TERRAS DE PENAGOYÃ:

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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“SE NECESSÁRIO O EXÉRCITO ATIRARÁ SOBRE OS COLONOS BRANCOS”

“SE NECESSÁRIO O EXÉRCITO ATIRARÁ SOBRE OS COLONOS BRANCOS”

Entrevista a Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros

O Ministro dos Negócios Estrangeiros português Mário Soares sobre a descolonização em África

SP – Sr. Ministro, o Governo Provisório está em vias de conceder a independência às colónias da Guiné-Bissau, Angola e Moçambique. Há portugueses que se interrogam se este Governo de Transição, que não foi eleito pelo povo, mas empossado por um golpe militar, tem legitimidade para tomar uma decisão tão histórica.

MS – Isso nos perguntámos logo a seguir à revolução de 25 de Abril. Ponderamos se a descolonização se deveria fazer apenas após eleições regulares. Mas verificou-se que o problema era candente, que dificuldades e demoras surgiam no processo. E assim convencemo-nos que precisávamos de nos apressar.

SP – Há portugueses que julgam que o Sr. se tenha apressado demais – como em tempos os belgas ao se retirarem do Congo.

MS – Estamos há 3 meses no governo, e entretanto fizemos contactos e progressos, mas não creio que tenhamos sido demasiado apressados. Pelo contrário. A situação em Angola, que nos últimos tempos se tornou explosiva, prova que talvez não tivéssemos andado suficientemente depressa.

SP – Sobre as condições de independência o Sr. negoceia exclusivamente com os movimentos de libertação africanos. Na sua opinião eles são os únicos legítimos representantes das populações nas colónias?

MS – Bem, se quisermos fazer a paz – e nós queremos sem demora a paz – temos que falar com os que nos combatem. Isto não implica uma avaliação política ou ética dos movimentos de libertação, mas resulta da apreciação pragmática de determinada situação. E quem nos combate na Guiné? O PAIGC. Assim temos de falar com o PAIGC. Quem nos combate em Moçambique? A Frelimo. Assim temos de falar com a Frelimo.

SP – E com quem pode o Sr. negociar em Angola onde existem vários movimentos rivais?

MS – Em Angola há dois movimentos de libertação reconhecidos pela OUA – o MPLA e a FNLA. Assim temos de negociar com ambos. Para avaliar qual dos dois é o mais representativo do povo é um problema que os Angolanos e as coligações que no futuro formarão governo terão de resolver mais tarde.

SP – Acredita que esses movimentos e em particular os ainda discutíveis têm suficiente autoridade de impor a solução que vai ser negociada.

MS – Esperamos que sim. Mas o processo de descolonização em Portugal, no formato, não deverá decorrer de modo muito deferente do da Inglaterra e França.

SP – Na Argélia havia um movimento de libertação muito forte, como no Kénia e sem dúvida também na Guiné-Bissau e Moçambique. Mas e em Angola?

MS – Sim, na verdade em Angola a situação é difícil devido às divisões dentro dos movimentos. E nós não podemos alterar aí quase nada. Estamos prontos a falar com cada uma das facções e, dentro das nossas possibilidades, procurar que se unam. Mas não temos muitas ilusões, as nossas possibilidades de intervir aqui são muito limitadas.

SP – Se o processo de descolonização português correr como o inglês ou o francês, na sua opinião qual será a tendência a seguir - como no Kénia que seguiu a via capitalista, ou como a Zâmbia que tenta uma espécie de socialismo africano?

MS – Eu julgo que é sempre perigosa a transposição de modelos estranhos. Mas, de momento, parece-me que a evolução em Moçambique será semelhante à da Zâmbia. Noutras regiões poderá haver outras soluções. Quando falei da semelhança do nosso processo de descolonização com o inglês ou o francês, pensei mais nas linhas gerais – que nós, como potência colonial, como os ingleses e os franceses, devíamos negociar com os movimentos fortes a operar nas colónias.

SP – E o que virá depois das negociações?

MS – Parece-nos importante que as populações sejam consultadas e que, depois do domínio português, não lhes seja imposto outro domínio que poderá não ter a maioria. Gostaríamos que a liberdade da população fosse garantida e assegurada. Mas temos nós, como antiga potência colonial, autoridade bastante para discutir isso? A nós parece-nos isso muito problemático. Por outro lado, o PAIGC e a Frelimo são movimentos de libertação que em anos de luta renhida pela independência ganharam indiscutível autoridade. Eles têm chefes muito qualificados e conscientes das responsabilidades. Com quem mais, a não ser com eles, deveremos negociar?

SP – Sente-se o novo governo português também responsável por aqueles milhares de africanos que, por motivos diversos, colaboraram com o anterior regime?

MS – Certamente que nos sentimos responsáveis por essa parte da população e sobre o seu destino já se falou por diversas vezes nas conversações. No caso concreto da Guiné, onde o processo está mais avançado, tencionamos, por exemplo, repatriar para Portugal os ex-combatentes africanos que o queiram por não se conseguirem integrar na nova República independente.

SP – Quantas pessoas são essas?

MS – Sabemos de cerca de 30 antigos comandos que aos olhos do PAIGC representam um certo perigo. Para estas pessoas temos de encontrar uma solução qualquer – talvez integrá-los nas forças armadas portuguesas ou coisa semelhante.

SP – Acredita que do lado dos movimentos de libertação exista a boa vontade de não exercer represálias contra os colaboradores africanos do antigo regime?

MS – Sim, isso foi-me espontaneamente assegurado, mesmo antes de nós termos levantado o problema. Também nos deram certas garantias, os movimentos de libertação não são racistas. Eles estão conscientes dos imensos problemas que terão de enfrentar e não querem comprometer já a sua vida política com crueldades e actos de vingança.

SP – No entanto, a “Voz da Frelimo” emissora do movimento para Moçambique tem, nas passadas semanas, por diversas vezes apelado aos soldados pretos para desertarem das tropas portuguesas, sob pena de ajuste de contas após a independência.

MS – Uma guerra, infelizmente não é um jogo de cavalheiros nem um concurso hípico com regras éticas fixas. Tais excessos verbais e ameaças são lamentáveis, mas também muito naturais. Na verdade, não sei se essas ameaças foram feitas, mas considero-as possíveis. Mas até agora tivemos na Guiné e em Moçambique – em Angola ainda não – uma impressionante onda de confraternização e tudo tem corrido muito melhor do que seria de esperar depois de 13 anos de guerra.

SP – Muitos brancos nas colónias portuguesas sentem-se traídos por Lisboa. Com razão?

MS – Se acreditou nos slogans do antigo regime – que Angola é nossa e sê-lo-á para sempre, e que não são colónias mas simplesmente províncias ultramarinas – então terá razão em sentir-se traído. Mas, na realidade, a traição é do regime de Salazar e Caetano que quiseram fazer esta gente acreditar que seria possível oferecer resistência ao mundo inteiro e à justiça.

SP – Qual será o futuro destes brancos desiludidos, se, apesar de tudo, quiserem permanecer em África?

MS – Se forem leais para com os novos Estados independentes na cooperação e respeitarem as suas leis, não têm nada a temer. Na Guiné, por exemplo, o próprio movimento de libertação exortou-nos a deixar os nossos técnicos, médicos, engenheiros e agrónomos, porque precisavam deles. É cómico: a extrema esquerda portuguesa exigia a nossa saída imediata, total e sem condições, mas os próprios movimentos de libertação não exigiram nada disso.

SP – O que será dos brancos que não querem ficar em África? Em Moçambique já se iniciou entre os brancos um grande movimento de fuga.

MS – É verdade. Mas estou certo que dois anos após a independência e quando as instituições do País funcionarem razoavelmente, haverá mais portugueses, em Moçambique, que hoje. Isto é, aliás, um fenómeno geral. O Presidente Kaunda da Zâmbia disse-me, quando estive em Lusaka: “ Saiba que temos aqui na Zâmbia o dobro dos ingleses que tínhamos antes da independência”.

SP – E o Sr. acredita que isso também acontecerá em Moçambique?

MS – Sim. Primeiro virão muitos para Portugal, porque têm medo, mas depois regressarão.

SP – E em Angola?

MS – Ali ainda não há muitos que abandonaram o País. Ali generaliza-se entre os brancos uma atitude perigosa. Precisamos de convencer os brancos, no seu próprio interesse, que fiquem, mas já não como patrões, como até agora.

SP – Apesar disso Portugal tem de contar com o regresso de muitos. Como irão resolver o caso?

MS – Isto é para nós um problema económico muito sério, pois não é apenas o regresso dos colonos brancos mas também os soldados – cerca de 150.000 a 200.000 homens que regressam duma assentada. Acrescem ainda os imigrantes que querem regressar desde que Portugal é livre. O assunto está a ser estudado pelo Ministério da Economia e Finanças. Temos de criar novos postos de trabalho, mas isso significa igualmente a reestruturação da totalidade da economia portuguesa, que vai precisar de se adaptar às sociedades industriais modernas.

SP – Não existem portanto planos concretos para absorver os retornados?

MS – Há investigações adiantadas.

SP – Entre os brancos que não querem regressar a Portugal, tenta-se criar um exército de mercenários para se opor aos movimentos de libertação. Em Angola, nos últimos tempos, radicais brancos de direita provocaram confrontos raciais sangrentos. Pode Lisboa impedir que tais brancos, especialmente em Angola, tomem o poder?

MS – Eu penso que sim.

SP – Como?

MS – O exército em Moçambique e em Angola é completamente leal para com os que fizeram a Revolução de 25 de Abril. E o exército não permitirá que mercenários brancos ou grupos semelhantes se levantem contra o exército. Tentativas haverá. Em Moçambique já as houve.

SP – E em Angola onde vivem mais do dobro dos brancos e um terço menos de pretos que em Moçambique?

MS – Em Angola haverá certamente uma série de situações mais ou menos desesperadas e tensões perigosas entre as raças. Apesar disso, julgo que por ora o exército pode e fará manter a ordem – a ordem democrática.

SP – Portanto, se necessário, o exército português fará fogo sobre portugueses brancos?

MS – Ele não hesitará e não pode hesitar. O exército já mostrou que tem mão forte e quer manter a ordem a todo o custo.

SP – Apesar do exército, não se pode excluir a hipótese de os brancos se declararem independentes, como na Rodésia. Pelo menos Angola podia tentar mesmo economicamente uma tal solução.

MS – De princípio, nos primeiros momentos da Revolução tive muito receio que tal pudesse acontecer. Mas quanto mais o tempo passa, mais difícil se tornará uma tal tentativa.

SP – Suponhamos, no entanto, que tal venha a acontecer – reagiria Lisboa como Londres, na altura, tentando impor um bloqueio económico?

MS – Não creio que em Angola exista uma solução rodesiana, mas se tal acontecesse combatê-la-íamos com todas as nossas forças, pois uma tal solução seria para África e para o Mundo uma aventura inaceitável.

SP – Também se pensou isso no caso da Rodésia e, no entanto, não se pôde evitar.

MS – Para nós tal solução é improvável a não ser que tivéssemos um golpe de direita aqui em Portugal. Nós – este governo democrático – não permitirá que tal solução rodesiana aconteça em Angola ou Moçambique. Eu repito! Nós combatê-la-emos com todos os meios ao nosso dispor.

SP - Porquê?

MS – Porque isso poria em causa todo o nosso processo de descolonização, a nossa credibilidade, e a nossa boa vontade. E porque com uma tal solução até o regresso do fascismo poderia ser encaminhado em Portugal.

SP – Do ponto de vista económico a perda da Guiné e de Moçambique são um alívio para Portugal. Angola, no entanto, com os seus diamantes, petróleo, café trouxe para Portugal as tão necessárias divisas. Pode Portugal dar-se ao luxo de perder essa fonte de divisas?

MS – Todas estas receitas não compensavam os custos de guerra. Nós gastávamos cerca de 2 biliões de marcos por ano com a guerra. O que pouparmos com o fim da guerra compensa plenamente a perda dessas divisas, que de qualquer modo, acabavam na maior parte nos bolsos dos americanos, alemães e ingleses.

SP – Lisboa irá ajudar no futuro as suas antigas colónias? Concretamente: -Se Moçambique independente resolvesse impedir o trânsito de mercadorias da Rodésia para Lourenço Marques ou Beira para exercer pressão política sobre o regime branco de Salisbury, estaria Portugal disposto a compensar Moçambique pela perda de divisas que tal operação acarretaria?

MS – Os nossos meios são escassos, temos de ter em atenção a nossa muito tensa situação económica. Mas, dentro das nossas possibilidades, ajudaríamos, numa tal situação.

SP – No seu livro “Portugal e o Futuro”, o general Spínola propunha uma espécie de comunidade portuguesa como forma de cooperação futura entre Lisboa e África. Os movimentos de libertação não deram qualquer importância à ideia. Como serão as futuras relações entre Lisboa e África?

MS – O discurso pragmático proferido pelo general Spínola em 27 de Julho sobre o futuro das colónias está muito distante da concepção do seu livro. Se, algum dia, uma espécie de comunidade dos países lusófonos se verificar, só na condição de todos os países serem realmente independentes. E seriam então os países africanos a dizer até que ponto tal associação poderia ir.

SP – Sr. Ministro, muito obrigado pela entrevista.

DER SPIEGEL Nº 34/1974

in http://www.espoliadosultramar.com/ip0.html

As minhas medalhas


Minhas medalhas...
                                      são de cortiça!

Meus louvores...
                                      são escritos em folhas de outono
                                      caídas em desgraça...

10.jan.2017

2017, Monteiro deQueiroz
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morreu mário soares

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"morreu mário soares às 15:28 de sábado, 7.1.2017, no hospital da cruz vermelha, lx, onde estava internado desde o dia 13.12.2016"

mário soares
(Lisboa, 7 de dezembro de 1924 – Lisboa, 7 de janeiro de 2017)

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PRISÃO DO SÓCRATES

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"A prisão do Sócrates não faz dos outros melhores do que ele."

Eduardo de Queiroz
Douro, 24 de Novembro de 2014

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Penagoyam

Entre o Marão e o Rio Corgo... Entre Panoias e o Rio Douro... Eis o Reino dos penaguiotas de todas as idades, sexos, latitudes, religiões, cores políticas, bolsas recheadas ou não...

«A explicação da origem do topónimo principal do concelho de Santa Marta de Penaguião está envolta numa lenda curiosa. Segundo a tradição, um cavaleiro francês chamado Guillon mandou queimar a capela de Santa Marta, após o qual a santa lhe apareceu ditando-lhe um castigo: que construísse uma vinha e tratasse dela. Assim o fez o conde, pelo que a localidade passou então a adoptar o nome de Santa Marta de Pena (castigo) Guillon.

Apesar do valor etnográfico da lenda, a origem do topónimo tem, no entanto uma outra interpretação; assim, trata-se de um topónimo composto, cujo primeiro elemento se refere a Santa Marta, hagiotopónimo ligado a uma devoção muito antiga (pré-nacional), e divulgada na Idade Média. Já antes da Nacionalidade o culto era dos mais antigos na Península, sobretudo no Norte. Santa Marta, símbolo do trabalho, é a santa protectora da Região Vinhateira do Douro.

Relativamente ao segundo elemento do topónimo "Penaguião", o seu primeiro termo, "pena", alude a uma fortificação roqueira, sendo que o segundo reflecte um nome pessoal de origem germânica no possessivo em -ani (Gogilani, de Gogila).

A ocupação do território que corresponde ao actual concelho de Santa Marta de Penaguião é bastante remota, como o atestam as várias fortificações castrejas e as referências toponímicas das suas freguesias e lugares. O território do actual concelho de Santa Marta de Penaguião corresponde sensivelmente a metade da "terra", julgado ou pequeno distrito medieval de Penaguião, pelo que é errado pensar-se que se trata da representação da dita terra no presente. A terra de Penaguião era mais vasta e as cumeadas bravias do Marão separavam-na da terra de Baião, embora o mais comum no primeiro tempo da monarquia tenha sido a reunião do governo superior de ambas nas mãos do mesmo rico-homem, "tenens Bayam et Penagoyam", em regra saído da estirpe dos "de Baião". O próprio castelo de Penaguião (defensáculo com possível origem castreja) nem mesmo ficava localizada nos limites do actual concelho, mas sim no acual concelho de Peso da Régua. O defensáculo mais central das populações do território que compõe o actual concelho de Santa Marta de Penaguião, nas épocas ante-históricas e proto-históricas, considerar-se-á aquele a que se refere o topónimo Crestelo (na freguesia de Fontes) decerto na origem de um pequeno castro. Em meados do século XII, algumas das freguesias do actual concelho já se encontravam formadas, como é o caso de Fontes, Lobrigos (S. João Baptista), Cumeeira, Louredo e Medrões. Em meados do século XIII a igreja de Santa Maria de Louredo era do padroado de Paio Soares e de vilãos herdadores; o da de S. João de Lobrigos era de cavaleiros fidalgos (metade pertenceu à coroa até D. Sancho I que a deu a um nobre); a de Santiago de Fontes pertencia a fidalgos; a de S. Salvador de Medrões era de fidalgos e do Mosteiro de Travanca e a de S. Miguel de Lobrigos era de filhos de algo. Em 1202 D. Sancho I concedeu foral a Santa Marta de Penaguião, foral esse que veio a ser confirmado por D. Manuel I, a 15 de Dezembro de 1519. O território que forma o actual concelho estava então integrado na "terra", julgado ou distrito medieval de Penaguião. Apesar de alguns documentos referirem a vida municipal de Santa Marta de Penaguião, foi sem dúvida a criação da Região Demarcada do Douro, em 1756, que mais contribuiu para o desenvolvimento deste concelho. O concelho de Santa Marta de Penaguião foi extinto a 26 de Setembro de 1895 e restaurado a 13 de Janeiro de 1989, tendo, durante a extinção, pertencido ao concelho de Vila Real as freguesias de Fornelos e Louredo e as restantes ao de Peso da Régua.»

in www.portugal.veraki.pt
via www.penagoyam.blogspot.pt; eDDo CiRo; 2011

PENA GUOYÃ


Entre o Marão e o Rio Corgo... Entre Panoias e o Rio Douro... Eis o Reino dos penaguiotas de todas as idades, sexos, latitudes, religiões, cores políticas, bolsas recheadas ou não...

«A explicação da origem do topónimo principal do concelho de Santa Marta de Penaguião está envolta numa lenda curiosa. Segundo a tradição, um cavaleiro francês chamado Guillon mandou queimar a capela de Santa Marta, após o qual a santa lhe apareceu ditando-lhe um castigo: que construísse uma vinha e tratasse dela. Assim o fez o conde, pelo que a localidade passou então a adoptar o nome de Santa Marta de Pena (castigo) Guillon.

Apesar do valor etnográfico da lenda, a origem do topónimo tem, no entanto uma outra interpretação; assim, trata-se de um topónimo composto, cujo primeiro elemento se refere a Santa Marta, hagiotopónimo ligado a uma devoção muito antiga (pré-nacional), e divulgada na Idade Média. Já antes da Nacionalidade o culto era dos mais antigos na Península, sobretudo no Norte. Santa Marta, símbolo do trabalho, é a santa protectora da Região Vinhateira do Douro.
Relativamente ao segundo elemento do topónimo "Penaguião", o seu primeiro termo, "pena", alude a uma fortificação roqueira, sendo que o segundo reflecte um nome pessoal de origem germânica no possessivo em -ani (Gogilani, de Gogila).

A ocupação do território que corresponde ao actual concelho de Santa Marta de Penaguião é bastante remota, como o atestam as várias fortificações castrejas e as referências toponímicas das suas freguesias e lugares. O território do actual concelho de Santa Marta de Penaguião corresponde sensivelmente a metade da "terra", julgado ou pequeno distrito medieval de Penaguião, pelo que é errado pensar-se que se trata da representação da dita terra no presente. A terra de Penaguião era mais vasta e as cumeadas bravias do Marão separavam-na da terra de Baião, embora o mais comum no primeiro tempo da monarquia tenha sido a reunião do governo superior de ambas nas mãos do mesmo rico-homem, "tenens Bayam et Penagoyam", em regra saído da estirpe dos "de Baião". O próprio castelo de Penaguião (defensáculo com possível origem castreja) nem mesmo ficava localizada nos limites do actual concelho, mas sim no acual concelho de Peso da Régua. O defensáculo mais central das populações do território que compõe o actual concelho de Santa Marta de Penaguião, nas épocas ante-históricas e proto-históricas, considerar-se-á aquele a que se refere o topónimo Crestelo (na freguesia de Fontes) decerto na origem de um pequeno castro. Em meados do século XII, algumas das freguesias do actual concelho já se encontravam formadas, como é o caso de Fontes, Lobrigos (S. João Baptista), Cumeeira, Louredo e Medrões. Em meados do século XIII a igreja de Santa Maria de Louredo era do padroado de Paio Soares e de vilãos herdadores; o da de S. João de Lobrigos era de cavaleiros fidalgos (metade pertenceu à coroa até D. Sancho I que a deu a um nobre); a de Santiago de Fontes pertencia a fidalgos; a de S. Salvador de Medrões era de fidalgos e do Mosteiro de Travanca e a de S. Miguel de Lobrigos era de filhos de algo. Em 1202 D. Sancho I concedeu foral a Santa Marta de Penaguião, foral esse que veio a ser confirmado por D. Manuel I, a 15 de Dezembro de 1519. O território que forma o actual concelho estava então integrado na "terra", julgado ou distrito medieval de Penaguião. Apesar de alguns documentos referirem a vida municipal de Santa Marta de Penaguião, foi sem dúvida a criação da Região Demarcada do Douro, em 1756, que mais contribuiu para o desenvolvimento deste concelho. O concelho de Santa Marta de Penaguião foi extinto a 26 de Setembro de 1895 e restaurado a 13 de Janeiro de 1898, tendo, durante a extinção, pertencido ao concelho de Vila Real as freguesias de Fornelos e Louredo e as restantes ao de Peso da Régua.»

in www.portugal.veraki.pt | (Consulta em) 2011

(c) 2008 a 2018 *Eddo Ciro

e deixem-se de tretas...

imagem da net

caros amigos...

por favor!… 
peço-vos encarecidamente que me respeitem…
que me deixem espaço suficiente para me sentir seguro…
que não invadam o meu reino…
nem ousem tentar adivinhar a minha vida!

muito menos tentar entrar dentre dela sem que eu o consinta...

por favor!…
não me persigam constantemente…
não tentem de maneira nenhuma impor-se na minha vida…
muito menos pensarem que sou vossa propriedade…
ou que vos devo atenção permanente e doentia!

muito menos interpretar a minha simpatia para além disso…
e consoante o interesse de cada um de vocês!

o meu sorriso e a minha simpatia valem apenas isso e só isso!
por favor!… 

deixem-me ter o meu próprio espaço! e respeitem-me...

Grito de Socorro, por ORN 2010

ORLANDO RUS NUZA
20 DE NOVEMBRO DE 2010

Quirós

"QUIRÓS

Transcribimos ahora el texto de la enciclopedia de García Carraffa.

Quirós (o Bernardo de Quirós, o Bernaldo de Quirós)

Envuelto en fábulas y mitos aparece el origen de este apellido en muchas obras antiguas y modernas, así como el hecho que dio motivo a su denominación. También hay en ellas ostensibles falsedades, anacronismos y contradicciones en lo que atañe al tronco del linaje y a sus primitivas generaciones.

Sorprende la facilidad con que aceptaron tamaños errores estudiosos genealogistas, y la ingenuidad con que la fábula fue acogida hasta en el propio blasón de una familia tan ilustre como la de Quirós, que no precisa recurrir al mito en apoyo de su muy antigua y bien probada nobleza.

No como fábula o leyenda, sino como suceso histórico con­firmado, se ha escrito repetidamente que el linaje de Quirós tiene su origen en Constantino (hijo del Emperador de Cons­tantinopla del mismo nombre), quien con un poderoso ejército defendió al Pontífice Estéfano I de la opresión que le tenía Desiderio, y derrotó a los longobardos, siendo tal la gratitud de dicho Papa al recobrar su lilertad, que hízole exclamar que se la debía “después de Dios a Constantino”. Hasta aquí no vamos mal, aunque esa versión no explica por qué la frase del Pontífice se convirtió después en el lema heráldico de la casa de Quirós.

Pero otra versión viene a explicarlo con notoria ligereza, asegurándonos que a donde acudió Constantino con su gente fué a España, para ayudar al Rey don Ramiro I en las guerras con los moros de Toledo y Zaragoza, y que encontrándose en una batalla, que se libró en el año 846, muy cerca del Monarca y viéndole caer del caballo, le gritó en su idioma griego : “Is quirós, Is quirós”, que quiere decir “tente fuerte, tente fuerte”, mientras acudía a levantarlo, cediéndole presto su propio caballo y armas y salvándole así de la muerte. Un día más tarde, recorriendo el campo agareno Constantino y el Rey, refirió éste el suceso a quienes les acompañaban, confesando “deber a Constantino la vida después de Dios, por lo que aquél comenzó a llamarse Constantino Quirós». Del dicho, tomó prin­cipio el mote: “Después de Dios a Quirós”, elevado luego por la hipérbole al lema heráldico familiar: “Después de Dios, la Casa de Quirós».

No es necesario contribuir con apostillas al descrédito de esas versiones, ya que su fiel trascripción lo propicia y des­cubre. La segunda agrega que el repetido Constantino casó con Doña Galinda Bernardo, hija del célebre Bernardo de Carpio (en pugna con los datos de graves historiadores que nos presentan a esa señora, setenta años despuúes, casada con Ximeno Vela, Ricohombre de don Ordoño II) , haciendo derivar de ese matri­monio una sucesión que difiere por completo de la que presti­giosos genealogistas recogen como la más probable de los primeros ascendientes de los Quirós.

Para que el lector aprecie estas diferencias, y también para la mayor claridad de este trabajo, exponemos a continuación ambas sucesiones. Después referiremos la genealogía continuada de la de la rama troncal de la casa de Quirós a partir del momento en que aparece fundada sobre datos históricos de mayor garan­tía, aunque incompletos y a veces equivocados y contradictorios.

Queremos también manifestar que a todos los miembros de este linaje que figuran en las siguientes filiaciones, los apellida­mos Bernardo de Quirós, y no Bernaldo dc Quirós, porque en antiguos instrumentos, Crónicas, Historias y Nobiliarios apare­cen apellidados «Bernardo» y pasaron varios siglos hasta con­vertirse y generalizarse el «Bernardo» en “Bernaldo”, en las aludidas fuentes informativas y en el uso familiar, formando apellido compuesto con el de Quirós. En tiempos más moder­nos predomina ya la forma de Bernaldo sobre la de Bernardo en obras y documentos. Y en el avance de los años acabó por imponerse totalmente la de Bernaldo.

Agora transcrever o texto da enciclopédia Carraffa Garcia.

Quirós (ou Bernardo de Quirós, e Bernaldo de Quiros)

Envolto em fábulas e mitos aparece a origem deste nome em muitas obras antigas e modernas, bem como o fato que deu origem ao seu nome. Há também falsidades flagrante neles, anacronismos e contradições em relação ao tronco de sua linhagem primitiva e gerações. É surpreendente a facilidade com que aceitam tais erros estudos genealógicos, ea ingenuidade com que o conto foi recebido até a crista muito de uma família tão ilustre como a de Quiros, que não precisa de recorrer ao mito em apoio da sua antiga e comprovada nobreza. Não como uma fábula ou lenda, mas como um evento histórico confirmado, tem repetidamente escrito que a linhagem de Quirós hastes Constantine (filho do Imperador de Constantinopla o mesmo nome), que com um poderoso exército defendeu o Papa Stephanus I da opressão ele tinha Desiderio, e derrotou os lombardos, sendo essa gratidão do Papa para recuperar lilertad, que o fez exclamar que era "depois de Deus Constantine". Até agora, não são ruins, embora essa versão não explica por que a frase do Papa mais tarde se tornou o lema heráldico da casa de Quiros. Mas outra versão vem de explicar com leveza notável, certificando-se que o seu povo veio Constantino foi para a Espanha para ajudar o rei Dom Ramiro I nas guerras com os mouros de Toledo e Zaragoza, e estar em uma batalha que lutou no ano 846, perto da Monarch e viu-o cair de seu cavalo, ele gritou em grego: "É Quiros Quiros Is", que significa "tenda forte, ficar forte", enquanto ele foi para buscá-lo, rendendo emprestou sua próprio cavalo e armas e, assim, salvá-lo da morte. Um dia depois, atravessando o campo e o Rei Constantino hagrita, disse que este evento que os acompanhava, confessando ", devido à vida de Constantino, depois de Deus, então ele começou a chamar Constantino Quirós". A partir daí, ele tomou primeiro o lema: "Depois de Deus Quiros" alto, então a hipérbole familiar lema heráldico: ". Depois de Deus, a Casa de Quirós" Você não precisa de ajuda com notas de desacreditar essas versões, uma vez que incentiva a transcrição fiel e descobrir. A segunda diz que repetiu Galinda Constantino casou com D. Bernard, filha de Bernardo Carpio famoso (em conflito com os dados de historiadores sérios que temos esta mulher, setenta anos despuúes casado com Ximeno Vela, nobre Don Ordoño II) , derivando de que o casamento de uma seqüência que difere totalmente do renomado genealogistas que coletam o mais provável dos primeiros antepassados ​​do Quiros. Para o leitor a apreciar essas diferenças, e também para a clareza deste trabalho, ambas as seqüências apresentadas a seguir. Depois continua a se referir a genealogia da casa do ramo Quirós tronco a partir do momento em que aparece com base em dados históricos para maior garantia, mas errada e incompleta e por vezes contraditórias. Nós também queremos afirmar que todos os membros desta linhagem contidas no afiliações seguinte, o Bernardo de Quirós sobrenome, e dc Bernaldo Quirós, porque em instrumentos antigos, Crônicas, Histórias e Nobreza são apelido "Bernard" e passou vários séculos até desenvolver e generalizar o "Bernardo" em "Bernaldo" no fontes de notícias mencionados e uso da família, formando o sobrenome composto de Quiros. Em tempos mais modernos e como prevalente em obras Bernardo Bernaldo e documentos. E nos anos avançando eventualmente completamente de Bernaldo imposta."

http://www.misapellidos.com/ver_datos.phtml?cod=15643

[3.set.2011]

O acto eleitoral o não se trata de uma decisão racional mas sim emocional! Perante as dificuldades que se apresentam aos executivos e correspondentes insucessos ou decisões impopulares, independentemente da área política que se encontra no poder, o eleitorado culpa e pune, num acto emocional, quem acha culpado desses insucessos e decisões.

Eduardo de Queiroz
Carvalhos, 8 de Junho de 2011