TERRAS DE PENAGOYÃ:

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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A BANDEIRA GALAICO-LUSITANA


A BANDEIRA GALAICO-LUSITANA

Símbolo de União Ibero-Ocidental-Atlântica

Apresenta-se a GALAICO-LUSITANA, bandeira simbólica de inspiração ancestral que funde, numa composição visual tripartida, os grandes conceitos identitários da Gallaecia et Lvsitania. Esta insígnia afirma uma união ibero-ocidental-atlântica profundamente enraizada na memória comum, na geografia partilhada, na ancestralidade que nos define, na história que nos moldou, na cultura que nos une, nas tradições que atravessam gerações e na relação indissociável entre a terra que nos sustenta e o mar que nos expande.

Importa esclarecer, de forma inequívoca, o seu carácter exclusivamente cultural e histórico. Esta bandeira não possui dimensão autonomista, independentista ou político-administrativa. Não questiona fronteiras, não propõe alterações de soberania, nem configura qualquer projeto político. Trata-se de um símbolo de celebração identitária, de reconhecimento da herança comum e de afirmação da profunda ligação histórica e cultural entre galaicos e lusitanos. É bandeira da memória, da cultura e da fraternidade - nunca da divisão.


A ESTRUTURA TRIPARTIDA: CÉU, ENCONTRO E TERRA

A bandeira organiza-se em três faixas horizontais cuidadosamente proporcionadas, refletindo uma cosmologia territorial completa:

AZUL superior - evoca a Gallaecia setentrional, assim como o céu infinito, os rios caudalosos e o oceano Atlântico que envolvem a Gallaecia et Lvsitania. Representa a imensidão do horizonte marítimo, a vocação atlântica que nos caracteriza e a abertura cosmopolita que nos projetou no mundo.

BRANCO central (mais estreito) - simboliza o espaço sagrado de união entre a Gallaecia et Lvsitania, o diálogo permanente entre ambas. Representa simultaneamente a língua comum, o galego-português, idioma-mãe que nos identifica e une através dos séculos. É a linha de encontro onde se reconhece a fraternidade essencial.

VERDE inferior - evoca a Lvsitânia meridional, assim como a terra fértil de toda a Gallaecia et Lvsitania. Representa a exuberância dos campos, a permanência telúrica, o enraizamento nas comunidades e a continuidade das tradições agrárias que sustentaram e sustentam estes povos.

Esta estrutura não estabelece hierarquias, mas antes uma complementaridade essencial. As grandes dimensões do mar e da terra encontram-se através de uma linha de união deliberadamente mais contida, sublinhando o carácter precioso, delicado e singular desse espaço de convergência.


AS CORES: AZUL E VERDE - GEOGRAFIA E IDENTIDADE PARTILHADAS

O azul da Gallaecia e o verde da Lvsitania não são cores excludentes, mas tonalidades comuns a ambos os espaços, reflexo de uma paisagem verdadeiramente partilhada.

A Vocação Atlântica: Do Oceano ao Mundo

O azul evoca a imensidão do céu que nos cobre, o Atlântico que banha as costas de norte a sul, e os rios que estruturam o território ocidental da Península - Minho, Lima, Cávado, Douro, Mondego, Tejo, Guadiana. É a cor da água que nos dá identidade, da navegação que nos define, do horizonte infinito que sempre nos chamou.

Este azul não representa apenas geografia, mas uma vocação histórica. Dos portos atlânticos galaico-lusitanos partiram embarcações que abriram rotas para novos continentes. O Atlântico foi estrada líquida que conduziu à América, África, Ásia e Oceania. Esta bandeira celebra a herança marítima comum: pescadores, construtores navais, cartógrafos, mercadores e navegadores que transformaram o oceano em ponte entre civilizações. Celebra tanto figuras históricas marcantes como os inúmeros marinheiros anónimos galegos e portugueses que fizeram do mar o seu destino.

O azul é, assim, o azul dos horizontes sem fim, das rotas que expandiram o conhecimento humano, da coragem marítima e de uma identidade atlântica profunda e partilhada.

A Vocação Telúrica: Da Terra ao Futuro

O verde simboliza a terra fértil, a exuberância atlântica, a vitalidade agrícola e o enraizamento secular das comunidades humanas. É a cor da permanência, da continuidade, do trabalho honesto que sustenta gerações.

Este verde não representa apenas paisagem, mas uma vocação ancestral. Dos campos férteis da Galécia e Lusitânia brotaram culturas, tradições e modos de vida profundamente ligados à terra. Entre montes, vales e rios, formou-se uma identidade moldada pelo trabalho agrícola, pela pastorícia e pelo respeito pelos ciclos naturais. Esta bandeira celebra a herança rural comum: lavradores, viticultores, pastores, artesãos e comunidades que fizeram da terra sustento e continuidade. Celebra tanto figuras emblemáticas da cultura agrária como os inúmeros homens e mulheres anónimos galegos e portugueses que, geração após geração, cultivaram o solo e preservaram saberes transmitidos ao longo dos séculos.

O verde é, assim, o verde dos campos que alimentam, das florestas que protegem, das vinhas que florescem e dos caminhos que ligam aldeias e cidades. É a cor da renovação, da esperança e da ligação profunda a uma paisagem partilhada que continua a inspirar um futuro comum.

Juntas, estas cores representam a complementaridade entre litoral e interior, vocação marítima e permanência telúrica, abertura cosmopolita e estabilidade territorial - dimensões que definem tanto galaicos como lusitanos.


AS DOZE ESTRELAS: CONSTELAÇÃO DE UNIDADE E MEMÓRIA

A bandeira apresenta doze estrelas - dez douradas, uma verde e uma azul - dispostas de forma harmoniosa e simétrica, formando uma constelação simbólica de significado profundo.

Na faixa azul superior, cinco estrelas douradas formam um arco celestial que evoca a abóbada celeste que guiou povos e navegadores atlânticos ao longo dos séculos. Representam também a nossa história e cultura comuns - as conquistas, as lutas, os momentos de glória e de sacrifício que forjaram a identidade galaico-lusitana.

Na faixa verde inferior, cinco estrelas douradas dispõem-se em padrão semicircular, como sementes lançadas à terra fértil, símbolo de continuidade e prosperidade. Representam também a nossa ancestralidade comum - as raízes pré-romanas, a herança celta, a romanização que nos nomeou, a formação medieval que nos estruturou.

Estas estrelas evocam também as constelações que orientaram travessias oceânicas - a Estrela Polar, o Cruzeiro do Sul e os astros que permitiram calcular latitudes e traçar rotas. São símbolos da sabedoria náutica, da coragem dos que se lançaram ao desconhecido guiados apenas pelas estrelas.

Na faixa branca central surgem duas estrelas cromáticas, criando um eixo visual de reciprocidade e reconhecimento mútuo:

Estrela verde (à esquerda) - representa a Lvsitania no espaço de união, afirmando a sua presença e contributo no território partilhado.

Estrela azul (à direita) - simboliza a Gallaecia igualmente presente nesse território comum, reconhecendo e celebrando a identidade irmã.

O conjunto das doze estrelas simboliza unidade humana e continuidade histórica, galaico-lusitanas, galego-portuguesas - não fronteiras políticas. O dourado predominante evoca dignidade ancestral, memória coletiva e permanência civilizacional. É a cor do sol que ilumina, do ouro que perdura, da herança que atravessa séculos.


A FAIXA BRANCA CENTRAL: LINHA DE UNIÃO ESSENCIAL

A faixa branca central, embora mais estreita que as faixas azul e verde, ocupa a posição crucial na composição: é o coração da bandeira, o espaço onde se concretiza o encontro. A sua dimensão contida não diminui, antes reforça, o carácter precioso e sagrado deste lugar simbólico.

O branco evoca paz duradoura, clareza de propósitos, transparência nas relações e diálogo permanente. É espaço de entendimento cultural, de celebração da herança comum, de fraternidade genuína. Nunca de contestação política, nunca de reivindicação territorial, nunca de divisão.

As duas estrelas cromáticas colocadas neste campo reforçam a ideia de que cada identidade reconhece a outra no espaço partilhado. Não há absorção, não há dominação - há reconhecimento mútuo, respeito e celebração da diversidade que enriquece a unidade.

Esta faixa representa também a língua comum - o galego-português, idioma-mãe que nos une através dos séculos. É a língua dos trovadores, dos cantares, das narrativas épicas, da poesia lírica. É o código partilhado que permite o diálogo, a transmissão da memória, a expressão da alma coletiva.


SIMETRIA E EQUILÍBRIO: IGUALDADE SEM HIERARQUIAS

A disposição das estrelas revela rigor compositivo e profunda intencionalidade simbólica. Os arcos superiores e inferiores espelham-se perfeitamente, transmitindo estabilidade e igualdade. As faixas azul e verde possuem dimensão equivalente, reconhecendo igual importância simbólica a Gallaecia e Lvsitania.

A faixa branca, embora mais estreita, concentra o significado essencial da união. A sua posição central e o seu papel de ponte entre azul e verde conferem-lhe um protagonismo simbólico que transcende a dimensão física.

Não há dominação, apenas complementaridade. Não há hierarquia, apenas diversidade. Não há subordinação, apenas fraternidade.


SÍNTESE: IDENTIDADE CULTURAL E HORIZONTE PARTILHADO

No seu conjunto harmonioso, esta bandeira afirma uma identidade histórica e cultural profundamente enraizada - ibero-ocidental-atlântica, ancestralmente galaico-lusitana e essencialmente galego-portuguesa.

Olha para trás com orgulho e gratidão, reconhecendo a herança pré-romana que nos deu os primeiros alicerces, a romanização que nos nomeou Gallaecia e Lvsitania, a formação medieval do Reino da Galiza e do Condado Portucalense, a epopeia marítima que projetou estes povos pelo mundo e a consolidação das identidades modernas que hoje conhecemos.

Mas projeta-se também para o futuro com confiança e esperança: não como projeto político, mas como património cultural; não como reivindicação territorial, mas como celebração identitária; não como proposta administrativa, mas como memória viva e partilhada que inspira e orienta.

É, em suma, o estandarte simbólico de uma comunidade humana que soube fazer da diversidade riqueza e da proximidade geográfica destino comum. Entre serras e oceano, entre campos férteis e portos atlânticos, reconhece-se uma origem partilhada e uma herança marítima que nos define.

É a celebração da fraternidade ibero-ocidental-atlântica - cultural, histórica e profundamente humana. Jamais política ou contestatária.

Gallaecia et Lvsitania

15 de fevereiro de 2026

#porMdQ - Monteiro de Queiroz

CHEIAS NO DOURO - Recursos

Imagem: Paulo Pimenta | Arquivo Público

CHEIAS NO DOURO 1962 – 2001

Recursos em arquivo

 

1962

 

CHEIAS NO RIO DOURO - Vídeo RTP

Peso da Régua, subida das águas do Rio Douro, derivada de chuvas intensas e mau tempo, provoca cheias e inundações em várias localidades, onde várias casas evidenciam estragos, sendo a maior cheia registada de[sde] 1909.

1962-01-03 00:04:46

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheia-no-peso-da-regua/]

 

2001

 

PESO DA RÉGUA, RESCALDO DAS CHEIAS - Vídeo RTP

Balanço dos danos provocados pelas cheias no Peso da Régua.

2001-01-07 00:01:42

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/peso-da-regua-rescaldo-das-cheias/]

 

CHEIAS NA RÉGUA - Vídeo RTP

Régua, marginal, anúncio da ocorrência de uma possível cheia, levou várias dezenas de pessoas a deslocarem-se até às margens do rio Douro.

2010-01-28 00:01:00

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheias-na-regua/]

 

CHEIAS NA REGIÃO DO DOURO  - Vídeo RTP

Fundo de emergência da Protecção Civil foi já disponibilizado para fazer face aos danos provocados pelas cheias na região do Douro.

2001-01-29 00:01:53

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheias-na-regiao-do-douro/]

 

BALANÇO DAS CHEIAS EM PORTUGAL - Vídeo RTP

Retrospetiva dos últimos dois dias de cheias em Portugal. [Sobre Ariz, no início do vídeo]

2001-01-29 00:02:02

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/balanco-das-cheias-em-portugal/]

 

INUNDAÇÕES EM PESO DA RÉGUA - Vídeo RTP

Subida das águas no Rio Douro, provoca novas inundações em Peso da Régua.

2001-02-07 00:01:43

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inundacoes-em-peso-da-regua/]

 

DOURO ALAGA RÉGUA - Vídeo RTP

Peso da Régua inundado devido à subida das águas do Rio Douro.

2001-02-08 00:02:2

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/douro-alaga-regua/]

 

CHEIAS EM PESO DA RÉGUA - Vídeo RTP

Peso da Régua, águas do rio Douro subiram 8 metros provocando várias inundações.

2001-03-04 00:02:40

[https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cheias-em-peso-da-regua/]

 

Entre-os-Rios, 4 de março de 2001. O dia em que o país caiu àágua com o pilar quatro - Atualidade - 24 Notícias

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/entre-os-rios-4-de-marco-de-2001-o-dia-em-que-o-pais-caiu-a-agua-com-o-pilar-quatro

4 mar 2021


Prejuízos provocados pelo mau tempo no rio Douro ascendem aos500 mil contos | Registo de danos nas infra-estruturas da via navegável do rio| PÚBLICO

https://www.publico.pt/2001/02/23/sociedade/noticia/prejuizos-provocados-pelo-mau-tempo-no-rio-douro-ascendem-aos-500-mil-contos-12179

23 fev 2021


Cheias podem voltar esta noite ao Douro | Mau tempo | PÚBLICO

https://www.publico.pt/2001/02/06/sociedade/noticia/cheias-podem-voltar-esta-noite-ao-douro-10079

6 fev 2001


As inundações do rio Douro em 1909: um contributo para o seuestudo a partir dos arquivos históricos da agência portuguesa do ambiente (PDF)

https://www.academia.edu/74555620/As_inundações_do_rio_Douro_em_1909_um_contributo_para_o_seu_estudo_a_partir_dos_arquivos_históricos_da_agência_portuguesa_do_ambiente


Cheias naturais no rio Douro e principais afluentes - DecretoRegulamentar nº 19/2001 de 10-12-2001 - BDJUR

http://bdjur.almedina.net/item.php?field=item_id&value=205340


Flávia Sousa_1010498.pdf [tem historial das cheias]

https://bdigital.ipg.pt/dspace/bitstream/10314/1968/1/Flávia Sousa_1010498.pdf


Microsoft Word - Douro_hoje.doc

https://conselhonacionaldaagua.weebly.com/uploads/1/3/8/6/13869103/douro_hoje.pdf


As cheias do rio Douro em Peso da Régua, no início de 2001 (janeiro a março), foram marcadas por caudais elevados e descargas de barragens, resultando na subida das águas em cerca de 8 metros


. A marginal da Régua ficou inundada, estradas sofreram derrocadas e inundações afetaram a zona, com o pico de cheia a registar-se em março. 


Contexto e Impacto: A situação crítica foi impulsionada por precipitação intensa e descargas de barragens espanholas e da cascata do Douro, conforme reportado pelo RTP Arquivos.


Período Crítico: Embora tenham ocorrido inundações em janeiro, um dos momentos críticos de gestão dos caudais ocorreu na noite de 10 para 11 de março de 2001, com o fecho das descargas na cascata do Douro, segundo o Conselho Nacional da Água.

 

Consequências: A marginal da cidade ficou submersa e carros passaram por áreas alagadas, sendo relatadas derrocadas de estradas, descreve o RTP Arquivos


Ver +++ em CHEIAS NO DOURO - Recursos ~ Régua Histórica | Regula - Regoa - Régua - Peso da Régua 

https://reguahistorica.blogspot.com/2026/02/cheias-no-douro-recursos.html


Por Monteiro deQueiroz, Versão Fev.2026








Casa Grande - Casa de Santa Comba - Justa Maria Rita - Francisco da Cunha Coutinho

CRONOLOGIAS


Século XVIII

10.03.1788 – Nascimento de Salvador Francisco da Cunha Coutinho de Faria Magalhães, na Casa de Arnóia.

≈ 1789 – Nascimento de Maria Rita Teixeira [fich.: PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0143_derivada & PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0143_derivada], em Fontes.


Início do Século XIX

1807–1814 Salvador Faria Magalhães participa na Guerra Peninsular; mais tarde é condecorado com a Medalha de Ouro das Cinco Campanhas Peninsulares e feito Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real.

25.02.1823 – Casamento de Salvador Faria Magalhães com D. Brízida Amália de Azevedo, em Santa Marta de Penaguião.

31.03.1826 – Nascimento de Francisco da Cunha Coutinho de Vilhena [fich.: PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0122_derivada] | Francisco Lopes Picado da Cunha Coutinho [https://www.celoricodigital.pt/2007/09/casa-de-travassinhos.html] | Francisco da Cunha Coutinho de Magalhães Vilhena e Sousa [https://geneall.net/pt/nome/1997498/francisco-da-cunha-demagalhães-vilhena-e-sousa/], em Santa Comba.

11.04.1826 – Falecimento de D. Brízida Amália de Azevedo, por acidente puerperal.

29.09.1832 – Morte de Salvador Faria Magalhães, Coronel e Comandante da Coluna Miguelista de S. Cosme, no Cerco do Porto.


Segunda metade do Século XIX

23.02.1882 – Falecimento em Santa Comba, de Francisco da Cunha Coutinho de Vilhena [fich.: PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0122_derivada] | Francisco Lopes Picado da Cunha Coutinho [https://www.celoricodigital.pt/2007/09/casa-de-travassinhos.html] | Francisco da Cunha Coutinho de Magalhães Vilhena e Sousa [https://geneall.net/pt/nome/1997498/francisco-da-cunha-demagalhães-vilhena-e-sousa/],  solteiro. Foi sepultado no Jazigo de Família sito no Adro da Igreja de São Miguel de Lobrigos [fich.: PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0122_derivada].


08.07.1885 – Falecimento de Maria Rita Teixeira | Maria Rita | Justa Maria Rita, com cerca de 96 anos. Foi sepultada no Jazigo de Francisco da Cunha Coutinho sito no Adro da Igreja de São Miguel de Lobrigos [fich.: PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0143_derivada & PT-ADVRL-PRQ-PSMP09-003-093_m0143_derivada].


Finais do Século XIX

1876 – Nascimento em Amarante de Dona Maria de Meneses Taveira.

1879 – Nascimento nas Casas Novas, Santa Marinha de Zézere, Baião, de Dom Francisco de Melo e Faro da Cunha Coutinho.

09.09.1891 – Nascimento de Maria de Jesus, às 07h, em Cepelos, Amarante.

13.09.1891 – Batismo de Maria de Jesus, em Cepelos, Amarante.

27.05.1892 – Nascimento de José Júlio Feliciano, nas Lamas, São Miguel de Lobrigos, Santa Marta de Penaguião.


Início do Século XX

29.05.1901 – Casamento de Francisco de Melo e Faro da Cunha Coutinho (1879–1939), proprietário da Quinta de Santa Comba, com Maria de Meneses Taveira (1876–1953), na Igreja Paroquial de Cedofeita, Porto.

≈ 1901 – Vinda de Maria de Jesus | Maria Vergínia | Sra Vergínia, com 10 anos, para a Casa de Santa Comba, como dama de Companhia de Dona Maria Meneses Taveira.

19.12.1914 – Casamento de Maria de Jesus com José Júlio Feliciano, em São Miguel de Lobrigos, Santa Marta de Penaguião.


Século XX

1939 – Falecimento de Francisco de Melo e Faro da Cunha Coutinho.

1953 – Falecimento de Maria de Meneses Taveira.

28.09.1959 – Falecimento de Maria de Jesus.

26.11.1959 – Falecimento de José Júlio Feliciano.


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I — LINHAGEM CUNHA COUTINHO · FARIA MAGALHÃES

Casas de Arnóia, Travassinhos e Santa Comba


1. Salvador Francisco da Cunha Coutinho de Faria Magalhães

🟢 10.03.1788, Casa de Arnóia

Coronel do Exército, Comandante da Coluna Miguelista de S. Cosme, Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real, Condecorado com a Medalha de Ouro das Cinco Campanhas Peninsulares

Casou em: 📍 Santa Marta de Penaguião, 25.02.1823, com

🔴 † 29.09.1832, Porto (Cerco do Porto)


2. D. Brízida Amália de Azevedo

🔴 † 11.04.1826 (acidente puerperal)

Filha de António Rodrigues de Azevedo, grande proprietário e Senhor da Quinta de Santa Comba e de D. Ana Dinis


➡️ Dom Francisco da Cunha Coutinho de Vilhena | Francisco Lopes Picado da Cunha Coutinho, filho único.

🟢 31.03.1826, Santa Comba 🔴 † 23.02.1882, Santa Comba, com 55 anos.

Solteiro, sem descendência conhecida.


II — LINHAGEM CUNHA COUTINHO · MELO E FARO

Quinta de Santa Comba


3. Dom Francisco de Melo e Faro da Cunha Coutinho

🟢 1879 🔴 † 1939, 

Proprietário da Quinta de Santa Comba

Casou em 📍 Igreja Paroquial de Cedofeita, Porto

📅 29.05.1901, com


4. Dona Maria de Meneses Taveira

🟢 1876 🔴 † 1953

Filha do proprietário da Casa do Salgueiral

(A ligação genealógica direta entre esta linhagem e a anterior não é explicitada nos textos fornecidos, mas partilham o apelido e a posse da Quinta de Santa Comba.)


III — LINHAGEM TEIXEIRA

Fontes


5. Maria Rita Teixeira

🟢 ≈ 1789 🔴 † 08.07.1885

Viveu cerca de 96 anos; (Sem filiação ou descendência indicada nos textos.)


IV — LINHAGEM JESUS · FELICIANO

Amarante · Santa Marta de Penaguião


6. Maria de Jesus

🟢 09.09.1891, 07h – Cepelos, Amarante 🔴 † 28.09.1959

Batizada a 13.09.1891; Filha de: Miguel João e de Margarida de Jesus

Casou em📍 São Miguel de Lobrigos, Santa Marta de Penaguião

📅 19.12.1914, com

7. José Júlio Feliciano

🟢 27.05.1892, São Miguel de Lobrigos

🔴 † 26.11.1959


📌 Observações finais

O quadro está separado por linhagens, respeitando rigor documental.

Não foram criadas ligações especulativas entre famílias distintas.

A Quinta de Santa Comba surge como elemento central entre duas gerações da família Cunha Coutinho.


[r.2026.02.10 - #porMdQ], Godim, (c) Monteiro deQueiroz

Francisco da Cunha Coutinho - Santa Comba

"Casa de Travassinhos"

segunda-feira, setembro 03, 2007


A Casa de Travassinhos, uma construção dos finais do século XVII e princípios do século XVIII, no lugar da Cruz de Baixo, freguesia de Arnóia, tem um portal senhorial dos mais imponentes do país, com uma pedra de armas que mede aproximadamente sete metros quadrados.


Jerónimo Pimenta Ramos foi sucessor e o impulsionador da traça desta casa senhorial. Nasceu em S. João de Arnóia, Celorico de Basto, onde foi baptizado a 11.02.1695 era filho de António Pimenta Ramos, que foi senhor da Casa de Travassinhos e de sua mulher D. Maria Gonçalves Ribeiro senhora da Quinta de Cerqueda. Casou a 23.09.1738 com D. Margarida de Faria e Magalhães, natural de Braga, era filha de João Gomes Ribeiro, vereador da Câmara de Braga, natural da freguesia de S. Miguel de Carvalho, Celorico de Basto e de sua mulher D. Maria de Faria e Magalhães da Casa de Gondivau, em Moure, Vila Verde.


Jerónimo Pimenta Ramos, familiar do Santo Ofício por carta de 09.01.1731, edificou a Capela dedicada a Santo António, “que está junto às Casas de Travassinhos” segundo o jornal “A Palavra” edição de 3 de Março de 1882, tendo justificado a sua nobreza, obteve brasão de armas dos Pimentas Ramos, cuja carta tem a data de 08.03.1747. Jerónimo de Pimenta Ramos faleceu a 19.12.1765 e a sua mulher D. Margarida Gonçalves Ribeiro em 20.07.1786.


Do seu casamento teve sete filhos, e foi a sua filha Margarida Clara Pimenta Ramos de Faria e Magalhães, nascida a 19.01.1748, que veio a casar na Capela da Casa de Travassinhos a 22.07.1772 com Francisco Lopes Picado Coutinho da Cunha, nascido em 11.03.1734 na Casa de Arnóia, Celorico de Basto, e que foi seu sucessor.


Assim se uniram as duas casas, a de Travassinhos e a de Arnóia e resultante do casamento, o casal teve sete filhos.


Foi o seu filho mais novo, Salvador Francisco da Cunha Coutinho de Faria Magalhães, nascido na casa de Arnóia em 10.03.1788 que veio a ser o sucessor das casas de Arnóia e de Travassinhos.


Seguiu a carreira das armas, tomou parte na Guerra Peninsular, foi galardoado com a Medalha de Ouro das Cinco Campanhas Peninsulares. Foi Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real.


Em 25.02.1823 casou em Santa Marta de Penaguião com D. Brizida Amália de Azevedo, filha mais nova do grande proprietário e senhor da Quinta da Santa Comba, António Rodrigues de Azevedo, e de sua mulher D. Ana Dinis. Foi efémero o casamento, pois em 11.04.1826 já estava viúvo por acidente puerperal de D. Brizida.


Salvador Faria Magalhães morreu tragicamente como Coronel, Comandante da Coluna Miguelista de S. Cosme, no assalto aos sitiados do Porto em 29.09.1832 (Cerco do Porto), deixando seu único filho Francisco com 6 anos de idade.


Francisco Lopes Picado da Cunha Coutinho, nasceu em Santa Comba em 31.03.1826 e ali também faleceu, solteiro a 23.02.1882. Foi sucessor das casas de Arnóia, Travassinhos, das Quintas de Santa Comba e Quintã e deixou seu herdeiro universal, seu parente Carlos Maria da Cunha Coutinho, natural de Santa Marinha de Zêzere, nascido a 31.10.1835 e que veio a ser Moço-Fidalgo da Casa Real.


Em 08.02.1877 desposa Maria da Boa Nova de Carvalho e Azeredo Pinto de Melo e Faro, nascida na Casa da Soenga, em S. Martinho de Mouros em 11.11.1857, e deste casamento nasceram seis filhos.


O erudito historiador medievista Carlos Cândido de Melo e Faro da Cunha Coutinho, nascido em 29.03.1885 nas Casas Novas em Santa Marinha do Zêzere, Eng. Agrónomo e licenciado em Ciências Histórico-Naturais foi senhor da Casa e Quinta de Cabeceiras e casas e quintas de Arnóia, Travassinhos e Santa Comba.


Casou em Lisboa a 30.05.1918 com D. Maria Olímpia de Montalvão Sarmento Guedes de Andrade, nascida a 26.07.1894 em Guíde, Mirandela. Deste casamento chegaram à idade adulta quatro filhos.


Foi sucessora da Casa e Quinta de Travassinhos D. Maria Emília Guedes de Andrade da Cunha Coutinho, nascida em Lisboa a 05.10.1926.


Casou em 07.07.1949 com José Sebastião de Azevedo e Menezes, licenciado em Ciências Económicas e Financeiras, nascido a 31.08.1912 em Vila do Conde. Era filho do Dr. José Sebastião Cardoso de Menezes Pinheiro de Azevedo e Bourbon, bacharel formado em Direito, oriundo da Casa do Vinhal em Vila Nova de Famalicão, que foi Moço-Fidalgo da Casa Real e deputado, e de sua mulher D. Emília Maria de Castro Falcão Pinto Guedes Corte-Real, filha dos primeiros Conde de Fijô.


Do casamento tiveram dois filhos: José Sebastião da Cunha Coutinho de Azevedo e Menezes, nascido em Lisboa a 13.04.1950, licenciado em Finanças, casado com D. Maria José de Neves Branco e do casamento nasceram três filhos, Maria Carolina (22.11.1993), Maria Inês (05.07.1996) e Maria do Carmo (22.10.2002), e Emília Maria da Cunha Coutinho de Azevedo e Menezes, nascida em Lisboa a 24.07.1955, diplomada com o curso de Secretariado, casada com Sebastião Manuel Pinto Cardoso do Canto e Castro Albers.


No que concerne à Capela de Santo António, esta já não se encontra no seu local primitivo, tendo sido transferida, pedra a pedra, para onde se encontra actualmente.


A Casa de Travassinhos conservou o portal armoriado e a capela, que constituíam na época, dois atributos importantes do senhor, definidos de acordo com a legislação em uso.


O monumental brasão, obra de cantaria, de rara beleza nesta região minhota, evidência todas as técnicas escultóricas.


Como refere Anne de Stoop, na sua obra “Palácios e Casas Senhoriais do Minho”, temos duas volutas em alto-relevo que se desenvolvem “ao longo de dois metros e meio de altura, formando uma Cartela que debrua o brasão e harmonizando-se com o arco de volta inteira do vasto portão”.


Ao centro está o brasão trabalhado em baixo-relevo em que “o escudo partido com as armas dos Pimentas e as dos Ramos é rodeado por um lambrequim com volutas de feição naturalista”. “Não faltam nem o elmo, nem o virol onde assenta o timbre dos Pimentas, aqui um guerreiro pronto para o combate”.


Saliente-se ainda que nesta Casa de Travassinhos nasceram o célebre violinista Acácio Pimenta Ramos de Faria (11.05.1891 – 04.04.1959) que pertenceu à Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto e o Frei Hipólito Luís da Cunha Coutinho de Faria Magalhães (11.01.1778 – 30.01.1851) que foi Prior de Alcobaça e depois Procurador Geral da Ordem dos Cistercienses."


Publicada em Celorico de Basto - Digital - www.celoricodigital.pt, por Orlando Silva em 2007.09.03; 12:10 a.m. 


Transcrição na íntegra de https://www.celoricodigital.pt/2007/09/casa-de-travassinhos.html


[r.2026.02.09 - #porMdQ], Godim, Monteiro deQueiroz

Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro & Maria Meneses Taveira

Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro & Maria Meneses Taveira


Francisco Cândido da Cunha Coutinho de Melo e Faro; da Casa Grande / Casa de Santa Comba, Santa Comba de Lobrigos

* 15 de out de 1879  Portugal

  4 de mar de 1939 (com a idade de 59)


1879 : Nascimento : 15 de out de 1879 : Portugal

1901 : 21 de idade : Casamento com : Maria da Cunha Coutinho de Melo e Faro : 29 de mai de 1901 : Porto, Cedofeita

1939 : 59 de idade : Morte : 4 de mar de 1939


https://www.myheritage.com.pt/family-trees/da-cunha-coutinho/OYYV675CAUNZ4FNGVORAR4B7KVL676I?srsltid=AfmBOoqsZnfqwOYDjW_B8AvPex3JGf33opXoKbc4gC2MkJYtkEykV8c6


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Maria da Cunha Coutinho de Melo e Faro | Maria Meneses Taveira; da Casa dos Correios, Amarante; da Casa do Salgueiral, Santa Comba de Lobrigos

* 17 de jan de 1876 (Amarante)

  23 de abr de 1953 (com a idade de 77)


1876 : Nascimento : 17 de jan de 1876

1901 : 25 de idade : Casamento com : Francisco Cândido da Cunha da Cunha Coutinho de Melo e Faro : 29 de mai de 1901 : Porto, Cedofeita

1939 : 63 de idade : Morte de marido : Francisco Cândido da Cunha da Cunha Coutinho de Melo e Faro : 4 de mar de 1939

1953 : 77 de idade : Morte : 23 de abr de 1953


https://www.myheritage.com.pt/family-trees/da-cunha-coutinho/OYYV675CAUNZ4FNGVORAR4B7KVL676I?srsltid=AfmBOoqsZnfqwOYDjW_B8AvPex3JGf33opXoKbc4gC2MkJYtkEykV8c6


[r.2026.02.09 - #porMdQ] Godim, Monteiro deQueiroz



Casa do Salgueiral - Santa Comba de Lobrigos

CASA DO SALGUEIRAL

"A nossa história

A Casa do Salgueiral está na família desde meados do século XIX. Por essa altura, José Taveira de Carvalho Pinto de Meneses (1844-1908), bisavô materno do atual proprietário, adquiriu-a a um professor local.

A casa era muito pequena, mas servia-lhe para curtas estadias, nomeadamente, para se instalar quando partia para caçadas com um grande amigo, proprietário da Quinta de Santa Comba, vizinha do Salgueiral.

Em finais do século XIX, Francisco de Melo e Faro da Cunha Coutinho (1879-1939), então dono da Quinta de Santa Comba, casa com Maria de Meneses Taveira (1876-1953), filha do proprietário da Casa do Salgueiral. A quinta foi o seu dote e o jovem casal passou, assim, a administrar duas casas, duas quintas, como se de uma só se tratasse.

O casal realizou várias obras na Casa do Salgueiral, onde Maria de Meneses passou a viver depois da morte do marido. Com ela esteve quase sempre uma sobrinha, Maria Angélica Sarmento de Queiroz Taveira (1916-2016), que, curiosamente, viria a casar com um sobrinho de Francisco da Cunha Coutinho.

No início dos anos 50, Maria Angélica herdou a quinta. Ela e o marido, Carlos Maria da Cunha Coutinho Leite Pereira (1903-1968), pais do atual proprietário, cuidaram da casa, sem necessidade de grandes obras. Ocuparam-se, essencialmente, da renovação das vinhas e do olival, usufruindo deste espaço sobretudo nas férias escolares.

Ao herdar a casa em 2016, José Taveira Leite Pereira, e a mulher, Helena Mendonça, decidiram mantê-la, adaptando-a para turismo.

Durante muitos anos, a casa produziu o seu próprio vinho. Na garrafeira do Salgueiral repousam garrafas de Porto produzidas por José Taveira de Carvalho, algumas com o seu rótulo e a data de 1849. O pai do atual proprietário continuou a produzir e a vender o vinho a negociantes e exportadores. Paralelamente, engarrafou para uso da família algum vinho fino, de que ainda restam garrafas dos anos 50 e 60 do século passado. Com a sua morte, a produção foi entregue às Caves de Santa Marta, uma cooperativa que mantém uma excelente reputação no mercado interno e externo. Hoje, a situação mantém-se: nos quase sete hectares de vinha, com excelentes castas, produzem-se uvas que são entregues nas Caves, umas para a produção de vinho de consumo e outras para vinho generoso – o chamado Porto. Existe também um pequeno olival que permite produzir um azeite de qualidade."

in https://www.casadosalgueiral.com/historia

[r.2026.02.09 - #porMdQ] 
Monteiro deQueiroz

RIO CORGO


RIO CORGO
"rio que corre por um rego estreito entre montes"

"RIO CORGO" é um topónimo composto da categoria dos hidrónimos que identifica um curso de água.

O Rio Corgo tem a sua nascente no concelho de Vila Pouca de Aguiar, atravessa Vila Real, Santa Marta de Penaguião e desagua na margem direita do Rio Douro junto à cidade do Peso da Régua. A parte inferior do seu curso integra a paisagem vinícola do Alto Douro Vinhateiro, classificada pela UNESCO como Património Mundial.

"Rio", substantivo masculino, designa um "curso natural de água" que nasce, em geral, nas montanhas e vai desaguar no mar, num lago ou noutro rio. Deriva do latim "rivus, -i” "riacho, curso de água", pelo latim vulgar "riu-", significando "rio", "curso de água", sendo adotado em português para designar "cursos de água contínuos".

"Corgo", substantivo masculino, é uma forma abreviada de "córrego", que deriva do latim vulgar "corrĕgu-" e do latim clássico "corrŭgu-", significando "canal", "conduta de água", "linha de água", "curso de água", "pequeno ribeiro", "riacho". O termo resulta de uma redução por síncope (cór-re-go → cór-go). Além dos sentidos descritos, "corgo" pode também designar um "caminho apertado entre montes" ou um "rego por onde corre bastante água".

Apresenta como variantes Córgão e Côrrego, e como derivados Corga, Corgaçal, Corgadeira, Corgadeiros, Corgas, Corgos, Corguinha, Corguinhas, Corguinho e Corguinhos.

Quando dizemos "Rio Corgo", estamos, literalmente, a dizer "rio que corre por um rego estreito entre montes". A redundância - dado que ambos os elementos significam, em essência, "curso de água" - é apenas formal. Trata-se de uma forma popular de reforço semântico, muito comum na toponímia antiga galego-portuguesa. É também possível que o significado original de "córrego" se tenha perdido na memória popular, originando a fusão entre o nome primitivo "corrego" e o termo genérico posterior "rio".

Em suma, "Rio Corgo" traduz fielmente a sua paisagem - um rio de leito encaixado, de águas vivas, que talha o seu caminho entre os montes graníticos e xistosos do interior interior de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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Formas atestadas:

- "Corragam fluuium":

"Dono itaque et concedo perpetua stabilitate ipsa ecclesia sancti Fausti ecclesie Portugalensis sedis eiusque episcopo domno Hugone et facio cautum firmissimum per riuulum quy dicitur Iugueyros ubi cadit in Dorium flumen et per ipsum Iugueyros riuulum usque ad molendinum Vermudi Christofforis cum ipso molendino, inde per ipsum montem quy dicitur Remestruias in transuersum usque in Corragam fluuium et per Corragam in Dorium flumen et per Dorium in Iugeyros cum portu suo.". in Carta de doação e couto da Igreja de São Fausto à Sé do Porto pela Raínha Teresa de Leão, Condessa portucalense, Era de 1127 d.C. in D.M.P., I Vol., Tomo I, n.º 76, pág.s 98 e 99, via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo I, pág. 93, Pe. João Parente.

- "corragum":

"... quomodo exparte per fundo de ipsa mea senara et per monte tempaneyra et per sauto colioni deinde per non lauados quomodo corre aqua per ad corragum deinde quomodo exparte per sancta Columba de alio frido.". in Carta de testamento feita por D. Afonso Henriques è ermida de Santa Comba (margens do Corgo, Vila Real), Era de 1138 d.C. in Chancelaria de D. Afonso III, livro 2, f. 72 v.; Leitura Nova, livro 2, f.260, via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo I, pág. 110, Pe. João Parente.

- "corago":

"Et ipsa ermida habat iacencia in termino Panonias in loquo predicto quem uocitant corago in foze paues subtus mons maraon...". in Carta de testamento fita por D. Afonso Henriques è ermida de Santa Comba (margens do Corgo, Vila Real), Era de 1138 d.C. in Chancelaria de D. Afonso III, livro 2, f. 72 v.; Leitura Nova, livro 2, f.260, via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo I, pág. 111, Pe. João Parente.

- "corraci":

"... in illa heremita que est in ripa Corraci que nuncupatur Sancta Columba ...". in Carta de doação e couto da ermida de Santa Comba (margens do Corgo, Vila Real),feita a eremitas por D. Afonso Henriques na Era de 1139 d.C. in D.M.P., Vol. I, n.º 169, pág.s 206 e 207, via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo I, pág. 113, Pe. João Parente.

- "corrago":

"... et inde vertitur in Corrago...". in Carta de doação e couto da ermida de Santa Comba (margens do Corgo, Vila Real),feita a eremitas por D. Afonso Henriques na Era de 1139 d.C. in D.M.P., Vol. I, n.º 169, pág.s 206 e 207, via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo I, pág. 113, Pe. João Parente.

"Item freguesia de Santa Conba de Corrago." Inquirição da Beira e Além Doiro no Julgado de Terra de Panoyas", entre outros, feita no tempo de D. Dinis na Era de 1288 d.C.. in Leitura nova, Inquirição da Beira e Além Doiro, f. 102 v. - 121, Gavet 3, Maço 10, doc. 18, via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo II, pág. 176, Pe. João Parente.

- "Corrego":

"Presa de Pay mouro pelo Corrego do avelaal ao carreyro de lauoradores...". in carta de foro de um herdamento chamado Gizo, Ribeira de Pena, passada por D. Dinis na Era de 1291 d.C. Leitura Nova, livro 54, f. 199 v. via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo II, pág. 260, Pe. João Parente.

- "corrigo":

"... et descendit pro vena de Corrigo, ...". in "Julgamento a favor d'El rey sobre foros a pagar pelo Reguengo de Ferreiros, concelho de Vila Real", feito no tempo de D. João I na Era de 1420 d.C.. Foral de D. Afonso III, apresentado por Affonso Antom como testemunho. Reforma das Gavetas, livro 19, Cx 12, pág.s 93 - 121 v. via 'Idade Média no Distrito de Vila Real', Tomo II, pág. 632, Pe. João Parente.

12/13.11.2025
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