TERRAS DE PENAGOYÃ:

”Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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São Gonçalo e São Tiago

São Gonçalo e São Tiago

DEVOÇÕES E INVOCAÇÕES NAS IGREJAS MATRIZES SEGUNDO AS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758
(POR CONJUNTOS DE DEVOÇÕES) 

Gonçalo, S.
Chaves: Pardelhas; Vilas Boas; Vilela do Tâmega. Montalegre: Pitões da Júnias. Santa Marta de Penaguião: Cumieira. Fontes; Louredo. Vila Real: Borbela; Folhadela; Lordelo; Nogueira; Parada de Cunhas; Vila Marim. 

Tiago, S.
Alijó: Vila Chã da Montanha. Boticas: Cerdedo; Murça: Murça. Sabrosa: Torre de Pinhão. Santa Marta de Penaguião: Fontes. Vila Pouca de Aguiar: Soutelo de Aguiar. Vila Real: Andrães; Folhadela; Lamas de Olo; Mondrões; Vila Cova. Chaves: Oura; Travanca. Montalegre: Fervidelas; Mourilhe. Valpaços: Ribeira de Alhariz. 

in 1.AS FREGUESIAS DO DISTRITO DE VILA REAL NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758
Memórias, História e Património 
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/11897/1/VILA%20REAL%20Livro%20Mem%20Paroq.pdf

Estudo financiado pelo Projecto POCTI-FCT
A Descrição do Território Português no Século XVIII.
Os Distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758.
Título
As freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758.
Memórias, História e Património
Coordenador
José Viriato Capela
Estudo Introdutório
José Viriato Capela (com a colaboração de Rogério Borralheiro e Henrique Matos)
Leitura, fixação de textos das Memórias, recolha documental e bibliográfica, elaboração de índices e roteiros
José Viriato Capela, Rogério Borralheiro, Henrique Matos
Edição José Viriato Capela
Colaboração:
José Manuel Álvares Pereira
José Jorge P. Capela
Composição, impressão e acabamentos
Barbosa & Xavier, Lda. - Artes Gráficas
Braga
Data de saída
Fevereiro de 2006
Tiragem
1000 exemplares
Depósito legal
238492/05
Apoios à edição
Delegação Regional da Cultura do Norte; Governo Civil de Vila Real
Investigação financiada pelo Projecto A Descrição do Território Português do Século XVIII (Projecto POCTI/FCT).
Estudo integrado na linha de investigação Territórios e Culturas do Núcleo de Estudos Históricos / Universidade do Minho.
Responsável: José Viriato Capela
© Todos os direitos reservados.

 Proibida reprodução integral ou parcial de harmonia com a lei. 

Peso da Régua em Mil e Setecentos

Peso da Régua

Divisão Administrativa à época (1706)
Província: Beira
Comarca: Lamego
Distrito (2000): Vila Real

Toponímia
Nome em 2000: Peso da Régua
Nome na fonte: Pezo da Regoa
Grafia Actual: Peso da Régua

Localização
Distrito em 2000: Vila Real

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Freguesias

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Canelas
Distrito (2000): Vila Real
Concelho (2000): Peso da Régua

Toponímia
Nome em 2000: Canelas
Nome na fonte: Canelas

Divisão Administrativa à época (1768)
Província: Beira
Comarca: Lamego (correição)
Município: Peso da Regua

Localização
Distrito em 2000: Vila Real
Concelho em 2000: Peso da Régua

Fonte: Paulo Dias de Niza - 1768
Mensagem: Esta terra não foi identificada na obra de Carvalho da Costa, mas surge como freguesia no mapa administrativo actual.

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Covelinhas
Distrito (2000): Vila Real
Concelho (2000): Peso da Régua

Toponímia
Nome em 2000: Covelinhas
Nome na fonte: Covelinhas

Divisão Administrativa à época (1768)
Província: Beira
Comarca: Lamego (correição)
Município: Peso da Regua

Localização 
Distrito em 2000: Vila Real
Concelho em 2000: Peso da Régua

Fonte: Paulo Dias de Niza - 1768

Mensagem: Esta terra não foi identificada na obra de Carvalho da Costa, mas surge como freguesia no mapa administrativo actual.

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Peso da Regua/São Faustino
Distrito (2000): Vila Real
Concelho (2000): Peso da Régua

Toponímia
Nome em 2000: Peso da Régua
Nome na fonte: S. Faustino
Grafia Actual: São Faustino
Orago: São Faustino

Divisão Administrativa à época (1706)
Província: Beira
Comarca: Lamego (correição)
Município: Peso da Regua

Localização
Distrito em 2000: Vila Real
Concelho em 2000: Peso da Régua

Fonte: Corografia Portuguesa, Padre António Carvalho da Costa - 1706

in CAPITULO XXV.

Dos Concelhos de (...), Pezo da Regoa, & Couto da Ermida.

(...)

O Concelho, & Couto da Ermida fica cinco legoas de Lamego, de cujo Bispado he, para o Poente, he da Coroa, tem 300. visinhos com huma Igreja Parroquial dedicada a N. Senhora da Conceição, Reytoria da collação ordinaria, que apresenta a Casa de Bragnaça: os dizimos desta Igreja recolhe o Commendador da Ordem de Christo & paga ao Reytor. He abundante de pão, vinho, frutas, gado, & caça.

O Concelho de Pezo da Regoa está no Bispado do Porto junto do rio Douro duas legoas de Lamego para a parte do Norte: tem huma Igreja Parroquial da invocação de S. Faustino, Curado, com 306. visinhos, pessoas mayores 915. menores 160. Produz muito vinho, & azeite: he da Coroa.

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Vinhós
Distrito (2000): Vila Real
Concelho (2000): Peso da Régua

Toponímia
Nome em 2000: Vinhós
Nome na fonte: Vinhós

Divisão Administrativa à época (1768)
Província: Beira
Comarca: Lamego (correição)
Município: Peso da Regua

Localização
Distrito em 2000: Vila Real
Concelho em 2000: Peso da Régua

Fonte: Paulo Dias de Niza - 1768

Mensagem: Esta terra não foi identificada na obra de Carvalho da Costa, mas surge como freguesia no mapa administrativo actual.

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Fontes: 
Corografia Portuguesa, Padre António Carvalho da Costa - 1706
Paulo Dias de Niza - 1768
via www.cidehusdigital.uevora.pt/municipio_corografia/peso-da-regua/, [20dez2017]

Concelho de Penaguião em 1700

1700

COROGRAFIA PORTUGUEZA, E DESCRIPÇAM TOPOGRAFICA DO FAMOSO REYNO DE PORTUGAL, ...

P. ANTONIO CARVALHO DA COSTA

TOMO PRIMEYRO
Anno M DCC VI

TRATADO VI

CAP. XVI
Do Concelho de Penaguião, pág. 410 a 414
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Concelho de Penaguião.

Fica este Concelho na Comarca de Sobre Tamega da parte do Nascente olhando para elle da Cidade do Porto: he senhor delle o Marquez de Fontes, que apresenta in solidum todos os officios no que toca às Justiças que conhecem do civel, & crime, para o que tem hum Ouvidor, dous Juizes ordinarios, hum dos Orfãos, & cinco Escrivaens, & mais Officiaes pertencentes ao governo das Justiças, servindolhe de Relaçam a Camara do dito Concelho, aonde fazem Audiencias, a qual tem dous Vereadores, & pertence a estes o governo da Republica deste destricto. E ao Ouvidor como Ministro de mayor supposiçam (ainda que nenhum delles he Letrado) pertence prover as Justiças dos outros Concelhos mais inferiores subordinados a este de Penaguião, por ser cabeça de todos, como são Fontes, Moura morta, & Godim. Tem dez Companhias da Ordenança, subordinadas ao Capitão mór dellas, & este com as ditas Companhias ao Geral das Armas da Provincia de Trás os Montes. Tem quatorze Freguesias, que são as seguintes.

Santa Eulalia da Comieira, Abbadia da Mitra de Braga, que rende tres mil cruzados, tem cincoenta visinhos, & estas Ermidas, Nossa Senhora da Urea, Nossa Senhora da Esperança, Santa Barbora, Santa Anna no lugar de Veiga, S. Payo no lugar de Britello: he esta Freguesia abundante de todos os frutos com huma fonte em cada lugar, & fica entre dous rios, hum da parte do Norte, que chamão o Sordo, & passa pelo lugar de Relvas, & outro da parte do Sul, que chamão o da Veiga, sendo que já hum Historiador lhe deo o nome de rio de Arcadella, tomando-o de hum lugar mais acima, & ambos entrão em o rio Corgo.

Santo Adrião de Cever, Abbadia que apresenta o Marquez de Fontes, que rende quinhentos mil reis, tem cento & trinta & seis visinhos, & estas Ermidas, S. Martinho, Santa Margarida, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Egypto, Santo Antonio, S. Francisco, & S. Paulo: tem sete lugares com nove fontes; os frutos são muy saborosos, porém de pouca dura, por ser clima muito quente.

S. Miguel de Lobrigos, curado annexo à Abbadia de S. João de Lobrigos, tem cem visinhos, & estas Ermidas, santa Martha (em cujo lugar está o Tribunal do Concelho, com sua cadea, sendo este o superior de todos) Santa Comba, Nossa Senhora da Guia nas Leyras, & Nossa Senhora da Piedade em Lorentim.

S. João de Lobrigos, Abbadia do Padroado do Marquez de Arronches, qque rende tres mil & quinhentos cruzados, tem duzentos visinhos, & estas Ermidas, o Espirito Santo, S. Lourenço, S, Pedro, Santo Antonio, S. Gonçalo, & N. Senhora da Graça: os frutos principaes são o vinho, & azeite com bastantes frutas, & cinco fontes.

S. Faustino da Regoa tem quatrocentos visinhos, & estas Ermidas, o Espirito Santo, Santo Antonio, & Ascensão em Godim: rende tres mil Cruzados,

página 410

& trezentos mil reis desta renda são duas parte do Bispo do Porto, & huma do Arcediago da Regoa, que apresenta hum Cura nesta Igreja: os frutos são o vinho, & Azeite, com poucas fontes, & a rega o Douro pela parte do Sul.

S. Miguel de Fontellas, Abbadia do Bispo do Porto, que rende dous mil cruzados, tem trezentos visinhos, & estas Ermidas, o Espirito S. & S. Paulo: os frutos são vinho, azeite: tem muitas fontes de boa agua, & a rega o Douro pela parte do Sul.

Santa Maria de Oliveira, Abbadia do Bispo do Porto, que rende trezentos mil reis, tem cem visinhos, & duas Ermidas, nossa Senhora da Esperança, & N. Senhora do Quintam; parte com o Douro com a parte Sul, & tem poucas fontes.

Santa Maria de Sydiellos rende mil cruzados para as Freyras de Monchique da Cidade do Porto, as quaes apresentam hum Cura annual: tem trezentos & setenta visinhos, & estas Ermidas, o Espirito Santo, S. João, & S. Sebastião; recolhe bastante pão, frutas, & castanha, & he terra sádia, com muitas fontes de boa agua.

S. Pedro do Loureyro, Abbadia que apresentam os senhores de Murça, que rende seiscentos mil reis, tem trezentos visinhos, & estas Ermidas, Nossa Senhora da Vida, S. Sebastião, & S. Gonçalo: os frutos são vinho, & Castanha, com muitas fontes de excellente agua, & boa vista sobre o Douro.

Santa Comba de Moura Morta, Vigairaria que apresenta o Commendador desta Commenda, que he de Malta, rende setecentos mil reis, mas tem a mais da renda fóra da Freguesia, a qual tem setenta visinhos, com muitas fontes de boa agua: os frutos são pão, castanha, & frutas.

S. Salvador de Medrões, Abbadia do Padroado do senhor de Murça, que rende duzentos mil reis, tem duzentos visinhos, & estas Ermidas, Nossa Senhora do Monte, Nossa senhora dos Remedios, & a Igreja de S. Pedro, aonde os Clerigos do Concelho tem sua Irmandade, que he sua propria: he terra fesca, produz vinho, frutas, & castanha, & tem muitas fontes de boa agua.

Santo André de Medim tem oitenta visinhos com hum Vigario confirmado, que apresenta o Bispo do Porto; rende quatrocentos mil reis para os Frades de S. Domingos de ansede, & tem estas Ermidas, S. Sebastião, Santo Antonio, Santa Anna a da Portella, & Nossa Senhora da Apresentação: produz vinho, & azeite, & tem poucas fontes.

Santiago de Fontes, Vigairaria confirmada, que apresenta o Commendador da Ordem de Malta, rende tres mil cruzados, tem trezentos visinhos, & estas Ermidas, S. Sebastião, Nossa Senhora do Vizo, o Espirito Santo em Taboadello, S. Pedro, & S. Maria Magdalena.

S. Sebastião de Fornellos, Curado annual que apresenta o Commnedador de Santiago de Fontes, aonde vay metida a renda, por ser annexa: tem oitenta visinhos, & huma fonte; he terra sádia, recolhe pão, vinho azeite, & castanha.

A este Concelho de Penaguião deu foral ElRey Dom Manoel em Evora aos 15. de Dezembro de 1519. & à honra de Fontes, de que he senhor o Marquez Dom Rodrigo Pedro Annes de Sá Almeyda & Menezes, cuja illustre varonia he a seguinte.

Sendo esta familia tam antiga, nam dá noticia della o Conde Dom Pedro, havendo em seu tempo fidalgos deste appellido; com razão diz o Marquez de Montebello, que se podião queixar do Conde Dom Pedro os do

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appellido de Sá, pois fallando em D. Theresa Gonçalves de Sá, que casou com Rui Gomes de Telha, & repetindo em outras partes este appellido, se nam lembrou de fallar nesta familia, que tem por Armas o campo exequetado de prata, & azul de seis peças em faxa: timbre meyo bufo de sua cor enxequetado de prata com huma argola de prata nas ventas.

Os Sás, conforme diz Frey Francisco Brandão na quinta parte da Monarchia Lusitana liv.17.cap.20. procedem de João Affonso de Sá, que foy vassallo delRey Dom Affonso o Quarto, ainda que dá noticia mais antiga em Gonçalo de Sá, primeiro povoador da Villa de Mello, & que entendia que era natural da Freguesia de Santa Maria de Sá no Julgado de Cea, por ser tres legoas da Villa de Mello, se dispuzera a povoar aquella Villa; tambem dá noticia de Mem de Sá, & de Gil Martins de Sá, hum em tempo delRey Dom Diniz, & outro em tempo delRey Dom Affonso o Quarto, & que lhe parecia que este Mem de Sá, como deste Gil Martins de Sá, descendia a illustre Casa de Penaguião.

João Affonso de Sá, em quem dão principio os Nobiliarios a esta familia, foy senhor da quinta de Sá no termo de Guimaraens; foy filho de Payo Rodrigues de Sá, que no Concelho de Lafoens tinha muita fazenda, & neto de Rodrigo annes de Sá, & de sua mulher Dona Mecia Rodrigues do Avelar: foy este João Affonso de Sá casado com Dona Theresa Rodrigues de Berredo, & tiverão, a Rodrigo Annes de Sá, que foy Alcayde mór do Castello da Gaya junto da Cidade do Porto, que lhe deu ElRey Dom Pedro, & senhor da renda de Gaya, & Villa nova junto a Gaya, que lhe deu ElRey Dom Fernando, como diz Fr. Francisco Brandão, & que havia de servir com certas lanças, como naquelle tempo se costumava: foy Embayxador delRey Dom Pedro ao Papa Gregorio Undecimo, & lá casou com D. Cecilia Colona, filha de Diogo Colona, que foy duas vezes Senador de Roma, & de huma senhora illustre, que tinha muitas terras em Sicilia, Neta de Pedro Colona Senador de Roma: bisneta de Jacobo Colona, commummente chamado Jacomo Sarra, & de outros Sarra Colona, Senador de Roma, irmão do grande Estevão Colona Senador de Roma, & senhor de Palestina, que por seus grandes feitos mereceo o nome de Magno, & Pay da Patria, & ambos coroàrão ao Emperador Ludovico Bavaro na Igreja de S. Pedro, & por isso puserão huma coroa de ouro sobre a colummna de prata, insignia da Casa de Colona desde Cayo Mario: terceira neta de João Colona, Senador de Roma, senhor de Galicano, & de Colona, tronco immediato das tres Casas principaes desta familia em Roma, que são os Principes de Carbonãno, os Condestables de Napoles, senhores de Ginezano, & os Duques de Zagarola, como diz Dom Tivisco de Nasao na sua Pericope Genealogica. E por abreviar foy senhora Cecilia Colona vigesima-tercia neta do grande Cayo Mario, espelndor da milicia Romana, sete vezes Consul de Roma, a quem com seu valor, & industria adquirio grandes vitorias, & dilatados dominios, pelos quaes lhe concedeo o Senado cinco vezes triunfo em seu Capitolio, aonde hoje se conservão em marmores seus trofeos, como diz Apiano no livro primeiro das Guerras civis dos Romanos. Teve este Rodrigo Annes de Sá de sua mulher Cecilia Colona a João Rodrigues de Sá o dos Galés, pelo combate, que com ellas teve com a Armada de Castella, vindo do Porto a soccorrer Lisboa, sitiada por ElRey Dom João o Primeiro de Castella; a Constança Rodrigues de Sá, que conforme alguns, casou com João Gonçalves o Zarco, o criado do Infante Dom Henrique, & descubridor da Ilha da Madeira, & a Aldonça Rodrigues de Sá, Abbadeça do Rio tinto.

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João Rodrigues de Sá o das Galés foy Camareiro mór delRey Dom João o Primeiro, Alcayde mór da Cidade do Porto, senhor de Cever, & Matosinhos, & de toda a Casa de seu pay; casou com Dona Isabel Rodrigues Pacheco, filha de Diogo Lopes Pacheco, senhor de Ferreira de Aves, & de Penella, & teve a Fernando de Sá, & a Gonçalo de Sá.

Fernão de Sá foy senhor das terras de seu pay, & Camareiro mór dos Reys Dom Duarte, & Dom Affonso o Quinto, de cuja parte morreo na batalha de Alfarrobeira; casou com Dona Felippa da Cunha, filha de Gil Vaz da Cunha de Basto, & Montelongo, & teve a João Rodrigues de Sá, a Gil Vaz da Cunha, a Diogo da Cunha, & a Dona Isabel da Cunha, que casou com Luiz de Brito, senhor do Morgado de Santo Estevão de Beja, & de S. Lourenço de Lisboa; & a Dona Maria da Cunha, que casou com Luiz Freyre de Andrade, senhor de Bobadella.

João Rodrigues de Sá foy senhor das terras de seu pay, Alcayde mór, & Veador da Fazenda do Porto, & Fronteiro de Entre Douro, & Minho: casou tres vezes, & da primeira, que foy Dona Catherina de Menezes, filha de Luiz de Azevedo, Veador da Fazenda delRey Dom Affonso o Quinto, teve, entre outros filhos, a Henrique de Sá & Menezes (chamado de Menezes por hum Morgado, que lhe deixou sua avò materna D. Aldonça de Menezes, filha de Dom Pedro de Menezes, Conde de Viana) foy senhor da Casa de seu pay, & casou com Dona Beatriz de Menezes, filha de Dom João de Menezes, senhor de Cantanhede, & de Leonor da Sylva, de que teve, entre outros filhos, a João Rodrigues de Sá, chamado o Velho, porque viveo cento & quinze annos, o qual foy grande poeta, & Orador, & Embaixador ao Emperador Carlos Quinto sobre o casamento da Princesa Dona Joanna filha delRey Dom João o Terceiro: casou com Dona Camilla de Noronha, filha de Dom Martinho de Castellobranco, primeiro Conde de Villa-nova de Portimão, da qual teve a Dom Francisco de Sá, Conde de Matosinhos, que por falecer sem filhos, lhe succedeo na Casa seu sobrinho João Rodrigues de Sá, filho de seu irmão Sebastião de Sá, que passou à India, aonde servio com grande opinião, & foy Capitão de Sofala; morreo na batalha de Alcacere; foy casado com Dona Luiza Henriques, filha de Dom Francisco Pereira, Commendador do Pinheiro, & de sua segunda mulher Dona Joanna de Tavora, de que teve, entre outros filhos, a Dom João Rodrigues de Sá, que foy o primeiro Conde de Penaguião por mercè delRey Dom Felippe o Segundo: casou com Dona Isabel de Mendonça, filha de Dom João de Almeyda, senhor do Sardoal, & Alcayde mór de Abrantes, & teve, entre outros filhos, a Dom Francisco de Sá & Menezes, que foy segundo Conde de Penaguião, & Camareiro mór de Felippe o Quarto, officio que largou a seu filho Joaó Rodrigues de Sá: casou com Dona Joanna de Castro, filha de João Gonçalves de Ataíde, quinto Conde de Atouguia, de que teve, entre outros filhos, a Dom João Rodrigues de Sá & Menezes, que foy terceiro Conde de Penaguião, Camareiro mór delRey Dom João o Quarto, do seu Conselho de Estado, & Embaixador a Inglaterra: foy pessoa de grande supposição, & casou com Dona Muiza Maria de Faro, filha de Dom Luiz de Ataíde, sexto Conde de Atouguia, & de Dona Felippa de Vilhena, da qual teve, entre outros filhos, a Dom Francisco de Sá & Menezes, que foy quarto Conde de Penaguião, &

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primeiro Marquez de Fontes por mercè delRey Dom Affonso o Sexto, de quem foy Camareiro mór: casou com Dona Joanna de Alencastre, viuva de Dom Rodrigo Telles de Castro & Menezes, segundo Conde de Unhão, que era filha de Dom Rodrigo de Alencastre, Commendador de Coruche, & de Dona Ines de Noronha, de que teve a Dom João Rodrigues de Sá & Menezes, que foy segundo Marquez de Fontes, & morreo de dezaseis annos, & lhe succedeo seu irmão D. Rodrigo Pedro Annes de Sá Almeyda & Menezes, que he terceiro Marquez de Fontes, & Sexto Conde de Penaguião, Cavalheiro de muitas prendas, & muy sciente nas Mathematicas: foy casado com Dona Isabel de Lorena, filha unica de Dom Nuno Alvares Pereyra, primeiro Duque do Cadaval, & de sua segunda mulher Dona Maria Henriqueta de Lorena, filha do Principe de Arcurt em França, da qual tem a Dom Joachim Francisco Rodrigues de Sá Almeyda & Menezes, que he setimo Conde de Penaguião, a Dona Anna Maria de Lorena, & a D. Maria Luiza Sofia Palatina.

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Ver tb http://www.cidehusdigital.uevora.pt/municipio_corografia/penaguiao/
in Corografia Portuguesa, Padre António Carvalho da Costa - 1706 - http://www.cidehusdigital.uevora.pt/textos_corografia/volume-1/da-comarca-do-porto/#page-61, [19dez2017]

yam yanes ião iães

Bayam                                           - Baião
(Pena)guyam    - goyã    - guyan   - (Pena)Guião
Guyanes                                        - Guiães


Toponímia
Guiães
Do baixo-latim [Villa] Gudilanis, 'a quinta de Gudila'. Tem os derivados Guiamonde e Guião.

Guiães in Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017.
[consult. 2017-12-18 23:17:57]. 
Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/toponimia/Guiães

Picoto

picoto

pi.co.to piˈkotu
nome masculino
1. cume elevado e agudo de um monte
2. marco geodésico, no cimo de um monte
3. pirâmide de triangulação
De pico+-oto

picoto in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-12-15 16:34:33]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/picoto

Castelo

Castelo
5030-110 FONTES SMP
Fontes, Santa Marta de Penaguião, Vila Real

Rua do Castelo
5030-110 FONTES SMP
Fontes, Santa Marta de Penaguião, Vila Real [1]

[1] https://www.codigo-postal.pt/santa-marta-de-penaguiao/fontes/4.html, [em 15dez2017]

Cortiçadas, Quinta das

Cortiçadas, Quinta das

Distrito
Vila Real

Concelho
SMarta_Penaguiao

Freguesia
Fornelos

Secção
C

in "Consulta das Secções Cadastrais do Cadastro Geométrico da Propriedade Rústica" em http://www.dgterritorio.pt/cadastro/cadastro_geometrico_da_propriedade_rustica__cgpr_/consultar_seccoes_cadastrais/, [15dez2017]

Peso da Régua

A História - Peso da Régua

A origem da fundação da Régua remonta à época romana. Aqui, os romanos terão instalado na um presidium, tornando, em virtude disso, o território comunicável com outras terras.

Contudo, alguns escritores supõem que a fundação de Peso da Régua data do reinado de D. Sancho I, entre 1202 e 1207, altura em que terá começada a povoação de  alguns lugares do concelho limítrofe de Santa Marta de Penaguião .

Em 1093, o conde D. Henrique e sua mulher D. Teresa escolheram para bispo do Porto, D. Hugo, a quem fizeram por doação, os dízimos das terras da Régua. Em 1135, os bispos do Porto fizeram deste território couto para a jurisdição civil, a qual foi confirmada por D. Pedro I ao bispo D. Afonso Peres Pinto. Em 1492 foi criado a arcediago da Régua, com metade dos dízimos.

Em 26 de Dezembro de 1513, el-rei D. Manuel atribuiu foral à Peso da Régua. Contudo, este não terá sido o primeiro foral atribuído às terras reguenses. Alguns historiadores consideram a possibilidade de o primeiro ter sido atribuído por D. Afonso Henriques, enquanto outros apresentam a possibilidade de D. Hugo ter integrado o território correspondente à Régua num foral concedido a Santa Marta de Penaguião.

As primeiras referências à Régua como vila datam de 1687, transcritas de um atribuído por D. Pedro II, para a realização de uma feira: "El-rei Faço saber que havendo respeito ao que por sua petição me representarão os Moradores da villa do Peso da Régua, e os do Concelho de Penaguião para effeito de lhes conceder licença para na dita Villa do Peso...."

A etimologia do nome de Peso da Régua não é consensual. Segundo alguns historiadores, Régua deriva de reguengo - designação de terras enquanto património dos reis. Pelo que se depreende de alguns forais, as terras de S. Faustino da Régua foram, ou fizeram parte, de um reguengo, habitadas por reguengueiros ou colonos. Outros historiadores consideram a possibilidade de o nome derivar de récua, em virtude das récuas ou ajuntamentos de cavalgaduras que os almocreves reuniam no cais, em virtude da passagem do rio Douro demorar muito tempo.

Sob o ponto de vista fonético, a primeira hipótese será pouco provável.  A segunda, apesar de aceitável, poderá não ser exata no que concerne à explicação encontrada na documentação disponível para análise.

Considerando estas hipóteses inconclusivas, a investigação histórica aponta uma terceira explicação: Régua poderá derivar de regra - termo que significava manter direito, disposição de lei. Direito esse herdado de ascendentes ou conferido a descendentes por foral.

Em conformidade com este pressuposto está a doação feita pelo conde D. Henrique a D. Hugo. Da mesma forma, poder-se-á ainda considerar a doação feita por D. Afonso Henriques ao aio D. Egas Moniz no foral de Godim, cuja área contemplada integrava Peso da Régua. O primeiro fato refere-se à confirmação de um direito por sucessão (D. Hugo) e o segundo a um direito dado a alguém que o soube merecer (D. Egas Moniz).

A descrição feita nos Anais da Vila e Concelho do Peso da Régua relativa ao concelho de Godim levam a concluir que a Régua se localizava entre Godim e a Firvida, o que permite deduzir que a Régua se regia por si, sendo, por isso, possível  uma administração com regras próprias. Mais um contributo para a validação da terceira hipótese de explicação da etimologia do termo.

Fonologicamente, a derivação do termo regra aproxima-se mais da designação atual de Régua, do que os termos reguengo ou récua.

Contudo, não existe documento que assegure qual das três hipóteses consideradas é a verdadeira. 

O nome Peso deriva do lugar onde era efetuado o peso dos géneros e se cobravam os direitos impostos a várias mercadorias. A esta parte da cidade se referiu D. Sancho I no foral passado a Godim. O documento data de 1210 da era de Cristo.

Peso da Régua foi elevada a concelho em 1836.

A história do território e das suas gentes fica marcada pela instituição na vila da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, pelo Marquês de Pombal em 1756.

Tendo mandado delimitar as vinhas do Vale do Douro com marcos de granito – Marcos de Feitoria – determinando assim as áreas de produção dos melhores vinhos, Portugal criou no Douro a primeira região demarcada e regulamentada do mundo. A partir daí, em virtude da sua localização geográfica, Peso da Régua tornou-se no centro nevrálgico da Região.

Em 1837, foi anexada à vila de Peso da Régua o concelho de Godim, com as freguesias de Godim, Loureiro, Fontelas, Moura Morta e Sedielos. A 31 de Dezembro de 1859 foram-lhe adicionadas, pela extinção do concelho de Canelas, as freguesias de Poiares, Covelinhas, Vilarinho de Freires e Galafura.

A 11 de Dezembro de 1933 foi criada a freguesia de Vinhós, desanexada da freguesia de Sedielos. Com esta desanexação, o concelho de Peso da Régua totalizou onze freguesias. Com a integração de Canelas, em 1976, o concelho completou o número atual de freguesias – doze. São elas: Canelas, Covelinhas, Fontelas, Galafura, Godim, Loureiro, Moura Morta, Peso da Régua, Poiares, Sedielos, Vilarinho de Freires e Vinhós.

Peso da Régua foi elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985.  Em 1988 foi reconhecida pelo Office Internacional de la Vigne et du Vin como Cidade Internacional da Vinha e do Vinho.

in http://www.cm-pesoregua.pt/index.php/turismo/historia, [em 14dez2017]

S. Gonçalo de Amarante

S. Gonçalo de Amarante


Fornelos - Capela de S. Gonçalo de Amarante [1]

«Edifício de planta rectangular, rebocado a branco com rodapé pintado a bege. A frontaria, abrigada pelas duas águas do pequeno alpendre de madeira, evidencia a data de 1699 sobre a porta de entrada. Esta é ladeada por dois óculos quadrilobados e gradeados e possui, ao lado direito, uma cruz pintada de verde com a imagem de Cristo crucificado em tom marfim, a denunciar obra simplista e posterior à data da construção. O alpendre é suportado por duas singelas colunas assentes sobre plintos simples e a iluminação natural do interior é ajudada por um diminuto postigo de moldura de cantaria com voamento, recortado no alçado esquerdo. No topo da fachada posterior, uma cruz de granito com base triangular pontifica as duas águas do telhado.
O interior da capela exibe um altar tríptico de talha nacional, policromo de verde, vermelho, castanho e amarelo, no qual as colunas revestidas de folhas de vide e cachos onde debicam pássaros, se misturam com variada folhagem e ornamentos florais. O altar não pertence originalmente á capela e foi aqui inserido, mesmo não a clamar por urgente restauro, tal como a mesa de altar e os gavetões laterais.
Da iconografia presente, destacam-se dois anjos tocheiros e as imagens setecentistas de madeira policroma de São Gonçalo, de Santa António e de Nossa Senhora do Rosário.» [2]


Lobrigos, (S João Baptista) - Capela de São Gonçalo

«Esta capela ergue-se num adro elevado, cingido por muro, ao qual se ascende por uma escada de seis degraus.
Trata-se de um edifício do século XIX, de planta rectangular, que exibe esmeradas cantarias no rodapé da frontaria, molduras de portas e janelas, cunhais e cornija.
Na fachada principal aprecia-se a entrada com moldura relevada, de arco abatido e pequenos ornatos laterais e fecho central proeminente. Sobre a porta repousa a moldura exuberante de folhagem e volutas de um janelão gradeado. Esta abertura, sub- rectangular, com um pequeno frontão de arco abatido é sobrepujada por uma sineira enquadrada por uma armação de ferro forjado. A frontaria remata com cornija contracurvada, em jeito de falso frontão, ladeada por plintos com fogaréus. O motivo central deste remate faz-se comum plinto ornado de volutas e cruz florenciada a que, ‘algo injustamente, justapuseram uma cruz branca luminosa. As duas janelas laterais da frontaria possuem igualmente boas cantarias e estão gradeadas.
A sacristia, mais recente, é adossada à fachada posterior, essa mesma cujos ângulos estão pontuados de plintos com pináculos globulares a ladearem uma cruz lanceolada, assente em plinto, colocada no topo das duas águas da cobertura.
O interior possui um altar-mor de madeira, em tom de marfim e dourado, de gosto eclético, onde são visíveis aspectos da gramática decorativa da renascença e do barroco. Na Fachada oposta desenvolve-se o coro-alto concebido em cimento, com varandim forçado.
Nesta capela algumas imagens merecem especial destaque. Referindo-nos a um São Gonçalo, e uma Nossa Senhora da Graça que podem ser atribuídos ao séc. XVIII, e a um São Bento e um Santo Agostinho que presumimos serem da centúria anterior: séc. XVII.» [3]


Cidadelhe - Festividade: São Gonçalo (variável em Junho) [4]; Capela de São Gonçalo [5]

«Arquitectura religiosa, vernácula. Capela seiscentista ou setecentista, de planta longitudinal simples, interiormente iluminada pelos óculos axiais e com tecto de estuque. Fachadas rebocadas e pintadas a principal terminada em empena truncada por sineira, e rasgada por portal de verga recta entre óculos. Fachadas laterais cegas e a posterior terminada em empena. No interior conserva retábulo maneirista, tipo edícul, de talha dourada e policroma.
Descrição
Planta longitudinal, rectangular, de corpo único, coberto por telhado de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco com cunhais e faixa em cimento encarapinhado, pintada de cinzento, e terminadas em cornija de betão sobreposta por beirada simples. Fachada principal orientada a O., terminada em empena truncada por sineira de uma ventana encimada por cruz latina. Portal de verga recta, moldurada, ladeada por dois óculos circulares com moldura em granito polido e grade formando roseta. Sobre o portal existe lápide rectangular inscrita. Fachadas laterais cegas, tal como a posterior, que termina em empena, coroada por cruz latina. INTERIOR de espaço único, com pavimento de azulejo castanho de padrão geométrico, paredes rebocadas e pintadas de branco, com silhar de azulejo azul e branco de padrão geométrico e tecto de masseira, de estuque com as molduras definidoras dos panos em carapinha. Sobre o supedâneo dispõe-se mesa de betão pintada de branco, com o retábulo-mor, de talha dourada e policroma, de planta recta e três panos definidos por quatro colunas torsas, decoradas por pâmpanos e aves, sobre mísulas e de capitéis coríntios; ao centro possui nicho em arcod e volta perfeita, com boca rendilhada e interiormente pintado, albergando imaginária; nos eixos laterais tem painéis pintados de azul e uma flor verde; sobre o entablamento, desenvolve-se o ático, em tabela rectangular, pintada de azul com losango, delimitada por quarteirões, e terminada em cornija e elementos fitomórficos vazados; flanqueiam a tabela motivos vegetalistas volutados e, sobre o alinhamento das colunas, pináculos fitomórficos; banco com apainelado de acantos.
Acessos
EM 1328, entre Cidadelhe e o Bairro Novo, situando-se a capela ao lado da estrada. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,176863; long.: -7,844905
Protecção
Incluído no Alto Douro Vinhateiro - Região Demarcada do Douro (v. PT011701040033)
Grau
3
Enquadramento
Rural, isolado, ao lado da estrada e sem separador da mesma, mas inserida num adro, lateral e posteriormente delimitado por muro e paviementado a paralelos de granito. Insere-se na Portela entre a Região demarcada do Douro e o Marão. Na proximidade fica o campo de futebol e o Castro de Cidadelhe.
Descrição Complementar
No interior encontra-se um grande conjunto de Ex-Votos de cera suspensos em ambas as paredes laterais.
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: capela com culto ocasional em missas de encomenda ou na festa anual
Propriedade
Privada: Igreja Católica
Época Construção
Séc. 17 / 18
Cronologia
1758, 20 Abril - referência à capela pelo abade Manuel da Costa Guimarães, nas Memórias Paroquiais da freguesia, como se erguendo fora do lugar e a N. do mesmo, a onde ocorria romaria no dia do orago e no dia de São Tiago; 1790 - reformada por Manoel Guedes, conforme inscrição na fachada; séc. 20 - colocação do silhar de azulejos.
Características Particulares
A remodelação realizada nos anos 80 conferem-lhe forte contraste entre as soluções e os materiais utilizados e os elementos mais antigos da capela, como a inscrição da fachada datada de 1790 e o altar de talha dourada e policroma; este possui estrutura maneirista com colunas pseudosalomónicas mas a cartela é rococó.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura de granito, rebocada e pintada; cunhais e faixa em cimento encarapinhado; porta de madeira; grades de ferro; molduras dos vãos e supedâneo em granito; molduras dos óculos em granito polido; pavimento e silhar de azulejos; tecto de estuque; retábulo de talha; cobertura de telha de meia-cana.
Bibliografia
AZEVEDO, Correia de, Património Artístico da Região Duriense, Vila do Conde, 1972, p. 22; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006.
Intervenção Realizada
Comissão fabriqueira: 1985, cerca - remodelação total da capela que lhe conferiu o aspecto actual.
Fonte
S.I.P.A. por Ricardo Teixeira» [5]


Fornelos - Rua de São Gonçalo [6] 

5030-227 FORNELOS SMP
Fornelos, Santa Marta de Penaguião, Vila Real



[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Fornelos_(Santa_Marta_de_Penaguião), [em 14dez2017]
[2] http://www.cm-smpenaguiao.pt/visitar/capela-de-sao-goncalo-fornelos, [em 14dez2017]
[3] http://www.cm-smpenaguiao.pt/visitar/capela-de-sao-goncalo-sao-joao-de-lobrigos, [em 14dez2017]
[4] http://www.mesaofrio.com.pt/index.php/apresentacao/cidadelhe.html, [em 14dez2017]
[5] http://www.mesaofrio.com.pt/index.php/cidadelhe/capela-de-sao-goncalo.html, [em 14dez2017]
[6] https://www.codigo-postal.pt/santa-marta-de-penaguiao/fornelos/2.html, [em 15dez2017]