo RTP

Subida das águas no Rio Douro, provoca novas inundações em Peso da Régua.

2001-02-07 00:01:43

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inundacoes-em-peso-da-regua/]

 

DOURO ALAGA RÉGUA - Vídeo RTP

Peso da Régua inundado devido à subida das águas do Rio Douro.

2001-02-08 00:02:2

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/douro-alaga-regua/]

 

CHEIAS EM PESO DA RÉGUA - Vídeo RTP

Peso da Régua, águas do rio Douro subiram 8 metros provocando várias inundações.

2001-03-04 00:02:40

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheias-em-peso-da-regua/]

 

Entre-os-Rios, 4 de março de 2001. O dia em que o país caiu àágua com o pilar quatro - Atualidade - 24 Notícias

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/entre-os-rios-4-de-marco-de-2001-o-dia-em-que-o-pais-caiu-a-agua-com-o-pilar-quatro

4 mar 2021


Prejuízos provocados pelo mau tempo no rio Douro ascendem aos500 mil contos | Registo de danos nas infra-estruturas da via navegável do rio| PÚBLICO

https://www.publico.pt/2001/02/23/sociedade/noticia/prejuizos-provocados-pelo-mau-tempo-no-rio-douro-ascendem-aos-500-mil-contos-12179

23 fev 2021


Cheias podem voltar esta noite ao Douro | Mau tempo | PÚBLICO

https://www.publico.pt/2001/02/06/sociedade/noticia/cheias-podem-voltar-esta-noite-ao-douro-10079

6 fev 2001


As inundações do rio Douro em 1909: um contributo para o seuestudo a partir dos arquivos históricos da agência portuguesa do ambiente (PDF)

https://www.academia.edu/74555620/As_inundações_do_rio_Douro_em_1909_um_contributo_para_o_seu_estudo_a_partir_dos_arquivos_históricos_da_agência_portuguesa_do_ambiente


Cheias naturais no rio Douro e principais afluentes - DecretoRegulamentar nº 19/2001 de 10-12-2001 - BDJUR

http://bdjur.almedina.net/item.php?field=item_id&value=205340


Flávia Sousa_1010498.pdf [tem historial das cheias]

https://bdigital.ipg.pt/dspace/bitstream/10314/1968/1/Flávia Sousa_1010498.pdf


Microsoft Word - Douro_hoje.doc

https://conselhonacionaldaagua.weebly.com/uploads/1/3/8/6/13869103/douro_hoje.pdf


As cheias do rio Douro em Peso da Régua, no início de 2001 (janeiro a março), foram marcadas por caudais elevados e descargas de barragens, resultando na subida das águas em cerca de 8 metros


. A marginal da Régua ficou inundada, estradas sofreram derrocadas e inundações afetaram a zona, com o pico de cheia a registar-se em março. 


Contexto e Impacto: A situação crítica foi impulsionada por precipitação intensa e descargas de barragens espanholas e da cascata do Douro, conforme reportado pelo RTP Arquivos.


Período Crítico: Embora tenham ocorrido inundações em janeiro, um dos momentos críticos de gestão dos caudais ocorreu na noite de 10 para 11 de março de 2001, com o fecho das descargas na cascata do Douro, segundo o Conselho Nacional da Água.

 

Consequências: A marginal da cidade ficou submersa e carros passaram por áreas alagadas, sendo relatadas derrocadas de estradas, descreve o RTP Arquivos


Ver +++ em CHEIAS NO DOURO - Recursos ~ Régua Histórica | Regula - Regoa - Régua - Peso da Régua 

https://reguahistorica.blogspot.com/2026/02/cheias-no-douro-recursos.html


Por Monteiro deQueiroz, Versão Fev.2026