TERRAS DE PENAGOYÃ:

Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?
"

Por Monteiro de Queiroz, 2018

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Petição quer impedir que seja dado o nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo

Petição quer impedir que seja dado o nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo

Marcelo Rebelo de Sousa tinha sugerido o nome de Soares para o novo aeroporto.

Uma petição quer que o novo aeroporto do Montijo tenha outro nome que não Mário Soares.
O texto da petição quer que seja definido um novo nome “devendo ficar completamente colocada de parte o nome de Mário Soares”.
Nem para o aeroporto nem para “qualquer outra obra de grande envergadura”, diz a petição.
Haja respeito por mais de 1 milhão de portugueses que foram mais que prejudicados por esse fulano”, conclui a petição.
A petição já conta com mais de 2.700 assinantes.
Recorde-se que foi Marcelo Rebelo de Sousa a sugerir o nome do antigo Presidente da República para o novo aeroporto do Montijo.

in https://sol.sapo.pt/artigo/549402/peticao-quer-impedir-que-seja-dado-o-nome-de-mario-soares-ao-aeroporto-do-montijo

Factos Alternativos


Kellyanne Conway cunhou o termo "factos alternativos"
durante uma entrevista a 22 de Janeiro de 2017.

A expressão "factos alternativos" ganhou notoriedade após ser utilizada pela Conselheira do Presidente dos Estados Unidos da América, Kellyanne Conway, durante uma entrevista no programa televisivo Meet the Press da NBC, a 22 de Janeiro de 2017, em que ela defendeu a declaração falsa de Sean Spicer, Porta-voz da Casa Branca, sobre o número de pessoas que assistiram à tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos. Quando pressionada pelo entrevistador Chuck Todd para que explicasse o motivo pelo qual Spicer teria dito uma "falsidade comprovável", Conway respondeu: "Não seja excessivamente dramático em relação a isso, Chuck. Você diz que é uma falsidade, e ... o nosso porta-voz, Sean Spicer, forneceu factos alternativos a isso." Todd respondeu, dizendo: "Repare, factos alternativos não são factos. São mentiras."

O uso da expressão "factos alternativos" para descrever algo amplamente considerado como falso foi ridicularizado nas redes sociais e fortemente criticado nos Estados Unidos pelos jornalistas Dan Rather, Jill Abramson, e a Public Relations Society of America. A frase foi largamente descrita como orwelliana; até quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017, as vendas do livro Mil Novecentos e Oitenta e Quatro tinha aumentado 9,500%, tornando-se no best-seller número 1 da Amazon.com.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ver +++ em www.pt.wikipedia.org/wiki/Factos_alternativos

Alcunhas de Família

Família
"de Oliveira da Costa - Monteiro" e "Feliciano de Queiroz"

Ouvi da minha mãe, Maria de Lourdes, conhecida por Lourdes do Pancho, que a família possuía as seguintes alcunhas:

- Panchos: Alcunha derivada do meu visavó Francisco Monteiro, o Pancho, da enorme família dos Monteiros de Santa Comba (de Penaguião), Douro. O Francisco terá dado origem à família dos Panchos derivado do seu nome Francisco. Assim se referiria a ele o seu pai, ou avô, ao chamá-lo de Pancho ou Panchito. Segundo www.en.wikipedia.org/wiki/Pancho, «Pancho is a male nickname for the given name Francisco or Francis, ...», ou seja, «Pancho é um apelido masculino para o nome dado Francisco ou Francis, ...»

- Cavalos do Seixo: Segundo a minha mãe, os Panchos descendiam de uma família que possuía cavalos usados nos transporte de farinha dos moínhos do rio Corgo até Santa Marta; sempre fiquei com a ideia de que seriam moleiros. Daí serem apelidados de Cavalos do Seixo, referindo-se tanto aos cavalos que possuíam assim como ao local onde residiriam: o Seixo. Um dos meus tios avós, Américo Monteiro, o Pelado, ou Américo Pancho, tio paterno e padrinho da minha mãe, chegou a possuir cavalos, tendo um deles caído numa vinha e morrido por se ter espetado num ferro. Dessa forma, pelo que me recordo, cheguei a comer carne de cavalo.

- Cidadões: Ainda segundo a minha mãe, a família dos Cidadões, de Santa Marta (de Penaguião), da qual fazemos parte através minha avó materna, Silvina de Oliveira, a Cidadõa, descende de Manoel da Costa, o Cidadão, de Medrões (de Penaguião), casado com Antónia de Oliveira, de Santa Marta (de Penaguião), meus bisavós maternos pela linha feminina. Manoel da Costa era uma pessoa com algum estatuto em Santa Marta por ser funcionário da Câmara Municipal do Peso da Régua e ser "bem apresentado": daí o epíteto de "O Cidadão", segundo a família. No entanto, após consulta dos assentos de baptismo da Paróquia de Medrões, ao qual voltarei mais tarde, já um antepassado seu de Medrões usava o epíteto "O Cidadão".

Já do meu pai, Alberto (Torrinhas), filho do Zé Torrinhas, soube a história dessa alcunha:

- Torrinhas: Alcunha derivada do facto de o meu avô paterno, José Feliciano de Queiroz, o Zé Torrinhas, ter trabalhado desde jovem na Casa Grande, em Santa Comba. Nessa casa existia lá um senhor que era, ao que me recordo, o feitor: o Sr José Torres. "José" do Sr Torres e "José" do meu avô originou que a este, por ser mais novo, o passassem a chamar de Zé Torrinhas.

por Eduardo José
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Américo Monteiro, o Pelado, ou Américo Pancho
Antónia de Oliveira
Cavalos do Seixo
Cidadões
Francisco Monteiro, o Pancho, ou Panchito
José Feliciano de Queiroz, o Zé Torrinhas
Maria de Lourdes, ou Lourdes do Pancho
Manoel da Costa, o Cidadão
Panchos
Silvina de Oliveira, a Cidadõa
Torrinhas, Zé Torrinhas

Alcunhas de Família

Família
"de Oliveira da Costa - Monteiro" e "Feliciano de Queiroz"

Ouvi da minha mãe, Maria de Lourdes, conhecida por Lourdes do Pancho, que a família possuía as seguintes alcunhas:

- Panchos: Alcunha derivada do meu visavó Francisco Monteiro, o Pancho, da enorme família dos Monteiros de Santa Comba (de Penaguião), Douro. O Francisco terá dado origem à família dos Panchos derivado do seu nome Francisco. Assim se referiria a ele o seu pai, ou avô, ao chamá-lo de Pancho ou Panchito. Segundo www.en.wikipedia.org/wiki/Pancho, «Pancho is a male nickname for the given name Francisco or Francis, ...», ou seja, «Pancho é um apelido masculino para o nome dado Francisco ou Francis, ...»

- Cavalos do Seixo: Segundo a minha mãe, os Panchos descendiam de uma família que possuía cavalos usados nos transporte de farinha dos moínhos do rio Corgo até Santa Marta; sempre fiquei com a ideia de que seriam moleiros (?). Daí serem apelidados de Cavalos do Seixo, referindo-se tanto aos cavalos que possuíam assim como ao local onde residiriam: o Seixo. Um dos meus tios avós, Américo Monteiro, o Pelado, ou Américo Pancho, tio paterno e padrinho da minha mãe, chegou a possuir cavalos, tendo um deles caído numa vinha e morrido por se ter espetado num ferro. Dessa forma, pelo que me recordo, cheguei a comer carne de cavalo.

- Cidadões: Ainda segundo a minha mãe, a família dos Cidadões, de Santa Marta (de Penaguião), da qual fazemos parte através minha avó materna, Silvina de Oliveira, a Cidadõa, descende de Manoel da Costa, o Cidadão, de Medrões (de Penaguião), casado com Antónia de Oliveira, de Santa Marta (de Penaguião), meus bisavós maternos pela linha feminina. Manoel da Costa era uma pessoa com algum estatuto em Santa Marta por ser funcionário da Câmara Municipal do Peso da Régua e ser "bem apresentado": daí o epíteto de "O Cidadão", segundo a família. No entanto, após consulta dos assentos de baptismo da Paróquia de Medrões, ao qual voltarei mais tarde, já um antepassado seu de Medrões usava o epíteto "O Cidadão".

Já do meu pai, Alberto (Torrinhas), filho do Zé Torrinhas, soube a história dessa alcunha:

- Torrinhas: Alcunha derivada do facto de o meu avô paterno, José Feliciano de Queiroz, o Zé Torrinhas, ter trabalhado desde jovem na Casa Grande, em Santa Comba. Nessa casa existia lá um senhor que era, ao que me recordo, o feitor: o Sr José Torres. "José" do Sr Torres e "José" do meu avô originou que a este, por ser mais novo, o passassem a chamar de Zé Torrinhas.

por Eduardo José

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Américo Monteiro, o Pelado, ou Américo Pancho
Antónia de Oliveira
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Francisco Monteiro, o Pancho, ou Panchito
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Torrinhas, Zé Torrinhas

Maria Celeste 1934 - 2017

Caros amigos!

Vimos por este meio agradecer a todos que de uma forma ou de outra estiveram com a nossa família na sequência do falecimento do nosso ente querido Maria Celeste.

Na mortalha, no funeral, através do telemóvel, do facebook, ou na missa de sétimo dia, ocorrida hoje na Igreja Matriz do Peso da Régua - Nossa Senhora do Socorro, foi bom saber que num momento doloroso como este todos os amigos e familiares se lembraram de nos confortar minimizando de uma certa forma a dor que nos abraça a todos: cunhada, filhos, genros e noras, netos, sobrinhos, afilhadas e amigos.

Bem-hajam a todos!

Peso da Régua, 31 de Janeiro de 2017
Natália, Pedro David e Monteiro de Queiroz e restante família

Obrigado Maria Celeste! És e serás sempre a nossa Rainha!

"Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, a gente nunca está preparado para perder alguém." Nicholas Sparks

A tua família!...


N 30.06.1934 - F 25.01.2017

Conhecer Baião | Castelo de Matos

"No topo da serra do Castelo, fronteira à da Aboboreira, havia na Idade Média o antigo Castelo de Penalva (no alto que se designa hoje por Castelo de Matos), da família nobre de Baião, que topograficamente dominava a Terra de Baião.

Foram encontrados vestígios de um castelo de madeira dos meados do século XI (cuja construção se procura explicar mais adiante) e, na orla do cume, de uma muralha em pedra que rodeava um habitat (século XI-XII). Foram também lá encontradas uma espora de um cavaleiro medieval e várias pontas de tiro ao arco.

Sabe-se, contudo, hoje que a ocupação desse espaço terá sido ainda mais anterior. Com efeito, trabalhos arqueológicos realizados entre 1982 e 1986 permitiram obter mais conhecimento sobre esta área. Verificou-se assim que, a uma mais recente ocupação Medieval, antecedeu-lhe uma importante ocupação do Bronze Final. Esta ocupação assume papel preponderante quer pela sua implantação quer pelos itens encontrados, raros no Norte de Portugal.

São comuns os casos de reutilização de castros e outros espaços habitados em períodos posteriores, ao longo da Alta Idade Média e da Baixa Idade Média. Desde logo, porque esses locais continuavam a manter a sua importância estratégica defensiva (a sua posição, em zonas montanhosas, permitia uma visão alargada do território envolvente e dificultava eventuais ataques). Além do mais, nas áreas dos velhos castros, as populações da Idade Média encontravam um terreno já previamente preparado com “desaterros e linhas de muralha e … abundância de pedra talhada disponível para novas edificações” (BARROCA, 1985, p. 5).

De acordo com Dinis (1991), o cume a que nos referimos trata-se de uma elevação cónica com vertentes íngremes e paralelas à Serra da Aboboreira separando-se desta pelo vale do rio Ovil. Nesta zona o solo é eminentemente pobre o que suporta a sucessiva ocupação do espaço mais de cariz defensivo e menos de cariz agrícola.

O estudo efetuado permitiu compreender que, não obstante, o remeximento e aplanamento ocorrido por altura da Idade Média, a ocupação da Idade do Bronze deveria ser importante já que, para além da cerâmica encontrada (mais de dois milhares de fragmentos), se acharam diversos fragmentos de moldes em argila, duas pontas de seta, uma pequena faca e uma conta em âmbar (raríssima no contexto arqueológico do Norte de Portugal). Uma datação por C14 permitiu datar os artefactos encontrados de início do séc. VIII.

A intensificação do processo de Reconquista Cristã que ocorre no século XI leva a uma reforma na organização do território. Até então, as regiões do atual território português sob domínio cristão estavam divididas em extensas áreas geográficas: os territoria (territórios) de Braga, Portucale e Coimbra e as civitates de Anegia (Eja – Entre-os-Rios) e Santa Maria (que defendiam as duas margens do Douro desde a região de Baião até ao litoral). No entanto, foi necessário criar novas áreas mais reduzidas, as terras, que seriam entregues a nobres locais (infanções). Como exemplo dessas novas terras podemos indicar: Alvarenga, Aguiar de Sousa, Arouca, Baião, Condeixa, Gestaçô, Lamego, Montemor-o-Velho, Panoias (Vila Real), Penafiel e Seia, entre outras.

Precisamente nessa altura foi, portanto, criada a Terra de Baião. Esse território era, grosso modo, limitado pelos seguintes cursos de água: rio Galinha e a ribeira de Roupeira, a oeste; rio Teixeira, a este; rio Ovelha, a norte; rio Douro, a sul. Um documento de 1066 (diploma DC451 dos Portugaliae Monumenta Historica) permite identificar já as seguintes povoações:
a)villa maskinata – Mesquinhata;
b)villarelio – Vilarelho (Ovil);
c)villa prato – Prado (Campelo);
d)villa pausata – Pousada (Gove);
e)villacova – Vila Cova (Gove);
f)villa ovil – Ovil.

De acordo com o mesmo documento, a povoação de Ovil encontrava-se “subtus penna alba”, ou seja, junto ao Castelo de Penalva (Castelo de Matos).

Cerca de 200 anos mais tarde, em 1258, as Inquirições mandadas fazer pelo rei D. Afonso III designam esse castelo como “castelli de Bayam”, em cujas redondezas se situava a “villa de Matis” (Matos). Assim, segundo Barroca (1985), “Castelo de Matos foi, desde meados do século XI, a cabeça da Terra de Baião.”

Como podemos ver, a construção do Castelo de Matos ocorreu na mesma época em que a Terra de Baião foi criada. Os achados arqueológicos revelam-nos um dado interessante: embora nos finais do século XI ou nos inícios do século XII já estivesse erguido um castelo de pedra, antes desse houve um castelo de madeira, que foi consumido pelo fogo. A que se ficou a dever a construção de um castelo de madeira em Baião, que Barroca (1990/91, pp. 118-119) considera “como único caso seguro de uma estrutura castelar mediévica erguida em madeira no território português”.

A construção de um castelo na Terra de Baião era uma emergência. Não só a sua existência era fundamental para defender o território e as populações, como era importante para sublinhar a importância dos senhores de Baião. Tendo sido uma construção urgente, foi necessário recorrer aos materiais que fossem fáceis e baratos de obter e fáceis de trabalhar e transportar. Por esses motivos se escolheu a madeira, que permitiu construir o castelo mais rapidamente e usando a mão-de-obra local. Estabelecido o território e garantido o poder dos senhores de Baião, foi então possível abandonar a estrutura de madeira (talvez tenha sido queimada propositadamente ou pode ter sido destruída num conflito) e construir o castelo de pedra.

Para um maior aprofundamento de conhecimentos sobre o local, não deixe de visitar o Museu Municipal de Baião.

Contactos:
Museu Municipal de Baião
Telefone: + 351 255 540 550
Fax: + 351 255 540 510v


Bibliografia:
BARROCA (Mário Jorge)
1985 – Notas sobre a ocupação medieval em Baião. Separata da revista “Arqueologia” nº 10. Porto.
1990/91 – Do Castelo da Reconquista ao Castelo Românico. (Séc. IX a XII). Separata da revista “Portugália”, Nova Série – Volume XI-XII. Porto, Instituto de Arqueologia da FLUP.
2003 – “Arquitectura Militar” in Manuel Themudo Barata e Nuno Severiano Teixeira (Direção), Nova História Militar de Portugal, volume1 (coordenado por José Mattoso), Lisboa, Círculo de Leitores, pp. 95-121."


in http://www.agrupamento-vale-ovil.edu.pt/turismo/Do_silencio_aos_sabores_da_Terra/Castelo_de_Matos.html

Cinco clãs fundadores de Portugal

«cinco clãs fundadores de Portugal»
in Genealogia Das Famílias Moreira Maia e Ferreira dos Reis, por Maria das Graças Maciel Reis e Maria Salomé Reis Alves de Lima, 2014, página 28

«hegemonia política das já referidas cinco linhagens – dos senhores de Sousa, da Maia, de Ribadouro, de Baião e de Bragança – que tinham prevalecido sem rival na corte do conde D. Henrique.»
de https://nationalgeographic.sapo.pt/historia/grandes-reportagens/953-afonso-henriques

«A linhagem dos senhores de Baião é anterior à fundação de Portugal. Quando os livros aqui citados referem 1º, 2º, 3º, etc, entenda-se, nesta família e por mercê do rei D. João I, uma vez que não há como numerar com exactidão os senhores de Baião que os precederam, descendentes dos godos.» 
de http://geneall.net/pt/forum/59/senhores-de-baiao/