TERRAS DE PENAGOYÃ:

”Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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Diogo Barbosa Machado,
Abade de Sever

[ACTUALIZAÇÃO]

"Diogo Barbosa Machado

Diogo Barbosa Machado (Lisboa, 31 de Março de 1682 — Lisboa, 9 de Agosto de 1772) foi um presbítero secular católico, escritor e bibliógrafo português.

Foi o autor da Bibliotheca Lusitana, a primeira grande obra de referência bibliográfica editada em Portugal. Reuniu uma impressionante colecção de livros, opúsculos e gravuras que ofereceu ao rei D. José I de Portugal após a biblioteca real ter sido consumida pelo fogo na sequência do terramoto de 1755. Levada para o Brasil, quando a família real portuguesa ali se refugiou em 1807, a colecção de Barbosa Machado constitui hoje um dos mais preciosos fundos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Biografia

Filho segundo do capitão João Barbosa Machado, e de sua mulher D. Catarina Barbosa. Foi irmão de D. José Barbosa (1674-1750) e de Inácio Barbosa Machado, dois distintos intelectuais setecentistas.

Estudou com os padres da Congregação do Oratório, de Lisboa, e em 1708 matriculou-se na faculdade de direito canónico da Universidade de Coimbra, desistindo dos estudos por motivo de doença.

Pretendendo seguir a carreira eclesiástica, obteve um benefício simples na igreja de Santa Cruz de Alvarenga, diocese de Lamego, e recebeu ordens de presbítero, a 2 de Julho de 1724, conferidas pelo bispo de Tagaste D. Manuel da Silva Francês, provisor e vigário geral do arcebispado de Lisboa. A 4 de Novembro de 1728 foi colado abade da igreja de Santo Adrião de Sever, no concelho de Santa Marta de Penaguião, diocese do Porto, lugar que manteria durante o resto da sua vida.

Quando em 1720 se fundou a Academia Real de História Portuguesa, Diogo Barbosa Machado foi escolhido para ser um dos seus primeiros 50 sócios de número, incluindo-se entre o grupo selecto de intelectuais que deveriam escrever a história de Portugal e seus domínios e dar corpo ao lema da instituição Restituet omnia, ou seja restituir ao mundo o ilustre conjunto de acções gloriosas dos lusitanos.

Bibliófilo empenhado, conseguiu reunir uma livraria de alguns milhares de volumes, incluindo livros raros sobre a história portuguesa, e grande quantidade de notícias e opúsculos avulsos, coligidas em mais de cem tomos de fólio pequeno. A colecção incluía ainda dois tomos de formato máximo, contendo 690 retratos de reis, príncipes e infantes de Portugal, para além de 4 tomos da mesma forma, contendo 1380 retratos de portugueses célebres, e um tomo formado de cartas e mapas geográficos de Portugal e suas conquistas.

Diogo Barbosa Machado ofereceu esta colecção ao rei D. José I de Portugal, para ajudar compensar a perda da antiga biblioteca régia consumida pelo incêndio que se seguiu ao terramoto de 1755.

Transportada para o Brasil, em 1807, por ocasião da retirada da família real face à invasão francesa daquele ano, a colecção de Barbosa Machado viria a ser o embrião da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

A partir da sua colecção, e através da recolha de múltiplas informações em todo o país, compilou uma desenvolvida notícia bibliográfica, que apelidou Bibliotheca Lusitana, onde tentou reunir toda a informação disponível sobre bibliografia portuguesa e sobre os seus autores. O autor apresenta a obra como uma colectânea onde se compreende a notícia dos autores portugueses e das obras que compuseram desde o tempo da promulgação da Lei da Graça até ao tempo presente. Tendo dedicado o primeiro tomo ao monarca, decidiu dedicar o segundo ao bispo do Porto, gesto que desagradou ao rei, pelo que rasgou o rosto da obra e fez escrever novos frontispícios.

Esta obra é seguramente a mais importante de Barbosa Machado, de seu título completo Bibliotheca Lusitana, Historia, Critica e Chronologica, na qual se comprehende a noticia dos autores portuguezes, e das obras que compozeram desde o tempo da promulgação da Lei da Graça, até o tempo presente. A obra compõe-se de quatro tomos, publicados em Lisboa entre 1741 e 1758. Mantendo grande valor para o conhecimento da literatura portuguesa anterior ao século XVIII, a Biblioteca Lusitana foi recentemente reeditada em disco compacto digital.

O nome de Diogo Barbosa Machado está ligado aos compiladores do Corpus Illustrium Poetarum Lusitanorum em múltiplos aspectos. António dos Reis, o iniciador da compilação, e Manuel Monteiro, o seu sucessor, pertenciam à Congregação do Oratório, importante instituição da renovação cultural da época de D. João V de Portugal, junto de cujos padres Barbosa Machado estudara, e que lhe proporcionou, através de alguns dos seus mestres, a continuação da sua aprendizagem após os seus estudos iniciais e o acesso a numerosa bibliografia dispersa por conventos e mosteiros e por muitas outras instituições eclesiásticas.

No âmbito do movimento que culminaria na expulsão dos Jesuítas, escreveu uma Carta Exortatória aos Padres da Companhia de Jesus da Província de Portugal, anónima, na qual defendia os oratorianos em detrimento dos jesuítas. Esta carta, em que o seu autor guardou o anonimato, foi escrita em defesa dos padres da Congregação do Oratório, e contra os jesuítas, na guerra doutrinal e literária que estas congregações mantiveram, à qual vieram dar novo incremento os escritos de Luís António Verney, e os mais que por aqueles tempos apareceram. Barbosa Machado absteve-se de a incluir na relação das suas obras na Bibliotheca Lusitana, mas consta, de testemunhos certos, ser ele o autor. Os exemplares deste opúsculo, por motivos que se desconhecem, foram todos sequestrados e suprimidos à entrada em Portugal, constando terem escapado apenas três. Contra esta carta escreveu e publicou Francisco de Pina e Melo uma Resposta, que anos depois foi obrigado a suprimir, quando os jesuítas, cuja defesa ele tomava com denodo, foram proscritos e expulsos do reino.

Diogo Barbosa Machado faleceu em Lisboa a 9 de Agosto de 1772.

Diogo Barbosa Machado escreveu na Bibliotheca Lusitana (vol. I, pág. 634, e vol. IV, pág. 95) uma nota autobiográfica e, depois da sua morte, foi publicado um folheto intitulado Oração funebre nas exequias do Reverendo Sr. Diogo Barbosa Machado, Abbade Reservatario da egreja de Santo Adrião de Sever, celebradas na ermida de Nossa Senhora da Conceição no sítio de Rilhafolles, em o dia 9 de Setembro de 1772 (Lisboa, 1773).

Obra publicada

Diogo Barbosa Machado é autor de uma vasta obra publicada. Sem ser exaustiva, eis uma lista dos trabalhos mais relevantes impressos:

-Conta dos seus estudos academicos, recitada no Paço a 7 de Septembro de 1722, saiu no tomo II da Collecção dos Documentos e Memorias da Academia de História;

-Conta dos seus estudos, etc., em 22 de outubro de 1724, em 22 de outubro de 1726, em 7 de setembro de 1727 e em 7 de setembro de 1731, publicadas nos tomos IV, VII, e XI da Collecção dos Documentos e Memorias da Academia de História;

-Memorais do reinado de D. Sebastião, de D. Henrique, Filippe I, II, e IIII, 3 volumes in folio;

-Elogio funebre do beneficiado Francisco Leitão Ferreira, recitado no Paço, a 31 de março de 1735, Lisboa, 1735;

-Memorias para a Historia de Portugal, que comprehendem o governo d'el-rei D. Sebastião, unico do nome, desde o anno de 1554 até o de 1561, 4 tomos, Lisboa, de 1736 a 1751 (todos os tomos trazem a estampa comum a todos os frontispícios das obras da Academia, gravada por Vieira Lusitano)

-Bibliotheca Lusitana, Historia, Critica e Chronologica, na qual se comprehende a noticia dos autores portuguezes, e das obras que compozeram desde o tempo da promulgação da Lei da Graça, até o tempo presente, Lisboa, 1741 e 1758;

-As verdades principaes e mais importantes da fé, e da justiça christã, explicadas clara e methodicamente segundo a doutrina da Escriptura, dos Concílios e dos Padres e Doutores da Egreja, etc., traduzido do italiano de Monsenhor Dandini, Lisboa, 1729 (saiu sem o nome do tradutor);

-Relação das solemnes exequias pelos Padres da Congregação da Missão, em 25 e 26 de outubro de 1750, à saudosa memoria d'el-rei D. João V, seu augusto fundador, Lisboa, 1750 (saiu sem o nome do autor);

-Piis manibus Excellentissimi D. Antonii Aloysii de Sousa Marchionis das Minas, Comitis do Prado, Serinissimis Lusitanice Regibus Petro II, & Joanni V à Sanctioribus Consiliis, in Província Transtagana armorum Proefecti, & Augustissimae Regince Stabulis summi. Proepositi Epitaphiumm, largo elogio lapidário incluído no tomo VI das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza de António Caetano de Sousa;

-Carta Exhortatoria aos Padres da Companhia de Jesus da província de Portugal, sem lugar nem ano de edição, mas que se diz impressa em Amesterdão nos fins do ano de 1754 ou princípios de 1755;"

in https://pt.wikipedia.org/wiki/Diogo_Barbosa_Machado, [Consultado em 09.04.2020]

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"Diogo Barbosa Machado, Abade de Sever (1682-1772), ganhou justamente notoriedade pelos estudos publicados no âmbito da Real Academia de História a cujo núcleo fundador pertenceu e, sobretudo, como um dos bibliógrafos de referência da literatura portuguesa."

in "A Colecção de Retratos"
de Diogo Barbosa Machado
Miguel Figueira de Faria
Professor Associado
Departamento de História, Artes e Património
Universidade Autónoma de Lisboa
in https://repositorio.ual.pt/bitstream/11144/2471/1/Coleccao_de_Retratos_de_Diogo_Barbosa_M.pdf [Comsultado em 09.04.2020]

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"DIOGO BARBOSA MACHADO, Ulyssiponense, Abbade Reservatario da Paroquial Igreja de Santo Adriaõ de Sever, e Académico do Numero da Academia Real"

BIBLIOTHECA LUSITANA, Historica, Critica, e Chronologica, NA QUAL SE COMPREHENDE A NOTICIA dos Authores Portuguezes, e das Obras, que compozeraõ desde o tempo da promulgação da Ley da Graça até o tempo presente; por DIOGO BARBOSA MACHADO, Ulyssiponense, Abbade Reservatario da Paroquial Igreja de Santo Adriaõ de Sever, e Académico do Numero da Academia Real. Tomo IV. Que Consta De Muitos Authores Novamente collocados na Bibliotheca, e de outros illustrados, e emendados, impressos nos tres Tomos precedentes. LISBOA, Na Officina Patriarcal de FRANCISCO LUIZ AMENO. M. DCC. LIX. Com as licenças necessarias., pág. 195 (publicado em 1759)

RIP José Queirós

REQUIESCAT IN PACE José Queirós

"Morreu o mandante do massacre do "Meia Culpa"

José Queirós, o mandante do massacre do bar de alterne "Meia Culpa", em Amarante, onde faleceram 13 pessoas em 1997, morreu na quarta-feira de doença prolongada.

O homem, que estava em liberdade condicional desde maio de 2017, tinha sido internado em janeiro deste ano, por causa de diversas doenças, incluindo um cancro.

José Queirós foi condenado a 25 anos de prisão, pela prática, como autor, de um crime de incêndio, de 13 crimes de homicídio qualificado consumados e de 22 crimes de homicídio qualificado tentados, por factos ocorridos em 1997.

Na altura, José Queirós era dono do "Diamante Negro", também em Amarante, que era concorrente direto do "Meia Culpa".

O funeral está marcado para sexta-feira, na Igreja de S. Pedro e o corpo seguirá para o cemitério de Amarante. Devido às restrições da pandemia, o funeral será realizado apenas na presença da família."


in https://www.jn.pt/justica/mandante-do-massacre-do-meia-culpa-faleceu-12052780.html
Alexandre Panda/JN - 09.04.2020 às 15:57
[Consultado em 09.04.2020]

REQUIESCAT IN PACE José Queirós

Juan Rodríguez Botello, natural de Villamayor de Lubrigos

JUAN RODRÍGUEZ BOTELLO vs JOÃO RODRIGUES BOTELHO, natural de Villamayor de Lubrigos que en 1780 era marinero de la corbeta El Buen Jesús de Barselo, que se hallaba anclada en la rada de este Puerto [Montevideo - Uruguai]

"JUAN RODRÍGUEZ BOTELLO, platero natural de Villamayor de Lubrigos (Portugal), que en 1780, era marinero de la corbeta “El Buen Jesús de Barselo", que se hallaba anclada en el puerto de Montevideo. Fue aprehendido por introducir de contrabando diversas alhajas. También se dedicaba a la venta de esclavos."

[JOÃO RODRIGUES BOTELHO, ourives? natural de Villamayor de Lubrigos (Portugal). Em 1780 era um marinheiro da corveta "O Bom Jesus de Barselo", que estava ancorado no porto de Montevidéu. Ele foi preso por contrabando de várias jóias. Ele também estava envolvido na venda de escravos.]

"MANUEL GÓMEZ CAMELLO, platero de Montevideo que, en 1780, tasó las alhajas que se encontraban en poder del portugués Juan Rodríguez Botello."

[Manuel Gómez Camello, ourives? de Montevidéu (Uruguai) que em 1780 avaliou as jóias que estavam na posse do português João Rodrigues Botelho.]

in "PLATEROS DEL RIO DE LA PLATA DICCIONARIO DE PLATEROS RIOPLATENSES"
(Recomendamos a quienes quieran ampliar su conocimiento en orfebrería el libro “Orfebrería (Arte y Oficios)” de Carles Codina (Autor) al cual pueden acceder a través del siguiente enlace: https://amzn.to/2TCVyHX

in https://solocuchillos.com/plateros/ [Consulta em 09.04.2020]
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Nota 135, Pág 80; "En carta del 5 de junio de 1784, el Intendente de Buenos Aires daba cuenta del expediente Seguido sobre el comiso de varias alhajas de oro y piedras que se aprendieron a Juan Rodriguez Botelo, marinero de la corbeta el "Buen Jesús de Barcelo". Una vez en pública subasta, fueron rematadas en 500 pesos y 6 reales. AGI, Buenos Aires, 516."

Nota 150, pág 85; "En junio de 1784 las autoridades virreinales informaban del comiso "... de varias alhajas de oro, y piedras que se aprehendieron en una caja en Montevideo a Juan Rodríguez Botello de nación portugués...", marinero de la corbeta el Buen Jesús de Barcelo. AGI, Buenos Aires, 516. En enero de 1786 se decomisaban los géneros y efectos que López de Arraya había conducido ilegalmente al puerto de Montevideo, desde el de Bahía de Todos los Santos, en la sumaca portuguesa nombrada Nuestra Señora del Amparo, intentando encubrir la operación con el permiso que había obtenido para ingresar esclavos. AGNA IX 36-3-2"

in "Luso-brasileños en el Buenos Aires virreinal: trabajo, negocios e intereses en la plaza naviera y comercial", Marcela Tejerina, EdiUNS, 2004
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– “Anales - Vol. 7 - 9”, Universidad de Buenos Aires. Instituto de Arte Americano e Investigaciones Estéticas Buenos Aires, 1954, “RODRÍGUEZ BOTELLO, JUAN Platero portugués, natural de Villamayor de Lubrigos, que en 1780 era marinero de la corbeta El Buen Jesús de Barselo, que se hallaba anclada en la rada de este Puerto [Montevideo]. El 25 de diciembre fué …”, pág. 92;

– “La platería en el Río de la Plata”, Adolfo Luis Ribera, 1955, “RODRÍGUEZ BOTELLO, JUAN Platero portugués, natural de Villamayor de Lubrigos, que en 1780 era marinero de la corbeta El Buen Jesús de Barselo, que se hallaba anclada en la rada de este Puerto [Montevideo]. El 25 de diciembre fué …”, pág. 85;

– “Diccionario de orfebres rioplatenses: siglos XVI al XX, Diccionario de orfebres rioplatenses: siglos XVI al XX”, Adolfo Luis Ribera, Fondo Nacional de las Artes, 01.jan.1996, “ RODRÍGUEZ BOTELLO, Juan Platero natural de Villamayor de Lubrigos (Portugal), que en 1780, era marinero de la corbeta "El Buen Jesús" de Barselo, que se hallaba anclada em ...”, pág. 192;

– “El arte luso brasileño en el Río de la Plata: exposición patrocinada por la Embajada del Brasil, Museo Nacional de Arte Decorativo”, Buenos Aires, 18.out.1966, Editora:Ministerio de Educación y Justicia, Secretaría de Educación y Justicia, Subsecretaría de Cultura, Dirección General de Museos y Bibliotecas, 1966, “RODRIGUEZ BOTELLO, Juan Platero portugués natural de Villamayor de Lubrigos. En 1780, estaba en Montevideo y fue aprehendido por introducir de contrabando diversas alhajas.”, pág. xcvii;

– “Diccionario de orfebres rioplatenses: siglos XVI al XX, Diccionario de orfebres rioplatenses: siglos XVI al XX”, Adolfo Luis Ribera, Fondo Nacional de las Artes, 01.jan.1996, “RODRÍGUEZ BOTELLO, Juan Platero natural de Villamayor de Lubrigos (Portugal), que en 1780, era marinero de la corbeta "El Buen Jesús" de Barselo, que se hallaba anclada em ...”, pág. 192;
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platero, nome masculino
ourives

in platero in Dicionário infopédia de Espanhol - Português [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-04-09 00:45:05]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/espanhol-portugues/platero

D. Jorge da Annunciaçam - Ilustre Penaguiota

D. Jorge da Annunciaçam - Ilustre Penaguiota do Séc XVI - XVII

"D. JORGE DA ANNUNCIAÇAM, natural do Concelho de Penaguiaõ da Provincia Transmontana, filho de Nuno Pinto, e Maria Guedes. Recebeo o habito de Cónego Regrante de Santo Agostinho no Real Convento de Santa Cruz de Coimbra a 14 de Março de 1600. Dictadas as Sciencias Escholasticas aos seus domesticos, foy admittido ao numero dos Doutores Theologos pela Universidade de Coimbra no anno de 1621. Foy Reitor do Collegio de Coimbra no anno de 1627. Soube com tanta perfeiçaõ a lingua Latina, que mereceo a honorifica antonomacia de Cicero Portuguez. Falleceo a 30 de Março de 1634. Compoz Tractatus Theologicus, & Juridicus de Contractibus, fol. M. S. Conserva-se no Convento de S. Salvador de Grijó."

in
BIBLIOTHECA LUSITANA, Historica, Critica, e Chronologica, NA QUAL SE COMPREHENDE A NOTICIA dos Authores Portuguezes, e das Obras, que compozeraõ desde o tempo da promulgação da Ley da Graça até o tempo presente; por DIOGO BARBOSA MACHADO, Ulyssiponense, Abbade Reservatario da Paroquiai Igreja de Santo Adriaõ de Sever, e Académico do Numero da Academia Real. Tomo IV. Que Consta De Muitos Authores Novamente collocados na Bibliotheca, e de outros illustrados, e emendados, impressos nos tres Tomos precedentes. LISBOA, Na Officina Patriarcal de FRANCISCO LUIZ AMENO. M. DCC. LIX. Com as licenças necessarias., pág. 195 (publicado em 1759)

Obrigado nós, Manuel Vitorino de Queiroz

Os meus sinceros agradecimentos ao autor do blog "Manuel Vitorino de Queiroz"  (em manuelvitorinodequeiroz.blogspot.com). Só demos conta nesta data. Bem-haja!

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«terça-feira, 5 de abril de 2011

Os "de Queirós", In Genea Portugal, em www.sapo.pt

«Segundo refere o marquês de Abrantes, inscrevem os genealogistas as origens desta família num quadro de quase inexcedível grandeza e antiguidade, fazendo-a derivar de um lendário príncipe Constantino, aliado do Papa Estêvão III contra Desidério, Rei da Lombardia, e vencedor deste.

Na opinião do marquês de Abrantes, contudo, os "de Queirós" provêm dos antigos senhores da vila desta designação, nas Astúrias, que tiveram alguma preponderância social no nosso país no século XIV.

Terá sido no último quartel deste século que passou a Portugal Fernando Álvares de Queirós, que seguiu o partido do Rei D. Fernando I, o Formoso, contra Henrique III de Castela, aqui se casando com D. Elvira de Castro, com geração que continuou este nome no nosso país.»

In Genea Portugal, em www.sapo.pt

E uma vez mais os meus agradecimentos à fonte das fontes desta nota:;

Eduardo José Monteiro de Queiroz e aos demais autores dos fontes citadas no seu excelente site " De Queiroz Home Page " do qual, com a devida vénia e citação, reproduzirei informações relevantes sobre "...os de Queirós"

Publicada por Vitorino Queiroz à(s) 15:26»


in https://manuelvitorinodequeiroz.blogspot.com/2011/04/os-de-queiros-in-genea-portugal-em.html

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«Fontes e agradecimento

Fontes do antecedente comentário:

'Genea Portugal' em www.sapo.pt

'Heráldica de los Apelidos Asturianos', de Francisco Sarandeses, genealogista e heraldista espanhol

'Armorial Lusitano, Genealogia e Heráldica', Lisboa 1961, de Representações Zairol, Lda.

'Dicionário das Famílias Portuguesas', de D. Luiz de Lencastre e Távora, Marquês de Abrantes

'História de Portugal', Círculo de Leitores, I Volume, pág. 531

Com os meus renovados agradecimentos à fonte das fontes desta nota:;

Eduardo José Monteiro de Queiroz e aos demais autores dos fontes citadas no seu site " De Queiroz Home Page "

Publicada por Vitorino Queiroz à(s) 15:21»


in https://manuelvitorinodequeiroz.blogspot.com/2011/04/fontes-e-agradecimento.html

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«QUE SOMMES-NOUS? D'OU VENONS NOUS?...

O apelido de família 'de Queirós' deriva do apelido asturiano 'de Quirós'. Esta linhagem é uma das mais antigas das Astúrias, e tal era o seu realçe, que usavam nas fachadas brazonadas dos seus solares asturianos a divisa "despues de Diós la Casa de Quirós".

Segundo os genealogistas, esta linhagem provém do Príncipe Constantino, filho dos Imperadores de Constantinopla e de D. Galinda Bernardo, filha de D. Bernardo del Cárpio e de sua mulher D. Gosinda, neta paterna do conde D. Sancho Dias de Saldanha e de sua mulher a Infanta D. Ximena, filha do Rei D. Fruela I.

A utilização dos apelidos 'Bernaldo' e 'de Quirós', visto que foram frequentemente usados, confirma a ligação familiar a D. Galinda Bernardo, filha de D. Bernardo del Cárpio (ou D. Bernaldo del Cárpio).

O Príncipe Constantino socorreu o Papa Estêvão III vencendo o Rei Desidério, rei dos longobardos. Como agradecimento pelos seus feitos teve por mercê do referido pontífice "a apresentação in solidum da igreja da Vitória e quarenta benefícios no bispado de Oviedo", regalia que se manteve aos seus descendentes. O referido príncipe ainda serviu os reis de Leão D. Ramiro I e seu sucessor D. Ordonho I.

Segundo os genealogistas espanhóis, os descendentes de D. Garcia González, senhor de Quirós, seguiram o apelido de família 'Cienfuegos'. A origem deste apelido deu-se com o facto de D. Garcia González ter levado de vencida, apenas com cem homens de armas munidos de archotes, um exército de cem mil mouros que se encontravam nas terras de Quirós, bispado de Oviedo. Os mouros, pensando que era a vanguarda de um exército leonês, retiraram apressadamente despenhando-se pelas montanhas íngremes. D. Garcia ficou por esse facto conhecido pelo "de los cien fuegos" e o local do feito, onde foi erigida uma ermida, por "Cienfuegos", razão pela qual os seus descendentes seguiram esta última forma como apelido.

Gonçalo Bernardo de Quirós, segundo os genealogistas quarto neto por varonia do Príncipe Constantino e de sua mulher D. Galinda Bernardo, «sexto senhor da casa de Quirós nas Astúrias e de seus grandes estados, cavaleiro da Ordem da Banda, Conde de Santo Antolim, embaixador de D. Henrique II às cortes de Inglaterra no ano de 1373, libertador da cidade de Oviedo, que se encontrava sob o jugo do Conde de Valença, pelo que ficou seu governador, e teve precedência de voto nas Juntas Gerais.» Gonçalo Bernardo de Quirós casou com D. Maria de Nava, filha dos condes de Nava.

Gonçalo Bernardo de Quirós e D. Maria de Nava foram pais de Guterre Gonçalves de Quirós, «sétimo senhor da Casa e Solar de Quirós nas Astúrias e dos seus estados, Conde de Santo Antolim, muito estimado do Rei D. Henrique e alferes-mor do Rei D. João I, o qual trazia a bandeira real na batalha de Aljubarrota, a quem nessa ocasião cortaram os braços, conservando-a nos dentes até morrer, pelo que o mencionado soberano concedeu a regalia de ele e seus descendentes serem enterrados na capela real de Toledo e fez mercê de poderem apresentar o arcediago de Gondim na Sé de Oviedo. Recebeu-se com D. Sancha Queixada, filha dos senhores de Vila Garcia, Condes de Pena Flor, de quem houve geração.»

Guterre Gonçalves de Quirós teve por irmão consanguíneo, segundo os linhagistas, Fernando Álvares de Queirós, «fidalgo asturiense que, reinando em Portugal D. Fernando I, passou a este Reino. O mesmo soberano lhe fez mercê de uns pisões e azenhas no termo de Alcácer do Sal a 20 de Novembro de 1378, em diplomas o trata por seu conselheiro, além de outras mercês que lhe concedeu. O rei D. João I lhe deu os senhorios da Guarda e de Valhelhas.»

Fernando Álvares de Queirós ( ou Fernão Álvares de Queirós) casou-se com D. Elvira de Castro, filha de D. Álvaro de Castro e de D. Maria Ponce de Leão. Do casamento nasceram «João de Queirós, de Almendra, que morreu sem geração; Leonor Álvares de Queirós, que por morte de seu irmão teve as vilas de Valhelas e de Barrelas e casou com Vasco Fernandes de Gouveia, alcaide-mor de Castelo-Branco, senhor dos seus direitos reais, e de Valhelas, Almendra, Castelo Bom, Loriga, Alvoco da Serra, Verdelhos e Gouveia, com geração, parte da qual seguiu o apelido de Queirós e outra tomou o de Gouveia; e, conforme alguns autores, Maria de Queirós, que teve de seu casamento geração que seguiu os apelidos de Queirós e de Ramalho.»

O apelido Quirós tem origem geográfica.

Os meus agradecimentos ao Autor desta nota, Eduardo José Monteiro de Queiroz e aos demais autores dos fontes citadas no seu site " De Queiroz Home Page "

Publicada por Vitorino Queiroz à(s) 15:15»



in https://manuelvitorinodequeiroz.blogspot.com/2011/04/que-sommes-nous-dou-venons-nous.html


Ero Calvo, Paio Peres e Soeiro Peres


José H. Saraiva - 1987 - ‎Vista de excertos

«Mas a notícia segura que temos é que em 1144 um bispo do Porto aforou a vila do Peso a três colonos, Ero Calvo, Paio Peres e Soeiro Peres. Esses três lavradores devem ter metido o ferro do arado aos terrenos empedernidos por séculos …»

Pai Calvo, Ero Calvo, Martim Calvo

"Pai Calvo" - "Quinta de Paicalvo" - "Eiras de Pay Calvo"

«Pai (o) será diminutivo de Pelágio (abreviado), Pelaio, ou Paio, e estará provavelmente relacionado com a família dos "bandeirantes" ou povoadores do século XII nesta parte ribeirinha do Douro, Ero Calvo e Martim Calvo, ao que se supõe, irmãos, que desbravaram muitas das encostas abruptas desta região a partir da Régua.»

"ARMAMAR, TERRA E GENTE", 1999, de J. Gonçalves Monteiro, pág. 85, 

Fial, Lugar do


FEÁNS | FEÁ | FEÁS | FENE | FEAL | FIAL | FEAIS | FIÃES.

Um fitotopómimo muito fértil entre o Mar Cantábrico e a Serra da Estrela. «Fial - Do latim vulgar fenale, derivado de fenum, 'feno'. Tem os derivados Fiães (também existente na Galiza como Feanes e Feáns) e Fiais (que aparece em Espanha como Henares).» (infopedia.pt)

Para a cidade de Fiães, no concelho de Santa Maria da Feira, encontramos também esta explicação: «a versão de Leite de Vasconcelos, em que faz derivar a palavra Fiães de "Ulfilanis". Segundo esta versão teria outrora havido, onde hoje é o lugar de Fiães, uma quinta ou vila rústica pertencente a um senhor chamado Úlfilas, célebre bispo germânico que, no século IV, evangelizava os godos, invasores do Império Romano, de que fazia parte a Península Ibérica. Daí a expressão "Ulfilanes Villa" (vila de Ulfila), que sofreu em simultâneo uma evolução fonética e morfológica, pois passou a abranger todo o povoado, que em torno da referida quinta se desenvolveu.» (pt.wikipedia.org)

8 de agosto de 2018

COMENTÁRIOS:

Francisco Santos - Pól Ua Lema, no brasão da cidade de Fiães, no concelho de Santa Maria da Feira, também está indicada a possível origem do nome (Ulfilanes Villa). - 1 ano(s)

Hugo Faustino - a antiga Lancobriga do itinerário antonino. Algo de significativo se deve ter passado para não haver lembrança do topónimo primitivo não? - 24 min

Galo Dourado - Um microtoponimo de Ogrove "Os Fieitás" - 1 ano(s)

Xabier Daniel Castro Vilan - En Ogrobe tamen esta o lugar de Feans , - 1 ano(s)

Polig Martikorena - De "fieito", variante de "fe(n)to" - 1 ano(s)

Galo Dourado - Feáns e Feal também apelidos galegos - 1 ano(s)

Manuel BC - Os Feans, lugar de Compostela - 1 ano(s)

Dolores González - Penso que Fene non entraria, aínda que é de etimoloxía incerta - 1 ano(s)

Polig Martikorena - Pois é, nada tem a ver Fene com o resto dos topónimos acima - 1 ano(s)

Diego GZ - Filhos de Eans? - 1 ano(s)

Polig Martikorena - Diego GZ, De *fenales, e este por sua vez de *feno. - 1 ano(s)

Carlos Isabel Prieto González - Segundo Cabezas Quiles, estaría a sua raíz en "fenales", lugar de cultivo do feo, como indica Polig Martikorena. - 2 dia(s)

Carlos Isabel Prieto González - O comentario ven ao fío de que estabamos "traballando" con ese topónimo, por ser da contorna da Coruña. - 2 dia(s)


in Facebook - 20nov2019