TERRAS DE PENAGOYÃ:

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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Godim, Opúsculo sobre

Arquivo: Edição de 07-08-2009
SECÇÃO: Região

...da região é a única
Junta de Godim inova

Numa louvável iniciativa da Junta de Freguesia de Godim, de que é Presidente o nosso estimado amigo Fernando Carvalhosa, foi editado um pequeno e bem elaborado opúsculo referente ao processo de Ordenação Heráldica da freguesia de Godim. 
Todos, principalmente os Godinenses, devem adquirir para tomar conhecimento e apreenderem as raizes da sua freguesia. 
Pena é que todas as demais juntas não sigam o exemplo que além de cultural e educativo não deixa mesmo de ser altamente bairrista. Descrição de Simbologia, Acta, Certidão, Foral da Terra de Godim e Resumo Histórico, tudo isto vem inserido no opúsculo. 
Fernando Carvalhosa, está de parabéns e, pela nossa parte, felicitamo-lo com prazer. 
Feliz ideia.

Por Fernando Guedes

in http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=274&id=16897&idSeccao=3069&Action=noticia

LIVROS COM INTERESSE

#Anais da Vila e Concelho do Peso da Régua


#Villa Regula



Autor: António Mesquita
2º Edição Revista pelo Autor, 2010

"Pode dizer-se hoje, por comprovado, que a cidade actual do Peso da Régua, abreviadamente conhecida como Régua, deriva do latim Regula, villa edificada no perímetro do cais fluvial, na margem direita do Rio Douro. Quanto ao Peso é um corónimo medieval, derivado da Casa da Câmara Municipal da Régua, onde se iniciaram as antigas funções de "Pesos e Medidas", Alfândega, reuniões do Senado e outras, que muitas povoações históricas conservam como "Casa de Ver-o-Peso", decorrente da Igreja da Régua ser transformada em Couto do Bispo do Porto, nos recuados anos de 1127.
(...)
A Villa da Regula foi ponto de passagem estratégico na Antiguidade Clássica, fazendo a ligação da comarca da Beira, pelas cidades de Lamego e Viseu, limite da Lusitânia Romana, com Trás-os-Montes, início da Callaecia, ficando perpetuada tal tradição pela Barca da Régua, local de passagem do Rio Douro. Ao seu cais terão chegado os rápidos Navios Triremes militares romanos, de modelo ao da capa do livro, para transporte de ouro extraído nas minas de Jales e Tresminas, concelho de Vila Pouca de Aguiar."

António Mesquita

HomoIbéricus

OPINIÃO
A nossa península já foi sábia
E que é ser sábio nestas circunstâncias em que há duas vontades inamovíveis e contrárias? Trata-se, é claro, de saber aproveitar todas as oportunidades para o diálogo.
10 de Outubro de 2017, 20:16

Houve um tempo em que na nossa península nasceram os que podem ser considerados os três maiores sábios das três grandes religiões do livro. Dois deles em Córdova: primeiro o muçulmano Averróis, nascido em 1126, filósofo da ciência, da tolerância e da educação — incluindo a educação das mulheres —; logo depois em 1135 o judeu Maimónides, médico, filósofo e autor do livro com um dos mais belos títulos jamais imaginados, o Guia para perplexos. O terceiro nasceu nas Ilhas Baleares, talvez em 1315: era o cristão Ramon Llull, matemático, viajante, diplomata e autor de uma novela mística na sua língua materna catalã, o Llibre de meravelles (Livro de Maravilhas, em português — esta gente tinha talento para títulos).

E houve um tempo, agora mesmo, enquanto se esperava por saber se o governo da Catalunha declarava ou não a sua independência unilateral de Espanha, em que eu só pensava nesse outro tempo em que a nossa península era sábia. Sabem porquê? Porque também houve muitos outros tempos em que a nossa península não foi sábia. Tempos em que cristãos, muçulmanos e judeus se massacraram em vez de se traduzirem, lerem e conversarem como fizeram os nossos três sábios. Tempos da Inquisição. Tempos da Guerra Civil de Espanha. Por isso, enquanto esperava pela declaração (ou não) unilateral de independência, eu só pensava nos tempos em que a nossa península foi sábia, e nos tempos em que ela não soube sê-lo.

E que tem um português a ver com isto? Tudo. A península é a nossa primeira casa. Aqui onde escrevo, Lisboa, viveu feliz Cervantes e foi publicado o Quixote no mesmo ano em que saiu em Madrid (a única outra cidade a ter esse magnífico privilégio é Valência, uma cidade de língua catalã). Em Portugal amamos e admiramos os nossos irmãos, irmãs, primos e primas galegos e castelhanos, bascos e andaluzes, catalães e de toda a Espanha. Admiramos Espanha, embora dela não tenhamos querido fazer parte. Não somos parte interessada em que haja (ou não) independência da Catalunha. Mas somos parte interessada, como portugueses e europeus, em que a nossa península saiba ser sábia nestes momentos decisivos. Por isso temos de saber ser contidos, equitativos e portadores de boa vontade.

E que é ser sábio nestas circunstâncias em que há duas vontades inamovíveis e contrárias? Trata-se, é claro, de saber aproveitar todas as oportunidades para o diálogo. Mas trata-se, acima de tudo, de não aproveitar nenhuma das oportunidades que sempre se oferecem para agir de orgulho ferido. Não faltam razões legais, políticas, culturais e económicas para a inflexibilidade — de parte a parte. Não faltam nunca ocasiões para tentar humilhar o outro. É preciso recusá-las a todas.

Não é tarde para que o diálogo se faça. As saídas possíveis são muitas: um pacto para realização de um referendo legal, só na Catalunha ou em toda a Espanha; novas eleições na Catalunha ou em toda a Espanha; um roteiro para uma Espanha federal; uma república catalã consensualmente independente ou unida confederalmente a Espanha. O problema não está nas saídas, está nas entradas: quem terá a coragem de abrir a porta ao diálogo? A decisão anunciada por Puigdemont em Barcelona, — de declarar a independência mas imediatamente suspender os seus efeitos —, pode ser uma porta entreaberta. Se o governo de Rajoy, em Madrid, entender este gesto como oportunidade para abrir o resto da porta e não para a fechar com estrondo, poderemos ter aqui um início de solução.

Ouçamos o mais velho de todos os sábios peninsulares. Também nasceu em Córdova, há pouco mais de dois mil anos: Séneca. Explicou no seu A Constância da Sabedoria (bom título, bom título) que o sábio é aquele que, na verdade, só é vencido pela sua facilidade em sentir-se insultado e a sua vontade de humilhar. Ceder a essas fraquezas é a verdadeira derrota. Resistir ao orgulho, condição para a convivência, a verdadeira vitória. A última frase de Séneca, assim contextualizando o que ele entende como verdadeira vitória (sobre nós mesmos e não sobre os outros) diz assim: “não se dar por vencido é ser mais forte que o destino e, assim, fazer parte da república do género humano”. Ainda vale a pena meditar bem no que queria dizer com isto o mais velho sábio da nossa península, e agir em conformidade.

RUI TAVARES
Historiador
https://www.publico.pt/2017/10/10/mundo/opiniao/a-nossa-peninsula-ja-foi-sabia-1788398 [02nov2017]

Couto

Couto
Carta de couto, uma declaração de doação de propriedade.

Couto (do latim cautum; cotum, coto, couto e coito) definia, no século IX, um lugar imune. O termo também era utilizado como ordenação, multa, apreensão de bens, protecção, limite e marco.

As doações de couto, frequentes entre os séculos IX e XIII, como expressão senhorial, implicavam o privilégio da proibição de entrada de funcionários régios (juízes, meirinhos, mordomos etc.) na terra coutada. Definia-se oficialmente, no reinado de D. Dinis, o acto de coutar uma terra como escusar os seus moradores da hoste e do fossado, do foro e de toda a peita, ou seja, imunidade perante os impostos e justiça reais. As cartas de couto podiam ser concedidas pelo Rei (como recompensa de serviços ou por necessidade de povoamento) a nobres ou eclesiásticos e pelos senhores da terra ou pela Igreja, dentro dos seus domínios.

Desde o início do século XIII, são tomadas medidas de repressão dos abusos que existiam nos coutos. A legislação do século XV reduziu-os, praticamente, aos coutos dos homiziados, ao lado das coutadas, que continuaram como último vestígio dos privilégios senhoriais.

Os coutos de homiziados constituíam-se em terras a que poderiam acolher-se, libertando-se das penas em que tivessem incorrido, quaisquer criminosos, salvo os incriminados por aleive (traição).

Uma lei de 1433 excluía do direito de asilo nos coutos os crimes de traição, heresia, sodomia, homicídio e furto público. Note-se que as Ordenações Manuelinas excluíram dos coutos os moedeiros falsos, os falsários de escrituras e os que atacassem os oficiais da justiça.

Com as conquistas ultramarinas, as praças de Marrocos, a costa de África e o Brasil converteram-se em autênticos coutos de homiziados, sujeitos à legislação da Metrópole.

Todos os coutos foram extintos por lei de 1692, embora só acabando definitivamente em 1790.

in Wikipédia, a Enciclopédia Livre; www/pt.wikipedia.org/wiki/Couto; [Consulta em 30out2017]

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico...



Portugal antigo e moderno : Diccionario Geographico, Estatistico, Chorografico, Heraldico, Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias. Se estas são notaveis, por serem patria d’homens celebres, por batalhas ou noutros factos importantes que nellas tiveram logar, por serem solares de familias nobres, ou  por monumentos de qualquer natureza, alli existentes. Noticia de muitas cidades e outras povoações da Lusitania de que apenas restam vestígios ou somente a tradição.
Pinho Leal, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de


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in https://genealogiafb.blogspot.pt/2015/02/portugal-antigo-e-moderno-diccionario_27.html

São Miguel vs Endovélico

«De acordo com o Cristianismo, foi o arcanjo São Miguel que expulsou Satanás do Paraíso. Ora, o culto a Endovélico foi transformado precisamente no culto a São Miguel, que, segundo a lenda, interveio directamente em auxílio de D. Afonso Henriques nas batalhas contra os almóadas berberes da quinta dinastia moura. Depois da tomada de Santarém aos muçulmanos, D. Afonso Henriques terá criado a Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala em 1147, que ficou sobre as ordens dos Templários, e São Miguel de Arcanjo tornou-se no primeiro padroeiro de Portugal. O autor José Leite de Vasconcelos afirma, no seu livro "Religiões da Lusitânia Vol. II", que o Endovélico adoptou a forma de São Miguel face à impossibilidade de ser convertido no único e verdadeiro Deus: "Sabe-se que os Christãos dos primeiros tempos olhavam aquelle santo como um dos génios tutelares da medicina, e é pois natural que a designação de S. Miguel succedesse à de Endovellico". »

 in http://bloguedofirehead.blogspot.pt/2014/11/ai-o-endovelico-e-que-e-o-nosso-deus.html [em 26out2017]

Endovélico

E, como não podia deixar de sêr , os Lusitânos/Portuguêses não O esquecêram, do Tanto que Lhe devem , dêsde os tempos da sua  História Ancestral  até  Hôje …

Endovélico e/ou Andovélico - ENDOVÉLICO (ENDOVELLICO, INDOVELLICUS) – O Dêus mais importante da Lusitânia. É um Dêus de Cura ,  ligado aos milagres e à Fé, assim como o da Medicina, da Saúde, da Terra e da Natureza, mas também ,  um Dêus Protectôr da Vida após a morte. É considerado também , Dêus  da Sabedoria e o Génio da Montanha. Chamam-lhe O Muito Bom. 
Manifesta-se também como ANDOVÉLICO , uma Entidade Celestial , Solar e Evolutiva do Dêus Suprêmo , O  Endovélico , representando  o Bem . Está Ligado aos Elementos do Ar e do Fôgo.
O Cristianismo transformou-O no Arcanjo São Miguel e  Padroeiro da Lusitânia/Portugal. Era adorado em Outeiros/elevações em tôda a Lusitânia , e é por isso que os Outeiros em Portugal ,  onde houve cultuação ao Andovélico/Endovélico , se chamam de São Miguel , em Louvôr ao Santo e Poderôso Arcanjo , Protectôr da Lusitânia/Portugal .

in http://macieluxcitania.blogspot.pt/2013/10/diade-sao-miguel-arcanjo-o-padroeiro-e.html [em 26out2017]